Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Top 10 dos Discos Postados na Central Musical: Anos 80 em 2010

31 de dez de 2010 comentários: 4
Muitos dos discos postados no blog no decorrer do ano de 2010, eu nunca tinha escutado. Alguns foram prazerosos, mas confesso que outros foram torturantes, rsss, mas pelo menos serviram para aumentar meu conhecimento musical.

Sei que o blog é relativamente recente (foi fundado em junho de 2010), mas dos discos que postei até agora, fiz uma seleção pessoal dos 10 melhores, veja o que achou.

Na sequência, postei o Top 10 dos leitores, ou seja, os discos que tiveram mais acessos!

Caso queira uma lista com todos os discos postados para poder comparar, clique AQUI! Ao lado das capas dos discos, há um link para a postagem, dessa forma o caro leitor poderá obter mais informações sobre o álbum e até ouvi-lo na íntegra caso deseje.

Aproveito para convidá-lo(a) a conhecer os objetivos do blog com a leitura destes 2 artigos:



Ah, você também pode montar sua lista! Pode mandar brasa nos comentários e FELIZ ANO NOVO!!


MEU TOP 10 (a ordem é aleatória)











Vestida para Matar

comentários
Dressed to Kill

1980 - E.U.A. - 105 min.
Suspense


Direção: Brian de Palma
Música: Pino Donaggio









Elenco:
Michael Caine
Angie Dickinson
Nancy Allen
Keith Gordon
Dennis Franz




David Margulies, Ken Baker, Brandon Maggart, Susana Clemm, Mary Davenport, Norman Evans, Sean O'Rinn, Bill Randolph, Robert Lee Rush, Fred Weber, Sam Williams

Sinopse: Mulher vive um tórrido caso extraconjugal com um estranho e é morta a navalhadas por psicopata, ao deixar o amante. Com a ajuda de uma única testemunha, o filho da vítima tenta descobrir quem a assassinou. (Wikipedia).

Trailer

Bad Luck Streak in Dancing School - Warren Zevon

30 de dez de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Warren William Zevon
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1965 até 2003
Estilo/Gênero: Rock
Álbuns de estúdio: 13
Site oficialhttp://www.warrenzevon.com/

Bad Luck Streak in Dancing School (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: Warren Zevon (órgão, teclado, baixo, guitarra, gaita, piano, vocal), Jorge Calderón (guitarra, vocal), David Lindley (violino, guitarra, steel guitar), Rick Marotta (percussão, bateria), The Sid Sharp Strings (conjunto de cordas), Jackson Browne (guitarra, backing vocals, guitarra havaiana), Don Felder (guitarra), Glen Frey (guitarra, backing vocals), Don Henley (guitarra, backing vocals), Ben Keith (pedal steel guitar), Linda Ronstadt (vocal, backing vocals), Leland Sklar (baixo), J. D. Souther (backing vocals), Waddy Wachtel (guitarra, vocal), Joe Walsh (guitarra).

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 4,5
Robert Christgau: B-

Charts:
E.U.A. 20º

Este álbum é repleto de homenagens e de colaboradores ilustres. O disco foi dedicado a Ken Millar, um dos escritores favoritos de Zevon e amigo pessoal que o auxiliou a largar o alcoolismo. A faixa 'Jeannie Needs a Shooter' contou com a colaboração de Bruce Springsteen; a cantora country Linda Ronstadt ajudou na balada 'Empty-Handed Heart' que trás em sua letra um histórico sobre a separação recente de Zevon e sua esposa Crystal. 'Play it All Night Long' é uma homenagem/sátira à banda Lynyrd Skynyrd.

Apesar de ter obtido sucesso com alguns singles (o mais bem sucedido deste disco foi 'Certain Girl), o trabalho de Zevon não era muito comercial. O artista era ambicioso e ácido em suas músicas. Porém, este disco de hoje peca pela irregularidade e por uma certa confusão de ideias, mas o caráter artístico continua impecável.

Se você nunca ouviu o cara...
Cantor e multi-instrumentista, Zevon era um artista pouco convencional. Não em termos de técnica, mas de estética.

Suas músicas têm um alto teor satírico e os temas são diversos, vão desde a política até a história; na maioria das vezes a abordagem é bem-humorada.

O artista faleceu em 2003 por causa de um câncer chamado mesotelioma que ocorre devido a grande exposição ao amianto (já trocou sua caixa d'água?). Ele era muito considerado entre os músicos estadunidenses, havia uma verdadeira legião de fãs no meio artístico, já entre a população em geral, seu sucesso foi moderado, provavelmente a maioria não entendia as "tiradas" desse brilhante artista.

