Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Disco do dia: Beer Drinkers & Hellraisers [EP] - Motörhead

30 de mai. de 2011 comentários
O que é isso?




Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1975 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Heavy Metal, Speed Metal, NWOBHM
Álbuns de estúdio: 20 até o momento

Beer Drinkers & Hellraisers [EP] (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco:

EP da carreira

Line-up: Ian "Lemmy" Kilmister (vocal, baixo), "Fast" Eddie Clark (guitarra, vocal), Phil "Philty Animal" Taylor (bateria)

Cotação:
All music Guide (0 a 5): 3

Opinião do blog:
8 - muito bom

Saiba mais:


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Disco do dia: Ace of Spades - Motörhead

10 de mai. de 2011 comentários
O que é isso?




Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1975 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Heavy Metal, Speed Metal, NWOBHM
Álbuns de estúdio: 20 até o momento

Ace of Spades (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco:

da carreira

Line-up: Ian "Lemmy" Kilmister (vocal, baixo), "Fast" Eddie Clark (guitarra, vocal), Phil "Philty Animal" Taylor (bateria)


Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 4,5
Robert Christgau: B


Charts:
Reino Unido: 4º (bronze)
EUA: 201º
Noruega: 37º


Opinião do blog:
10 - obra-prima

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Disco do dia: Metal for Muthas II - Cut Loud

21 de mar. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do projeto:
Nacionalidade: inglesa
Bandas que participam da parte II:  Trespass, Easy Money, Xero, White Spirit, Dark Star, Horsepower, Red Alert, Chevy, The Raid
Estilo/Gênero: Rock/Heavy Metal, NWOBHM
Álbuns do projeto: 2

Metal for Muthas II - Cut Loud (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco:


Faixas:

  1. Trespass - "One of These Days" - 3:49
  2. Eazy Money - "Telephone Man" - 5:22
  3. Xero - "Cutting Loose" - 4:27
  4. White Spirit - "High upon High" - 4:34
  5. Dark Star - "Lady of Mars" - 4:29
  6. Horsepower - "You Give Me Candy" - 4:39
  7. Red Alert - "Open Heart" - 2:40
  8. Chevy - "Chevy" - 4:39
  9. The Raid - "Hard Lines" - 3:38
  10. Trespass - "Storm Child" - 5:21


Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3


Opinião do blog
6 - Bom, mas recomendado com reservas


Saiba mais:



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Disponível no "Mundo das Coletâneas" - AQUI!

    Disco do dia: Give 'Em Hell - Wichfynde

    8 de mar. de 2011 comentários
    O que é isso?



    Ficha corrida da banda:
    Nacionalidade: inglesa
    Carreira: 1974 até 1984; 1999 até hoje
    Estilo/Gênero: Rock/Heavy Metal, NWOBHM, Black Metal
    Álbuns de estúdio: 6 até o momento
    Site oficialhttp://www.witchfynde.com/

    Give 'Em Hell (1980) - Ouça aqui o disco completo!


    Sobre o disco:

    Line-up: Steve Bridges (vocal), Montalo (guitarra), Andro Coulton (baixo), Gra Scoresby (bateria)

    Cotação:
    All Music Guide (0 a 5): 4

    Opinião do blog:
    9 - Excelente
    Saiba mais

    On Through The Night - Def Leppard

    20 de jan. de 2011 comentários

    O que é isso?



    Ficha corrida da banda:
    Nacionalidade: inglesa
    Período de atividades: 1977 até hoje
    Estilo/Gênero: Rock/Hard Rock, Heavy Metal, NWOBHM, Glam Metal
    Álbuns de estúdio: 10 até o momento
    Site oficialhttp://www.defleppard.com/

    On Through The Night (1980) - Ouça aqui o disco completo!


    Sobre o disco:

    Line-up: Steve Clark (guitarra), Rick Savage (baixo), Pete Willis (baixo), Rick Allen (bateria), Joe Elliott (vocal), Chris M. Hughes (teclado), Deve Cousins (vocal)

    Cotações:
    All Music Guide (0 a 5): 3,5
    Sputnik Music (0 a 5): 3

    Charts:
    Britânico: 15º
    EUA 51º

    Quem acompanha de perto as postagens da Central Musical: Anos 80 já deve ter percebido que o ano de 1980 foi muito importante no lançamento de diversos álbuns "debuts" de bandas do cenário NWOBHM, muitas destas bandas inclusive tornaram-se clássicas do Heavy Metal. Hoje, posto o disco de estreia daquela que na época era a mais famosa de todas, acima inclusive de nomes que ficaram muito maiores no decorrer do tempo como Iron Maiden por exemplo. Hoje é dia de On Through The Night do Def Leppard.

