Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Disco do dia: Miúcha

5 de mar. de 2011 comentários: 1
O que é isso?



Ficha corrida da moça:
Nome completo: Heloísa Maria Buarque de Hollanda
Nacionalidade: brasileira
Carreira: 1975 até hoje
Estilo/Gênero: MPB, Samba, Bossa Nova
Álbuns: 11 até o momento (sendo 5 em parcerias)
Site oficial: não tem

Miúcha (1980) - Ouça aqui o disco completo



Sobre o disco: 

Opinião do blog:
5 - Razoável
Saiba mais!
Post Relacionado:

    Disco do dia: Os Grandes Sucessos da Bossa Nova - Pery Ribeiro

    19 de fev. de 2011 comentários: 2
    O que é isso?



    Ficha corrida do cara:
    Nome completo: Peri de Oliveira Martins
    Nacionalidade: brasileira
    Carreira: 1960 até hoje
    Estilo/Gênero: MPB, Jazz/Bossa Nova
    Álbuns: 25 até o momento
    Site Oficialhttp://www.peryribeiro.com/

    Os Grandes Sucessos da Bossa Nova (1980) - Ouça aqui o disco completo!


    Sobre o disco:


    Cantor "das antigas" já em 1980, Pery Ribeiro é um das últimas grandes vozes da MPB. Não falo isso para depreciar os cantores nacionais, é que após o advento da Bossa Nova, a escola brasileira de canto (até hoje) se caracteriza pelo canto "baixinho", ou seja, suave. Claro que existem excessões, Elis Regina é um exemplo.

    Em 1980, Pery percebeu que a Bossa Nova ainda tinha força em outras praças como os Estados Unidos e o Japão, já por aqui, este estilo não atraía muito interesse, então almejou a carreira internacional. Inspirado por nomes como Sérgio Mendes e Leny Andrade, ambos com boa projeção internacional, o cantor resolveu gravar uma coletânea de sucessos do estilo para lançar lá fora como cartão de visitas. É importante frizar que Pery foi um grande intérprete da Bossa Nova desde seu surgimento na década de 50 - para quem não sabe, ele foi o primeiro intérprete de 'Garota de Ipanema' -, então ele não foi oportunista, apenas quis mostrar seu trabalho de três décadas para quem tinha interesse em ouvir, e azar o nosso que não damos o devido valor a nossa própria arte e identidade.

    O fruto dessa ideia foi o álbum Pery Ribeiro Sings Bossa Nova Hits (que assim que encontrar, disponibilizarei aqui no blog), onde todas as músicas receberam versões em inglês. O resultado foi tão bom que Pery conseguiu uma bem sucedida carreira nos EUA, onde mora até hoje. Ressentidos com esse lançamento internacional, houve um certo apelo popular para que o disco também fosse lançado em território verde e amarelo, e se você clicou no play do "tocador" desse post, o está ouvindo agora (bom não?).


    Se você nunca ouviu o cara...
    Filho de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, Pery começou cedo na música. Dono de um timbre belo e cristalino, foi um dos melhores intérpretes da Bossa Nova.


    Após o arrefecimento da popularidade do estilo no Brasil, seguiu para a carreira internacional na década de 80 onde se apresentou ao lado de outros artistas brasileiros radicados por lá como Sérgio Mendes e Leny Andrade. Lá representou a música brasileira, além de cantar standards de Jazz.


    Baixe o disco no Mundo das Coletâneas!

    Disco do dia: Elis - Elis Regina

    5 de fev. de 2011 comentários: 2
    O que é isso?



    Ficha corrida da moça:
    Nome completo: Elis Regina Carvalho Costa
    Nacionalidade: brasileira
    Carreira: 1961 até 1982
    Estilo/Gênero: MPB, Samba, Bossa Nova, Rock, Pop
    Álbuns: 28
    Site oficial: não tem

    Elis (1980) - Ouça aqui o disco completo!


    Sobre o disco:


    É evidente que apesar de ser uma artista consagrada, nem todos gostam de Elis Regina. Mas uma coisa é inegável: é uma cantora excepcional. Tanto no seu talento quanto em sua técnica (caso discorde dessa afirmativa, sugiro um aprofundamento maior nas teorias e técnicas do canto para poder constatar esse fato). Então, sempre será interessante, pelo menos para um músico ou profundo apreciador de música, escutar um álbum desta cantora.