Argybargy - Squeeze

29 de dez de 2010 comentários

O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1974 até 1982; 1985 até 1999; 2007 até hoje
Estilo/Gênero: Rock, Pop/New Wave, Power Pop, Post-Punk
Álbuns de estúdio: 14 até o momento
Site oficialhttp://www.squeezeofficial.com/

Argybargy (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: John Bentley (baixo), Chris Difford (guitarra, vocal), Jools Holland (teclado), Gilson Lavis (bateria), Glen Tilbrook (guitarra, teclado, vocal)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 5
Robert Christgau: B-

O Squeeze era uma banda com algum sucesso em sua cena local e tinha emplacado uma música nas paradas, 'Cool for Cats', mas nada muito relevante, pelo menos até o lançamento de Argybargy, seu terceiro e último disco de estúdio com a primeira formação da banda, que se desfaria no ano de 1982.

Argybargy é uma aula sobre como se faz um bom New Wave, mas sem esquecer as raízes rockeiras da banda, e com elementos do Pop sem precisar "forçar a barra". A crítica adorou e o público correspondeu, o Squeeze atingiu um patamar de banda influente graças a este trabalho.

A audição do álbum é realmente muito agradável, as composições conseguem corresponder as expectativas daqueles que buscavam inovação e criatividade (para a época) e também daqueles que se interessavam apenas por aqueles sons de fácil assimilação.

Após o lançamento do disco, o tecladista Jools Holland, um dos membros fundadores, deixa a banda e é substituído pelo cantor e tecladista Paul Carrak (ex-Roxy Music). O Squeeze consegue ainda durar mais dois anos sob o reflexo deste grande álbum, mas encerra suas atividades em 1982. A banda retornaria a ativa em 1985, com uma formação diferente. Apesar de terem conseguido fazer mais alguns hits nesse período, nunca mais conseguiram alcançar com outros discos, o prestígio obtido com Argybargy, um verdadeiro clássico da New Wave.

Se você nunca ouviu a banda...
Esta banda inglesa foi uma das grandes responsáveis pelo crescimento do cenário New Wave no mundo. Suas composições serviram de referência para o gênero musical e suas ideias foram recicladas por outras bandas do gênero que surgiram no decorrer da década de 80.

After Dark - Andy Gibb

28 de dez de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Andrew Roy Gibb
Nacionalidade: britânica
Período de atividades: 1975 até 1988
Estilo/Gênero: Pop/Disco
Álbuns de estúdio: 3
Site oficialhttp://andygibb.50megs.com/

After Dark (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Cotação: 
All Music Guide (0 a 5): 2,5

Charts:
E.U.A. 21º; R&B 67º
Canadá 24º
Suécia 23º
Noruega 21º

Andy estava em alta, havia acabado de participar de um show patrocinado pela Unicef, transmitido para o mundo todo, onde havia se apresentado ao lado de ícones da música pop como o ABBA, Olívia Newton-John e seus irmãos dos Bee Gees. Era considerado um ídolo teen e fazia muito sucesso.

O disco de hoje foi o seu último gravado em estúdio e contou com a participação especial de seus irmãos e de Olivia Newton-John, uma receita fácil para o sucesso, e ele realmente foi. Mas no momento de sua concepção, Andy andava mal, principalmente por causa das drogas; sua criatividade andava em baixa e muitas das músicas que compõem o álbum são composições de seus irmãos, uma espécie de "refugo" dos Bee Gees. Pensando em ajudar seu irmão, Barry Gibb cede a música 'Desire', um hit dos Bee Gees dado de presente para Andy, que na voz dele fez ainda mais sucesso. O dueto com Olivia Newton-John, 'I Can't Help It, também emplacou.

Um disco irrelevante historicamente, puramente comercial. Trás as mesmas ideias de seu disco anterior, ou seja baladinhas e "agitos" disco. Uma prova clara de que Andy não conseguiria superar a decadência do estilo musical que o consagrou. No mesmo ano de 1980 saiu a coletânea de Andy Gibb que ouviremos posteriormente aqui no blog.

Se você nunca ouviu o cara...
Queridinho das adolescentes, Andy Gibb era o irmão mais novo dos caras do Bee Gees e cantava praticamente da mesma forma que seus irmãos, ou seja, com aqueles falsetes na voz. 

Sua música era em geral ingênua e superficial, e seu público costumava ter menos de 16 anos. Fez muito sucesso no final da década de 70 no auge "Era Disco", e sucumbiu ao final dela.

Teve uma carreira curta por não se adaptar aos "novos tempos" e por morrer precocemente, em 1988 com apenas 30 anos, devido a uma inflamação no músculo do coração (miocardite).