    Premiado com disco de platina, este álbum reúne regravações dos sucessos da época em que divulgavam seu trabalho apenas através dos shows (a cada dia mais lotados), seus primeiros EPs e algumas composições inéditas. Os integrantes da banda eram muito jovens na época e tinham um domínio razoável de seus instrumentos (apesar disso, muito acima da maioria dos artistas do cenário punk) e por isso produziram um material cru , exceção feita a ótima 'Overture' (Abertura), que ironicamente encerra o álbum; e muito mais pesado do que o material que lançariam depois, no auge de seu sucesso.

    Para mim é disparado o melhor álbum da banda, apesar da maioria dos fãs se apegarem mais aos discos Pyromania e Histeria. O argumento é muito simples, apesar de já começar a fazer patifarias (fariam muitas mais nos álbuns seguintes) como a faixa 'Hello America' - uma nítida puxação de saco para tentar entrar no mercado estadunidense, o maior do mundo - o disco é autêntico e as faixas (na maioria) são honestas. A essência do NWOBHM está lá, assim como o peso, que com o passar dos anos seria abrandado.

    As faixas de maior brilho são a já citada 'Overture', que bebe um pouco no rock progressivo; 'Rock Brigade', que abre o disco e foi lançada como single; e 'Wasted', a que fez mais sucesso de público. Baseado em entrevistas, sabe-se que a banda não gostou muito da produção de Tom Allon (Judas Priest e outros - realmente ela não ficou muito boa...) e acabou relegando este ótimo álbum a um segundo plano, praticamente ignorando suas músicas nos set-lists dos shows a partir de meados da década de 80, salvo alguma inclusão eventual de 'Wasted' ou 'Rock Brigade'.

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    Se você nunca ouviu a banda...

    Começaram muito bem fazendo um Heavy Metal competente na linha da NWOBHM, tornando-se inclusive o primeiro grande nome do gênero (acima até do Iron Maiden!). Porém, logo o sucesso desvirtuou seu caminho e passaram a fazer um metal farofa para agradar a mídia.

    Claro que tem muita música boa que foi produzida por eles, mas a essência do verdadeiro metal se perdeu pelo caminho e a maioria do que restou é um material pasteurizado e homogeneizado, ou seja, ótimo para as FMs...

    Sheer Greed - Girl

    7 de dez. de 2010 comentários
    O que é isso?





    Ficha corrida da banda:
    Nacionalidade: inglesa
    Período de atividades: 1978 até 1987
    Estilo/Gênero: Rock/Hard Rock, NWOBHM, Glam metal
    Álbuns de estúdio: 3
    Site oficial: não tem

    Sheer Greed (1980) - Ouça aqui o disco completo!




    Sobre o disco:

    Line-up: Phil Lewis (vocal), Phil Collen (guitar), Gerry Laffy (guitarra), Simon Laffy (baixo), Dave Gaynor (bateria).

    Cotação: 
    All Music Guide (0 a 5): 3

    Particularmente não gosto de bandas de glam metal ou hair metal, acho todo esse movimento muito forçado e voltado apenas para o comércio. Entretanto, acredito que todo o tipo de música merece consideração, além de propor com esse blog a "apreciação" de toda a produção musical da década de 80. Então tentarei emitir uma opinião de forma isenta, observando apenas as músicas do disco em questão.

    O álbum de estreia da banda britânica Girl trás todos os elementos para o sucesso (na época). Visual extravagante, gritinhos afeminados e um som que mistura tudo que estava na moda. Tudo isso apontava um futuro promissor para a banda, que acabou não se concretizando.

    Destaques para 'Hollywood Tease', um mix de New York Dolls com UFO; 'Little Miss Ann' com seus backs melados e o cover do Kiss, 'Do You Love Me'. Fusões com o reggae em algumas faixas, riffs interessantes em outras e uma boa produção resultaram em um trabalho médio e considerável.

    Leituras relacionadas:


    Se você nunca ouviu a banda...
    Apesar da banda não ter vingado, cedeu dois de seus membros para bandas importantes: Phill Lewis foi para o LA Guns e Phil Colleen para o Def Leppard.

    Com 6 álbuns no currículo (3 de estúdio), o Girl é daqueles grupos adorados ou odiados. Fãs de seu estilo a consideram cult, muitos outros a consideram mais uma bandinha de m... que surgiu na década de oitenta e espalhou sua influência de gosto duvidoso. Creio que nem uma coisa nem outra, recomendo ao caro leitor que escute e tire suas próprias conclusões (se possível, deixe um comentário!)

    Lightning to the Nations - Diamond Head

    14 de set. de 2010 comentários: 2

    O que é isso?



    Ficha corrida da banda:
    Nacionalidade: inglesa
    Período de atividades: 1976 até 1985; 1991 até 1994; 2002 até hoje
    Site oficial: http://www.diamond-head.net/
    Estilo/Gênero: Rock/Heavy Metal, NWOBHM, Hard Rock
    Álbuns de estúdio: 6 até o momento
    Line-up do disco: Sean Harris (vocal), Brian Tatler (guitarra), Colin Kimberly (baixo) e Duncan Scott (bateria)

    Lightning to the Nations (1980) - Ouça aqui o disco completo!



