Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Disco do dia: Inéditos do Jacob do Bandolim - Déo Rian & Conjunto Noites Cariocas

26 de mar. de 2011 comentários
O que é isso?



Quem é Déo Rian:


Déo Cesário Botelho - bandolinista


Iniciou a carreira profissional em 1962, na Rádio Mauá. Em 1970, juntamente com o Quinteto Villa-Lobos e o Quarteto da E.M.U.F.R.J, gravou o LP "Ernesto Nazareth", primeiro disco de carreira. Neste mesmo ano passou a integrar o Conjunto Época de Ouro (histórico grupo que acompanhou Pixinguinha e outros monstros sagrados da música brasileira), substituindo o gênio e seu professor Jacob do Bandolim.

No ano de 1977, participou do show "Canto das três raças", de Clara Nunes. Também apareceu em três outros discos lançados: "Choradas, chorões, chorinhos" (coletânea da Cia. Internacional de Seguros) disco duplo, produzido por Ricardo Cravo Albin e Mozart Araújo; "Chora, chorão" (da Continental) e "Época de Ouro interpreta Pixinguinha e Benedito Lacerda". Depois disso, desligou-se do Conjunto Época de Ouro, formando o conjunto Noites Cariocas. Em 1978, gravou outro LP com músicas de Roberto Carlos. No ano seguinte, participou do projeto "Instrumental da Funarte".

No ano de 1980 gravou, com seu conjunto Noites Cariocas, o disco "Inéditos de Jacob do Bandolim", relançado em CD anos mais tarde pela gravadora Sony Music.


A história de Déo segue, mas deixemos para uma data mais oportuna. Cabe dizer nesse momento que ele é um dos maiores bandolinistas que esse país já viu.

Inéditos do Jacob do Bandolim (1980) - Ouça aqui o disco completo! 



Sobre o disco:

Line-up: Déo Rian (bandolim), Damásio (violão), Raphael Rabello (violão 7 cordas), Julinho (cavaquinho), Darly (pandeiro), Manoel (violão), Calixto Corazza (violoncelo), Manezinho (flauta), Bolão (sax tenor), Demátrio (flauta em sol), Felpudo (trombone de pisto, bombardino), Pirituba (percussão)

Opinião do blog
9 - Excelente

Saiba mais:


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Quem Me Levará Sou Eu - Dominguinhos

22 de jan. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: José Domingos de Moraes
Nacionalidade: brasileira
Período de atividades: 1960 até hoje
Estilo/Gênero: Baião, Bossa Nova, Xote, Choro, Forró, Jazz
Álbuns: 42 até o momento
Site oficialhttp://www.dominguinhos.art.br/v2/

Quem Me Levará Sou Eu (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Se você nunca ouviu o cara...
Seu nome artístico foi uma sugestão de Luiz Gonzaga, que considerou que o apelido de infância, Neném, não o ajudaria na trajetória artística. Com a sanfona ganha do próprio Gonzagão, passou a percorrer o interior do Rio de Janeiro na companhia dos irmãos, apresentando-se em circos e arrasta-pés. 

Em 1957, aos 16 anos, fez sua primeira gravação, tocando sanfona num disco de Luiz Gonzaga, na música "Moça de feira", de Armando Nunes e J.Portela. No mesmo ano, em viagem ao Espírito Santo, com Borborema e Miudinho, formou um trio, batizado de Trio Nordestino. Tomou contato com outros ritmos musicais e aprendeu a tocar samba e bolero. Voltou ao Rio de Janeiro e formou um conjunto que passou a atuar em dancings, boates e inferninhos nas zonas da malandragem. Tocou na gafieira Cedo Feita, Churrascaria Gaúcha, boate Babalaica e Dancing Brasil. Ainda na década de 1960, tocou no regional do Canhoto juntamente com Meira, Dino e Orlando Silveira acompanhando artistas de Rádio. Em 1965, foi convidado por Pedro Sertanejo, então diretor da recém-inaugurada gravadora Cantagalo, para gravar um LP destinado ao público migrante nordestino e, com isso, voltou a tocar forrós e baiões. Em 1967, fez parte de uma excursão de Luiz Gonzaga ao Nordeste, como sanfoneiro e motorista. Também fazia parte do grupo a cantora pernambucana Anastácia. Os dois iniciaram então uma carreira artística conjunta e um relacionamento amoroso, que os levou ao casamento. Observado pelo empresário Guilherme Araújo tocando num show de Luiz Gonzaga, em 1972, foi convidado por ele a trabalhar com Gal Costa e Gilberto Gil. (mais no próximo artigo sobre o artista!) - extraído do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

Emotiva - Helio Delmiro

6 de nov. de 2010 comentários


Emotiva (1980) - Ouça aqui o disco completo!