    O disco de hoje foi o último gravado em estúdio por Elis, porque dois anos depois ela viria a falecer. Entretanto, o trabalho não soa crespucular, mas sim, mais uma etapa de uma carreira que ainda iria se desenrolar mais. Fica a curiosidade que nunca poderá ser satisfeita, de até onde esta artista poderia chegar.

    Composto por sambas, músicas belíssimas de compositores mineiros e até de alguns pops, Elis não é o melhor disco da diva, mas está muito longe de ser ruim. Contando com as típicas interpretações passionais da cantora, sua audição é um verdadeiro deleite para os fãs e mais uma prova para os músicos e profundos apreciadores de música de que Elis Regina é a melhor cantora do Brasil.

    Post Relacionado:


    Se você nunca ouviu a moça...
    Mezzo-soprano de timbre levemente metálico e vagamente rouco; uniformidade vocal, primazia técnica e afinação a toda prova. Interpretações passionais intensas tanto na introspecção quanto na explosão.

    Elis inaugurou a MPB após sua interpretação definitiva de 'Arrastão', foi uma das maiores intérpretes da bossa-nova, teve sucesso com a crítica e com o público em quase todos os seus trabalhos.

    Revelou para o mundo os talentos de nomes como Milton Nascimento, João Bosco, Renato Teixeira, Tim Maia, Gilberto Gil, etc.

    É uma das maiores referências para cantoras atuantes ou em início de carreira, obteve reconhecimento internacional e a maioria de seus shows pelo mundo afora deixava a platéia estupefata. Quem viu, viu. Quem não viu... 

    Seus filhos João Marcelo Bôscoli, Pedro Camargo Mariano e Maria Rita, também são músicos.

    Faleceu em 1982 devido ao excesso de drogas. 

    Quem Me Levará Sou Eu - Dominguinhos

    22 de jan. de 2011 comentários
    O que é isso?



    Ficha corrida do cara:
    Nome completo: José Domingos de Moraes
    Nacionalidade: brasileira
    Período de atividades: 1960 até hoje
    Estilo/Gênero: Baião, Bossa Nova, Xote, Choro, Forró, Jazz
    Álbuns: 42 até o momento
    Site oficialhttp://www.dominguinhos.art.br/v2/

    Quem Me Levará Sou Eu (1980) - Ouça aqui o disco completo!



    Se você nunca ouviu o cara...
    Seu nome artístico foi uma sugestão de Luiz Gonzaga, que considerou que o apelido de infância, Neném, não o ajudaria na trajetória artística. Com a sanfona ganha do próprio Gonzagão, passou a percorrer o interior do Rio de Janeiro na companhia dos irmãos, apresentando-se em circos e arrasta-pés. 

    Em 1957, aos 16 anos, fez sua primeira gravação, tocando sanfona num disco de Luiz Gonzaga, na música "Moça de feira", de Armando Nunes e J.Portela. No mesmo ano, em viagem ao Espírito Santo, com Borborema e Miudinho, formou um trio, batizado de Trio Nordestino. Tomou contato com outros ritmos musicais e aprendeu a tocar samba e bolero. Voltou ao Rio de Janeiro e formou um conjunto que passou a atuar em dancings, boates e inferninhos nas zonas da malandragem. Tocou na gafieira Cedo Feita, Churrascaria Gaúcha, boate Babalaica e Dancing Brasil. Ainda na década de 1960, tocou no regional do Canhoto juntamente com Meira, Dino e Orlando Silveira acompanhando artistas de Rádio. Em 1965, foi convidado por Pedro Sertanejo, então diretor da recém-inaugurada gravadora Cantagalo, para gravar um LP destinado ao público migrante nordestino e, com isso, voltou a tocar forrós e baiões. Em 1967, fez parte de uma excursão de Luiz Gonzaga ao Nordeste, como sanfoneiro e motorista. Também fazia parte do grupo a cantora pernambucana Anastácia. Os dois iniciaram então uma carreira artística conjunta e um relacionamento amoroso, que os levou ao casamento. Observado pelo empresário Guilherme Araújo tocando num show de Luiz Gonzaga, em 1972, foi convidado por ele a trabalhar com Gal Costa e Gilberto Gil. (mais no próximo artigo sobre o artista!) - extraído do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

    Terra Brasilis - Tom Jobim

    8 de jan. de 2011 comentários: 10

    O que é isso?