    Sobre o disco:

    Os amigos do Diamond Head passaram quatro anos procurando uma gravadora que se interessasse por eles. O NWOBHM estava começando a despontar e bandas como Iron Maiden, Saxon e Def Leppard já estavam gravando. Nem mesmo o fato de abrirem shows da Donzela de Ferro ou do AC/DC facilitou a vida dos Heads. Como ninguém quis saber, resolveram bancar a gravação do primeiro disco em 1980. Foram impressas 1000 cópias que eram vendidas apenas durante os shows da banda - todas foram vendidas rapidamente e a distribuição das fitas K7 entre os fãs tornou a banda conhecida até nos Estados Unidos.

    Nessa época, dois adolescentes espinhentos ficaram tão impressionados com o som do Diamond Head, que resolveram que teriam que ser músicos e tocar aquele som de qualquer jeito. Sem grana para estudar música como se deve, pegaram esse disco e tentaram tirar todas as músicas na guitarra e na bateria. Falo dos amigos Lars Ulrich e James Hietfield, que juntos formariam alguns anos depois o Metallica! Graças a histórias como estas, o Diamond Head se tornou uma banda cult e de sucesso moderado, porém histórica.

    As músicas desses álbuns são recheadas de riffs criativos que são considerados como alguns dos melhores da história do metal. Disco obrigatório para os fãs do gênero!

    Cotação da crítica especializada:
    All Music Guide (0 a 5): 4,5

    Se você nunca ouviu a banda...

    Estão entres os mestres do NWOBHM. O vocal é limpo, agudo e tem um alto teor de dramaticidade. Os arranjos tem um grau mediano de complexidade, mas alto de criatividade, basta ouvir esse álbum para notar a enorme influência que exerceram no metal - os riffs são totalmente reconhecíveis e familiares aos ouvidos, ou seja, um monte de bandas que vieram depois se aproveitaram das ideias do Diamond Head. Precursores.

    Wheels of Steel - Saxon

    26 de ago. de 2010 comentários

    O que é isso?



    Ficha corrida da banda:
    Nacionalidade: inglesa
    Período de atividades: 1976 até hoje
    Site oficialhttp://www.saxon747.com/en/itl/
    Estilo/Gênero: Rock/Heavy Metal, NWOBHM
    Álbuns de estúdio: 18 até o momento
    Line-up do disco: Biff Byford (vocais), Graham Oliver (guitarra), Paul Quin (guitarra), Steve Dawson (baixo) e Pete Gill (bateria)

    Wheels of Steel (1980) - Escute aqui o disco completo!


    Sobre o álbum:

    Na década de 70 foi sedimentado o movimento heavy metal principalmente por bandas inglesas como o Black Sabbath e o Judas Priest, que faziam músicas chamadas "do mal", isso porque misturavam o peso sonoro com certo apelo sombrio. Por outro lado, nos Estados Unidos, bandas como o Van Halen também impunham um grande peso no rock, mas de forma mais descontraída.

    Já ao final da década, bandas como Iron Maiden e o próprio Saxon (antes chamados de Son of a Bitch), resolveram acelerar o andamento das músicas, incorporar algo da estética punk e manter as temáticas sombrias, era a New Wave Of British Heavy Metal, ou NWOBHM.

    Debut de 1979
    Depois de conseguir destaque no underground britânico com seu disco de estreia, o Saxon lança o clássico 'Wheels of Steel', que trás definitivamente a fama para o grupo e engata alguns hits como a faixa título e a favorita da galera headbanger: '747 (Strangers in the Night)'.
    Fizeram shows junto com a banda de Ozzy Osbourne - que nessa época já tinha sido despedido do Sabbath - e seguiram com uma longa e próspera carreira no metal, que abordaremos em vários outros artigos aqui no blog.

    Leituras relacionadas:
    Cotações da crítica especializada:
    All Music Guide (0 a 5): 4

    Se você nunca ouviu a banda...
    O heavy metal em sua aurora não tinha o peso que tem hoje, principalmente depois do surgimento de sub-gêneros como o trash e o speed metal, apesar disso, para a época era super-pesado. Aos ouvidos de hoje, diria que o som do Saxon é vigoroso.

    Vocal agudo e gritado, sem grande extensão e com um certo lirismo. Ritmo 4/4 bem marcado e andamento acelerado. Duas guitarras - uma solo veloz e a outra base sempre nos power chords.

    Se você quiser um modelo clássico da estética metal (NWOBHM), o Saxon servirá muito bem como referência.