Quem é o cara...
Segundo a Wikipedia: ele se interessou por música bem cedo, influenciado pelos irmãos. Seu primeiro instrumento foi o cavaquinho. Nos anos 60, graças a bossa nova, passa a dedicar-se exclusivamente ao violão.

Ao longo dos anos 60, toca com importantes nomes do cenário brasileiro, entre eles Moacyr Santos e Marcio Montarroyos. Seu contato com o saxofonista Victor Assis Brasil, na noite do jazz carioca, foi uma marco na carreira de Delmiro. O saxofonista o convidou para a gravação de seu segundo álbum, Trajeto. Posteriormente, Delmiro tocou com Elizete Cardoso, Clara Nunes, Marlene, César Camargo Mariano, Elza Soares, Elis Regina e Tom Jobim.


Nos anos 70 já desperta o interesse de músicos internacionais, principalmente de jazz, como Paul Horn, Jeremy Steig, Dave Grusin, Sarah Vaughan e Lalo Schifrin. Na década de 80 lançou os discos Emotiva, Samambaia (com César Camargo Mariano) e Chama; nos 90, Romã e Symbiosis e seus últimos lançamentos foram Violão Urbano (2002) e Compassos (2004). Dizem que se tornou pastor evangélico e se perdeu (ou se achou, dependendo do ponto de vista...).

Postagens relacionadas:

Confira no vídeo abaixo o homem tocando e contando um pouco de sua história! Elis Regina um dia disse: "Paro tudo pra ouvir o Helinho ficar improvisando".

O Nosso Baden - Baden Powell

30 de out. de 2010 comentários
O que é isso?




Ficha corrida do cara:
Nome completo: Baden Powell de Aquino
Nacionalidade: brasileira
Período de atividades: 1950 até 2000
Site oficialhttp://www.brazil-on-guitar.de/
Estilo/ Gênero: Jazz, Bossa Nova, MPB, Samba, Choro
Álbuns: 46

O Nosso Baden (1980) - Ouça aqui o disco completo!





Sobre o disco:
Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3


É predominantemente um registro de música de câmera com a voz delicada de Baden nas interpretações. O álbum contém composições do próprio, salvo algumas releituras de grandes peças como a valsa 'Abismo de Rosas' de Canhoto, que se tornou muito popular com Dilermando Reis; o samba 'Queixa', dos Originais do Samba;  as grandiosas peça para violão solo 'Jongo', de João Pernambuco, e Odeon, de Ernesto Nazareth; e o choro 'Ingênuo', de Pixinguinha.

O artista procura cortar excessos sentimentais e apresenta uma interpretação sensível com perspectiva renovada.



Se você nunca ouviu o cara...
Ele tinha uma maneira única de tocar violão, incorporando elementos virtuosísticos da técnica clássica e swing e harmonias populares. Explorou de maneira radical os limites do instrumento, o que o transformou em uma rara estrela nacional da área com trânsito internacional.

Foi considerado por muitos um dos maiores violonistas do jazz desde o início da bossa nova. (Wikipedia)

Vida - Chico Buarque

16 de out. de 2010 comentários

O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Francisco Buarque de Hollanda
Nacionalidade: brasileira
Período de atividades: 1962 até hoje
Site oficialhttp://www.chicobuarque.com.br/
Estilo/Gênero: MPB, Choro, Bossa Nova, Samba
Álbuns de estúdio: 36 até o momento

Vida (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco:

Line-up: Chico Buarque (vocal, violão), Francis Hime (piano), Tom Jobim (piano), Telma Costa (vocal), Roberto Menescal (violão), Bebel Gilberto (backing Vocals), Bee Campos (backing Vocals), Cristina Buarque (backing Vocals), Danilo Caymmi (backing Vocals), Miúcha (backing Vocals).