    Ficha corrida do cara:
    Nome completo: Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim
    Nacionalidade: brasileira
    Período de atividades: 1956 até 1994
    Estilo/Gênero: MPB, Jazz/Bossa Nova
    Álbuns: 50
    Site oficialhttp://www2.uol.com.br/tomjobim/index_t.htm

    Terra Brasilis (1980) - Ouça aqui o disco completo!


    Sobre o disco:

    Line-up: Tom Jobim (piano, piano elétrico, violão), Bob Cranshaw (baixo), Pascoal Meirelles (bateria), Rubens Bassini (percussão), Bucky Pizzarelli (guitarra)

    Cotação:
    All Music Guide (0 a 5): 4

    Mestre Tom Jobim construiu uma sólida carreira internacional nas décadas de 60 e 70, e tinha lançado recentemente ótimos álbuns de inéditas. De repente, em 1980, convoca novamente o conceituado arranjador Claus Ogerman, que já havia trabalhado com ele nos clássicos Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim (1967), A Certain Mr. Jobim (1967), dentre outros, para auxiliá-lo a dar uma cara mais pop ao seu sofisticadíssimo trabalho. Então, Jobim reúne uma série de músicas consagradas internacionalmente com outras que eram muito populares no Brasil, mas que ainda não haviam sido mostradas ao público internacional. Todas elas receberam novas interpretações e foram reunidas em uma espécie de coleânea, um álbum duplo chamado Terra Brasilis. 

    A arte de Tom Jobim, apesar de muito complexa em sua estrutura, quase sempre consegue soar simples, o que é um verdadeiro prodígio, e o disco de hoje parece que teve a pretensão de ampliar este efeito, ou seja, o mestre dá um tom ainda mais casual aos arranjos, sem nunca abrir mão da qualidade, é claro, mas sua informalidade excessiva parece ter diminuído algumas faixas consideradas grandiosas. Um exemplo é a formidável composição em parceria com Chico Buarque, 'Sabiá'. Nesse álbum ela perdeu seu brilho original  consideravelmente.

    Tom Jobim assume os vocais além de tocar o piano, o que achei preocupante. O talentoso maestro, infelizmente não nasceu com uma "grande voz", então não é em toda música que sua própria interpretação cai bem. Em Terra Brasilis ele canta em todas as faixas, misturando português, inglês e scat, o que achei uma grande sacada.

    Apenas em virtude destas poucas ressalvas, não considero este álbum um clássico, mas o resultado final é um disco muito bem gravado e arranjado, composto de músicas de enorme riqueza técnica e expressiva, executadas de modo agradável e informal, que faz um bom apanhado da obra de Jobim - indicado para quem não conhece muito da obra do mestre brasileiro.

    Posts relacionados:


    Se você nunca ouviu o cara...
    Pianista, cantador, compositor, arranjador, maestro, artista, ativista, naturalista, nacionalista, original, inovador, revolucionário, criativo, gênio, monstro sagrado, mito, brasileiro.

    Compõe a santíssima trindade da Bossa Nova ao lado de João Gilberto e Vinícius de Moraes, influenciou uma infinidade de artistas no mundo todo. Um dos maiores músicos do século XX, todo amante da música tem a obrigação de conhecer sua obra!

    Marisa Gata Mansa

    18 de dez. de 2010 comentários
    Quem é a moça:

    Marisa Vertullo Brandão.

    O apelido gata mansa ela recebeu do jornalista Djalma Sampaio por causa de seu jeito calmo de falar. Nascida numa família entusiasta da boa música, cresceu nesse ambiente que a incentivou a cantar. Foi casada com o compositor e pianista César Camargo Mariano, que compôs em sua homenagem a música Marisa, tema da cerimônia religiosa de seu casamento com o compositor. Marisa gravou o primeiro compacto, de 78 rotações, Você Esteve com Meu Bem, de João Gilberto e Russo do Pandeiro, pela RCA Victor. Uma trajetória marcada por um viés jazzístico, foi crooner do Golden Room do Copacabana Palace e substituindo Dolores Duran no bacará. Típica voz de bares noturnos, cantava no Beco das garrafas, ao lado de outros nomes da bossa nova.

