Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Quem Me Levará Sou Eu - Dominguinhos

22 de jan. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: José Domingos de Moraes
Nacionalidade: brasileira
Período de atividades: 1960 até hoje
Estilo/Gênero: Baião, Bossa Nova, Xote, Choro, Forró, Jazz
Álbuns: 42 até o momento
Site oficialhttp://www.dominguinhos.art.br/v2/

Quem Me Levará Sou Eu (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Se você nunca ouviu o cara...
Seu nome artístico foi uma sugestão de Luiz Gonzaga, que considerou que o apelido de infância, Neném, não o ajudaria na trajetória artística. Com a sanfona ganha do próprio Gonzagão, passou a percorrer o interior do Rio de Janeiro na companhia dos irmãos, apresentando-se em circos e arrasta-pés. 

Em 1957, aos 16 anos, fez sua primeira gravação, tocando sanfona num disco de Luiz Gonzaga, na música "Moça de feira", de Armando Nunes e J.Portela. No mesmo ano, em viagem ao Espírito Santo, com Borborema e Miudinho, formou um trio, batizado de Trio Nordestino. Tomou contato com outros ritmos musicais e aprendeu a tocar samba e bolero. Voltou ao Rio de Janeiro e formou um conjunto que passou a atuar em dancings, boates e inferninhos nas zonas da malandragem. Tocou na gafieira Cedo Feita, Churrascaria Gaúcha, boate Babalaica e Dancing Brasil. Ainda na década de 1960, tocou no regional do Canhoto juntamente com Meira, Dino e Orlando Silveira acompanhando artistas de Rádio. Em 1965, foi convidado por Pedro Sertanejo, então diretor da recém-inaugurada gravadora Cantagalo, para gravar um LP destinado ao público migrante nordestino e, com isso, voltou a tocar forrós e baiões. Em 1967, fez parte de uma excursão de Luiz Gonzaga ao Nordeste, como sanfoneiro e motorista. Também fazia parte do grupo a cantora pernambucana Anastácia. Os dois iniciaram então uma carreira artística conjunta e um relacionamento amoroso, que os levou ao casamento. Observado pelo empresário Guilherme Araújo tocando num show de Luiz Gonzaga, em 1972, foi convidado por ele a trabalhar com Gal Costa e Gilberto Gil. (mais no próximo artigo sobre o artista!) - extraído do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

Continuidade - Antonio Adolfo

23 de out. de 2010 comentários: 2



Continuidade (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Quem é o cara:

Filho de uma violinista da Orquestra do Teatro Municipal do Rio, carioca de Santa Teresa, aos 16 anos, como pianista, já pertencia ao fechado grupo da Bossa Nova.

A partir de 1977, foi pioneiro da produção independente com o disco 'Feito em Casa', do selo Artesanal, vendido por ele mesmo às lojas. Iniciou assim um movimento que parte de uma tendência libertária - a do disco independente - que motivaria o aparecimento de artistas divergentes das leis do mercado fonográfico tradicional (o disco apresentado hoje é um exemplo, repare na capa).

Desde 1985, dedica-se a sua escola de música, o Centro Musical Antonio Adolfo (http://www.antonioadolfo.mus.br/), além de participar de eventos internacionais como músico e educador, sem deixar de lado sua carreira como intérprete.

Como autor de material didático, lançou no Brasil sete livros, além de uma vídeo-aula e dois livros sobre música brasileira no exterior.

Começou a estudar música na infância, e no início dos anos 60 passou a frequentar os ambientes cariocas onde se tocava jazz e bossa nova. Em 1964 formou o trio 3-D para encenar o musical "Pobre Menina Rica" de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra.

Ajudou a impulsionar as carreiras de Maysa, Toni Tornado, Elis Regina e outros, seja como pianista ou como arranjador e compositor. (Wikipedia)

O disco Continuidade conta com as participações mais que especiais de Emílio Santiago, Leo Gandelman, Hyldon, Maurício Einhorn e Mário Negrão.

Leituras relacionadas:

Veja aqui um entrevista de Antonio Adolfo cedida ao repórter Eliakim Araújo, nela ele comenta sobre a ideia de fazer seus discos de forma independente e assim tornar-se um pioneiro, dá umas canjas e muito mais!

Reviravolta - Carlos Moura

9 de out. de 2010 comentários: 5
O que é isso?



Reviravolta (1980) - Carlos Moura



Quem é o cara:

Filho das Alagoas, Carlos Moura começou a carreira como integrante do grupo Os Bárbaros e foi tentar a sorte na capital Maceió. Na década de 70 saiu da banda e formou Grupo Vento. Foram para o Rio de Janeiro e lá Moura resolve tentar a carreira como cantor solo e compositor.

Sobre o disco:

Reviravolta é seu primeiro disco solo. Baião, xote e outros ritmos nordestinos recheiam esse agradável álbum desse cantor do povo. A faixa título é uma verdadeira maravilha. Um arranjo dançante e muito bem escrito em sua simplicidade. As outras faixas que compõem o disco trazem os lamentos e as alegrias da vida nordestina.

A voz de Moura não é lá grande coisa, tanto é que ela é dobrada em estúdio para ganhar mais potência, mas sua interpretação e composições irradiam brilho e qualidade.

Vale a pena deixar os preconceitos de lado e curtir essa delícia de disco.

Veja aqui um vídeo de 2007 de Carlos Moura

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