Cotação da crítica especializada:
All Music Guide (0 a 5): 4,5

Destaques:
Vida - saga de mulheres solitárias
Mar e Lua - a história do romance improvável entre o mar e a lua
Deixe a Menina - samba que aconselha um cara ciumento a deixar a menina!
Já Passou - tentativa de convencer o ex-amante de que o romance acabou
Cauby
Bastidores - O jornalista Tarso de Castro estava produzindo o novo disco de Cauby Peixoto e pediu uma música para Chico. O autor, que não tinha composição nova, ofereceu esta música, advertindo, porém, que já havia sido gravada por sua irmã. Sabe-se lá por que razão o disco de Cauby saiu antes, atropelando o de Cristina Buarque. O velho cantor, numa interpretação primorosa, encarnou a música, que, afinal, fez com que ele voltasse a frequentar as paradas de sucesso - e a maninha ficou sozinha, nos bastidores da canção feita para ela.
Fantasia - abre as portas para a imaginação
Drummond
Eu te Amo - para a trilha sonora do filme "Eu te Amo". O artista gráfico Elifas Andreato relembrou, durante uma entrevista com Chico, que estavam ambos a caminho de uma partida de futebol, quando o compositor parou o carro, arranjou um telefone e ligou para seu pai (o historiador Sérgio Buarque de Hollanda), perguntando quem havia queimado os navios para não poder voltar atrás. Tratava-se do conquistador do Peru, Francisco Pizarro, que, para evitar que seus soldados fugissem, ateou fogo às embarcações. Embora não se lembrando do episódio. Chico admite que é "crível", porque "Se estou com uma ideia que me parece boa, fico assim mesmo, meio irrequieto. O (Carlos) Drummond (de Andrade) dizia que, quando começava a escrever um poema sentia um pouco de febre". - este comentário é referente a um trecho do poema desta música:

"Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir"

Morena de Angola - a música resultou do projeto Kalunga, viagem em que Chico levou para Angola vários artistas brasileiros - entre eles, Dorival Caymmi, Elba Ramalho, Djavan, Martinho da Vila, Edu Lobo, Francis Hime, Dona Ivone Lara e João do Vale - para comemorar os cinco anos da libertação daquele país. O curioso é que ele tenha feito a canção sem ter ido a Catumbela (citada na letra), mas apenas baseado na descrição que seus colegas fizeram do espetáculo de dança que viram naquela localidade.
Bye Bye Brasil - para a trilha sonora do filme "Bye Bye Brasil" (veja leituras relacionadas abaixo). O filme mostra a viagem de uma trupe mambembe em busca de trabalho onde a televisão não houvesse chegado, o que era cada vez mais difícil. O diretor Cacá Diegues encomendou a trilha sonora para Roberto Menescal e sugeriu que Chico fosse o letrista. A letra só ficou pronta no dia da gravação - e era tão comprida que o diretor cortou boa parte, além de fazer alguns pedidos aos quais o autor aquiesceu: colocou Maceió, cidade de Cacá Diegues, na letra, citando a rua do Sol, e fez com que o personagem pegasse uma doença em outro local que não a capital de Alagoas. Pediu também que se mudasse o verso "tem um japonês trás de mim", temendo que se visse nisso uma referência ao ministro Shigeaki Ueki, das Minas e Energia. Sem negar ou confirmar a alusão, neste caso, Chico não cedeu.

Leituras relacionadas:



Se você nunca ouviu o cara...

Provavelmente o maior letrista do mundo, poeta sensível e músico talentoso. Seu timbre de voz deixa um pouco a desejar, apesar de sua afinação perfeita; apesar disso, curiosamente muitos de seus fãs julgam que o melhor intérprete de suas canções seja ele mesmo.

Iniciou na música após se deslumbrar com o novo estilo musical criado por João Gilberto, a bossa nova, quando ouviu a gravação de Chega de Saudade, resolve enveradar pela música profissionalmente.

Tem um grande número de fãs do sexo feminino devido às diversas letras poéticas que compôs, narrando como "nenhum homem foi capaz" o universo das mulheres.


Dedico este post, em especial, para minha esposa Flávia, uma super fã de Chico Buarque

Curiosidades sobre as faixas extraídas do livro "Chico Buarque", de autoria de Wagner Homem.
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