    Marisa Gata Mansa (1980) - Ouça aqui o disco completo!



    O Nosso Baden - Baden Powell

    30 de out. de 2010 comentários
    O que é isso?




    Ficha corrida do cara:
    Nome completo: Baden Powell de Aquino
    Nacionalidade: brasileira
    Período de atividades: 1950 até 2000
    Site oficialhttp://www.brazil-on-guitar.de/
    Estilo/ Gênero: Jazz, Bossa Nova, MPB, Samba, Choro
    Álbuns: 46

    O Nosso Baden (1980) - Ouça aqui o disco completo!





    Sobre o disco:
    Cotação:
    All Music Guide (0 a 5): 3


    É predominantemente um registro de música de câmera com a voz delicada de Baden nas interpretações. O álbum contém composições do próprio, salvo algumas releituras de grandes peças como a valsa 'Abismo de Rosas' de Canhoto, que se tornou muito popular com Dilermando Reis; o samba 'Queixa', dos Originais do Samba;  as grandiosas peça para violão solo 'Jongo', de João Pernambuco, e Odeon, de Ernesto Nazareth; e o choro 'Ingênuo', de Pixinguinha.

    O artista procura cortar excessos sentimentais e apresenta uma interpretação sensível com perspectiva renovada.



    Se você nunca ouviu o cara...
    Ele tinha uma maneira única de tocar violão, incorporando elementos virtuosísticos da técnica clássica e swing e harmonias populares. Explorou de maneira radical os limites do instrumento, o que o transformou em uma rara estrela nacional da área com trânsito internacional.

    Foi considerado por muitos um dos maiores violonistas do jazz desde o início da bossa nova. (Wikipedia)

    Vida - Chico Buarque

    16 de out. de 2010 comentários

    O que é isso?



    Ficha corrida do cara:
    Nome completo: Francisco Buarque de Hollanda
    Nacionalidade: brasileira
    Período de atividades: 1962 até hoje
    Site oficialhttp://www.chicobuarque.com.br/
    Estilo/Gênero: MPB, Choro, Bossa Nova, Samba
    Álbuns de estúdio: 36 até o momento

    Vida (1980) - Ouça aqui o disco completo!



    Sobre o disco:

    Line-up: Chico Buarque (vocal, violão), Francis Hime (piano), Tom Jobim (piano), Telma Costa (vocal), Roberto Menescal (violão), Bebel Gilberto (backing Vocals), Bee Campos (backing Vocals), Cristina Buarque (backing Vocals), Danilo Caymmi (backing Vocals), Miúcha (backing Vocals).

    Cotação da crítica especializada:
    All Music Guide (0 a 5): 4,5

    Destaques:
    Vida - saga de mulheres solitárias
    Mar e Lua - a história do romance improvável entre o mar e a lua
    Deixe a Menina - samba que aconselha um cara ciumento a deixar a menina!
    Já Passou - tentativa de convencer o ex-amante de que o romance acabou
    Cauby
    Bastidores - O jornalista Tarso de Castro estava produzindo o novo disco de Cauby Peixoto e pediu uma música para Chico. O autor, que não tinha composição nova, ofereceu esta música, advertindo, porém, que já havia sido gravada por sua irmã. Sabe-se lá por que razão o disco de Cauby saiu antes, atropelando o de Cristina Buarque. O velho cantor, numa interpretação primorosa, encarnou a música, que, afinal, fez com que ele voltasse a frequentar as paradas de sucesso - e a maninha ficou sozinha, nos bastidores da canção feita para ela.
    Fantasia - abre as portas para a imaginação
    Drummond
    Eu te Amo - para a trilha sonora do filme "Eu te Amo". O artista gráfico Elifas Andreato relembrou, durante uma entrevista com Chico, que estavam ambos a caminho de uma partida de futebol, quando o compositor parou o carro, arranjou um telefone e ligou para seu pai (o historiador Sérgio Buarque de Hollanda), perguntando quem havia queimado os navios para não poder voltar atrás. Tratava-se do conquistador do Peru, Francisco Pizarro, que, para evitar que seus soldados fugissem, ateou fogo às embarcações. Embora não se lembrando do episódio. Chico admite que é "crível", porque "Se estou com uma ideia que me parece boa, fico assim mesmo, meio irrequieto. O (Carlos) Drummond (de Andrade) dizia que, quando começava a escrever um poema sentia um pouco de febre". - este comentário é referente a um trecho do poema desta música:

    "Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
    Rompi com o mundo, queimei meus navios
    Me diz pra onde é que inda posso ir"

    Morena de Angola - a música resultou do projeto Kalunga, viagem em que Chico levou para Angola vários artistas brasileiros - entre eles, Dorival Caymmi, Elba Ramalho, Djavan, Martinho da Vila, Edu Lobo, Francis Hime, Dona Ivone Lara e João do Vale - para comemorar os cinco anos da libertação daquele país. O curioso é que ele tenha feito a canção sem ter ido a Catumbela (citada na letra), mas apenas baseado na descrição que seus colegas fizeram do espetáculo de dança que viram naquela localidade.
    Bye Bye Brasil - para a trilha sonora do filme "Bye Bye Brasil" (veja leituras relacionadas abaixo). O filme mostra a viagem de uma trupe mambembe em busca de trabalho onde a televisão não houvesse chegado, o que era cada vez mais difícil. O diretor Cacá Diegues encomendou a trilha sonora para Roberto Menescal e sugeriu que Chico fosse o letrista. A letra só ficou pronta no dia da gravação - e era tão comprida que o diretor cortou boa parte, além de fazer alguns pedidos aos quais o autor aquiesceu: colocou Maceió, cidade de Cacá Diegues, na letra, citando a rua do Sol, e fez com que o personagem pegasse uma doença em outro local que não a capital de Alagoas. Pediu também que se mudasse o verso "tem um japonês trás de mim", temendo que se visse nisso uma referência ao ministro Shigeaki Ueki, das Minas e Energia. Sem negar ou confirmar a alusão, neste caso, Chico não cedeu.

    Leituras relacionadas:



    Se você nunca ouviu o cara...

    Provavelmente o maior letrista do mundo, poeta sensível e músico talentoso. Seu timbre de voz deixa um pouco a desejar, apesar de sua afinação perfeita; apesar disso, curiosamente muitos de seus fãs julgam que o melhor intérprete de suas canções seja ele mesmo.

    Iniciou na música após se deslumbrar com o novo estilo musical criado por João Gilberto, a bossa nova, quando ouviu a gravação de Chega de Saudade, resolve enveradar pela música profissionalmente.

    Tem um grande número de fãs do sexo feminino devido às diversas letras poéticas que compôs, narrando como "nenhum homem foi capaz" o universo das mulheres.


    Dedico este post, em especial, para minha esposa Flávia, uma super fã de Chico Buarque

    Curiosidades sobre as faixas extraídas do livro "Chico Buarque", de autoria de Wagner Homem.

    Terra dos Pássaros - Toninho Horta

    2 de out. de 2010 comentários
    O que é isso?



    Ficha corrida do cara:
    Nacionalidade: brasileira
    Nome completo: Antônio Maurício Horta de Melo
    Período de atividades: 1967 até hoje
    Site oficialhttp://www.toninhohorta.com.br/
    Estilo/Gênero: MPB/ Instrumental Brasileiro, Bossa Nova
    Álbuns: 24 até o momento
    Line-up do disco: Toninho Horta (guitarra, violão, baixo, órgão, vocal), Milton Nascimento (vocal), Lena Horta (flauta), Hugo Fattoruso (piano), Airto Moreira (bateria, percussão), Raul de Souza (trombone), George Fattoruso (bateria), Laudir de Oliveira (percussão), Novelli (baixo), Robertinho Silva (bateria), Mauro Senise (flauta), Wagner Tiso (teclado, piano), Jamil Joanes (baixo), Zé Eduardo Nazário (percussão), Grupo Boca Livre (vocais), Luiz Alves (baixo), Rubinho (bateria), Nivaldo Ornellas (saxofones), Georgiana de Moraes (percussão), Ringo Thiellman (baixo)  

    Terra dos Pássaros (1980) - Ouça aqui o disco completo


    Sobre o disco

    Depois de eleito por dois anos seguidos um dos 10 maiores guitarristas do mundo pela conceituada revista Melody Maker, Toninho Horta reuniu uma verdadeira seleção de músicos brasileiros de renome internacional (veja só o line-up do disco), para gravar este disco que é uma espécie de referência da música mineira para o mundo.