Remorse Code - Desperate Bicycles

27 de dez de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1977 até 1981
Estilo/Gênero: Rock/Punk
Álbuns de estúdio: 1
Site oficial: não tem

Remorse Code (1980) - Ouça aqui o disco completo


Sobre o disco:

Line-up: Nicky Stephens (teclado), Roger Stephens (baixo), Marky Wigley Danny (vocal), Mel Oxer (bateria), Paul Leclerc (guitarra).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4

Chart:
Britânico (Indie Rock): 10º

Único disco "profissional" da banda que optou por permanecer no amadorismo durante sua breve vida. O som é intuitivo e sem "frescuras", entretanto, ao contrário do que o rótulo "punk" pode sugerir, as músicas não são pesadas nem distorcidas, provavelmente devido à falta de recursos (em todos os sentidos) dos Bicycles.

As músicas têm atitude e vigor. Contam com boas ideias e algumas experimentações, principalmente com o uso de um precário teclado. O baixo brilha mais que a guitarra quase que em todas as músicas, o canto é até comportado se comparado ao de outras bandas punks.

Um disco raro e interessante - seminal. Os Desperate Bicycles influenciaram muito a garotada interessada em fazer música, pois nunca usaram desculpas como pouco dinheiro, falta de instrumentos de qualidade ou de gravadoras interessadas; meteram as caras e conseguiram fazer o que realmente importa: sua música!

Se você nunca ouviu a banda...
Influenciaram muito mais por sua atitude do que por sua música, mas ainda assim influenciaram muito!

Insistiam até conseguirem apresentações; gravavam demos com instrumentos emprestados; se não houvesse instrumentos, improvisavam (uma vez chegaram a usar uma bateria feita de papelão), nos estúdios que davam chance de gravar, usavam os instrumentos e recursos disponíveis no local; ou seja, davam as caras à tapa sem medo e o resultado foi um grande reconhecimento no cenário independente britânico, uma boa visibilidade entre a molecada. Serviram para abrir espaço para muita gente que sabia que para fazer música, o fundamental era tomar atitudes sem medo, nem que fosse necessário fazer tudo você mesmo, o que é o espírito do punk.

Heraldo do Monte

25 de dez de 2010 comentários
O que é isso?



Quem é o cara:


Segundo o dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira:



Iniciou sua carreira profissional em Recife, acompanhando cantores em boates. Em 1956, mudou-se para São Paulo. Fez parte do conjunto de Walter Wanderley e do quarteto de Dick Farney. tocando guitarra, viola caipira e cavaquinho. 

Em 1960, teve seu primeiro trabalho como músico registrado em disco de Walter Wanderley e, mais tarde, nas faixas "Fim de caso" (Dolores Duran) e "My funny valentine" (Rodgers e Hart), em disco gravado por Dolores Duran



Ainda na década de 1960, lançou os LPs "Heraldo e seu conjunto" (1960), "Dançando com sucesso, vol.1" (1961) e "Dançando com sucesso, vol. 2" (1962). 


Gravou com os Sincopados, em 1965, escrevendo arranjos para algumas faixas do LP. Recebeu, ainda nesse ano, os troféus Guarani e Roquette Pinto, este último como integrante da Orquestra de Carlos Piper. 

Fez parte, ao lado de Airto Moreira e Theo de Barros, do Trio Novo, ao qual Hermeto Pascoal viria a se juntar, formando o Quarteto Novo, com o qual gravou, em 1967, o LP "Quarteto Novo", lançado pela Odeon, que incluiu em seu repertório a canção "Síntese", de sua autoria. Recebeu, como integrante do Quarteto Novo, o Troféu Roquette Pinto e, por duas vezes, o Troféu Imprensa. 

Participou da Orquestra da TV Tupi em 1969. Acompanhou Michel Legrand (Teatro Municipal de São Paulo), Hermeto Pascoal (Banana Progressiva), Zimbo Trio e outros artistas em shows promovidos pela Prefeitura de São Paulo. 

Atuou em várias gravações. 

Lançou, em 1970, o LP "O violão de Heraldo do Monte".

Em 1980, gravou o LP "Heraldo do Monte", que ouviremos hoje.

Heraldo do Monte (1980) - Ouça aqui o disco completo!




FELIZ NATAL!!!

A Morte ao Vivo

24 de dez de 2010 comentários
La Mort en Direct

1980 - França - 128 min.
Ficção Científica


Direção: Bertrand Tavernier
Música: Antoine Duhamel

Indicação ao Urso de Ouro de Berlim: melhor filme






Elenco:
Romy Schneider
Harvey Keitel
Harry Dean Stanton
Thérèse Liotard
Max Von Sydow




Caroline Langrishe, William Russell, Vladim Glowna, Eva Maria Meineke, Bernhard Wicki, Freddie Boardley, Robbie Coltrane, Julian Hough, Peter Kelly, Boyd Nelson


Sinopse:Escritora de sucesso condenada por uma doença incurável não permite que seus últimos dias sejam gravados por uma emissora de tevê. Mas a estação patrocina a instalação de uma cômera microscópica no cérebro de um repórter, para que ele registre a morte da escritora. (Wikipedia) Filme visionário já apresentava em 1980 o conceito de reality show.


Trailer:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...