    As músicas trazem o guitarrista se arriscando nos vocais apesar da intimidadora presença de Milton Nascimento em algumas faixas. As harmonias trafegam por tonalidades incomuns, que causam uma reação de estranheza em um primeiro momento, mas que no decorrer da audição se tornam mais familiares e agradáveis.

    No geral, o disco é repleto de músicas com andamentos lentos e recheadas de instrumentos executados com grande destreza. Um disco reflexivo tanto pelas letras quanto pela música em si, merece algumas audições completas para que todo seu potencial possa ser apreciado.

    Se você nunca ouviu o cara...

    Um dos melhores guitarristas do mundo, Toninho Horta é praticamente um auto-didata. A maioria de seus discos são produzidos e gravados no exterior. Já tocou com diversos artistas de fama nacional e internacional, as vezes se arrisca também a cantar.
    Não se prende a apenas um gênero musical, é possível encontrar discos seus mais jazzísticos ou influenciados pela música popular brasileira de qualidade como a bossa nova, mas sempre transpira a estética da música mineira. 

    Novo Tempo - Ivan Lins

    21 de set. de 2010 comentários


    O que é isso?



    Ficha corrida do cara:
    Nome completo: Ivan Guimarães Lins
    Nacionalidade: brasileira
    Período de atividades: 1969 até hoje
    Site oficialhttp://www.ivanlins.com.br/site/
    Estilo/Gênero: MPB, Jazz, Soul/Bossa Nova
    Álbuns: 41 até o momento
    Line-up do disco: (não localizei)

    Novo Tempo (1980) - Ouça aqui o disco completo!


    Sobre o disco (Carta aos leitores):

    O que eu poderia dizer a mais sobre este clássico da música mundial? Ivan Lins, sem dúvida é um dos grandes gênios da música do século XX, reverenciado até pelo gigante Miles Davis (que só não gravou um disco inteiro com músicas de Ivan Lins porque faleceu antes, mas já estava até em pré-produção), sua maneira de compor que mescla técnica avançadíssima (que incrivelmente soa simples - experimenta analisar uma partitura do homem para ter uma idéia!) com letras poéticas maravilhosas, sejam engajadas ou românticas de seu grande parceiro Vitor Martins, e, mais importante, com uma paixão interpretativa contagiante! Não pense que meus superlativos sejam exagerados, a obra deste artista é respeitada em todo o mundo, se não fosse brasileiro, provavelmente seria milionário, mas duvido que trocasse de nacionalidade mesmo diante de tal perspectiva, o homem é um nacionalista!

    As músicas desse disco são verdadeiras jóias! Uma delas em especial me marcou em um período de grande dificuldade: tinha um bom emprego como professor e ganhava um bom salário, mas era perseguido sem dó por um gerente que fazia questão de fazer da minha vida profissional um inferno. Por dois anos aguentei firme, pois tinha medo de abandonar o emprego e obrigar minha família a passar por dificuldades. Um belo dia a gota d'água aconteceu e junto com minha carta de demissão enviada ao dono da escola, anexei a letra de "Novo Tempo" (contida neste disco) e a utilizei como força para tocar a vida, afinal, teria que encarar de fato um novo tempo, e que fosse melhor! Segue a transcrição abaixo:

    Num novo tempo, apesar dos castigos
    Estamos crescidos, estamos atentos - estamos mais vivos Pra nos socorrer!

    Num novo tempo, apesar dos perigos
    Da força mais bruta, da noite que assusta - estamos na luta Pra sobreviver!

    Num novo tempo, apesar dos castigos
    De toda a fadiga, de toda a injustiça - estamos na briga Pra nos socorrer!

    Num novo tempo, apesar dos perigos
    De todos os pecados, de todos os enganos - estamos marcados Pra sobreviver!

    Num novo tempo, apesar dos castigos
    Estamos em cena, estamos na rua - quebrando as algemas Pra nos socorrer!

    Num novo tempo, apesar dos perigos
    A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça Pra sobreviver!

    Pra que nossa esperança seja mais que vingança
    Seja sempre um caminho se deixa de herança.

    É, e nós sobrevivemos! Poderia eu aqui fazer uma legenda em cima de cada verso da música para explicar o que cada um significou para mim, mas acho que para um bom entendedor muita coisa já ficou bem clara.

    P.S. Tive que cantar na praça literalmente, rss.
    Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...