    Debut - Iron Maiden

    13 de jul. de 2010 comentários: 4
    **Semana comemorativa ao dia do Rock - só álbuns CLÁSSICOS!**

    Eddie e cia
    O que é isso?






    Ficha corrida da banda:
    Nacionalidade: inglesa
    Período de atividades: 1975 até hoje
    Site oficial: http://www.ironmaiden.com/
    Estilo/Gênero: Rock/Heavy Metal, NWOBHM
    Álbuns de estúdio: 15 (até a presente data)
    Membros em 1980: Paul Di'Anno (vocais), Dave Murray (guitarra), Dennis Stratton (guitarra, backing vocals), Steve Harris (baixo, backing vocals), Clive Burr (bateria).

    Bio - 1ª Parte

    a donzela de ferro
    O líder, compositor e baixista de grande talento Steve Harris concebeu a banda em 1975 após deixar seu antigo grupo, o Smiler. Convidou seu amigo, o guitarrista Dave Murray, para juntar-se ao projeto do Iron Maiden. O nome foi inspirado na leitura de O Homem da Máscara de Ferro, de Alexandre Dumas, onde havia um instrumento de tortura que teve papel importante na trama: a iron maiden (donzela de ferro, veja a foto).

    Teve várias formações nos primeiros anos, tudo por causa de disputas internas e incompatibilidade de gênios, teve até um vocalista que cuspia fogo nos shows. Demoraram para formar um line-up definitivo.

    A coisa só foi melhorar quando apresentaram Paul Di'Anno para a banda. Não tinha lá uma grande voz, mas sua presença de palco e interpretações eram fora de série, e mais, encaixavam perfeitamente com a proposta da banda na época que era a de incorporar os riffs elaborados, inspirados pelo Black Sabbath e o heavy metal, com a agressividade e crueza do punk. Paul Di'Anno tinha toda essa intensidade.

    a demo
    Em 1978, gravaram sua demo de quatro faixas (entre elas "Prowler", que abre o disco de hoje). A aceitação no mundo do metal foi instantânea, o que motivou a contratação da banda  no ano seguinte, para participar da gravação da coletânea de bandas "Metal for Muthas" (saiba mais na leitura relacionada indicada abaixo), e de sua consequente turnê. A crítica dizia que o que eles faziam não era o heavy metal do Black Sabath e muito menos punks, mas sim uma "evolução" do heavy metal, uma nova vertente, o que foi rotulado de "new wave of a british heavy metal (nova onda do heavy metal britânico), ou NWOBHM.

    O sucesso da banda crescia com os inúmeros shows motivados pelo disco Metal for Muthas. À época, eram imbatíveis no palco e todos os garotos queriam tocar e cantar como eles, só que, ao contrário do punk, para tocar as músicas de NWOBHM, o sujeito tinha que realmente dominar os instrumentos.

    Em 1980 sai o primeiro álbum da banda, que reúne os sucessos dos shows e da demo em versões mais caprichadas. Virou um marco, influenciou praticamente tudo que veio depois em termos de heavy metal e é justamente considerado um dos maiores clássicos do gênero.

    Leitura relacionada:


    Debut (1980)





    Cotações da crítica especializada:
    All Music Guide (0 a 5): 4,5

    Ouça aqui o disco completo


    Sujestão: Procure ler enquanto escuta as músicas, observe as contagens de tempo. Alguns termos técnicos podem ser facilmente interpretados com uma audição mais atenta.

    Obs.: As faixas Transylvania e Phantom of the Opera estão com os nomes invertidos na playlist.

    Faixas/Destaques

    01 - Prowler
    00:00 - As guitarras começam duras e "certinhas", uma em cada canal de gravação; com aquele cuidado para não sairem do tempo, talvez inseguras... Aí entra Paul Di'Anno (00:27), a segurança em pessoa, e leva o som da banda para outro patamar, começa a curtição! O baixo de Harris conduz às mudanças de tons, pelo menos duas vezes antes do refrão (00:46 e de novo em 00:56). 01:25 - Só a guitarra do canal esquerdo mandando o riff, 01:32 - a cozinha (baixo e bateria) sinaliza e em 01:46 as guitarras voam em intervalos de terças a uma velocidade estonteante com o baixo e a bateria em seu encalço, até que em 02:00 a bateria acelera ainda mais o andamento, a guitarra solo decola empurrada pela guitarra base e pelo baixo virtuoso, que só de ouvir já fico com os dedos doendo! 02:20 - volta a força vocal de Di'Anno em andamento acelerado conduzindo a música de volta para o tema inicial e para o refrão em seguida. Ele é repetido e encontramos o final da música em 03:52. Sensacional!

    02 - Remember Tomorrow
    00:00 - O baixo abre com arpejos, as guitarras dão o clima e a bateria indica a entrada para o vocal. As guitarras partem também para os arpejos, mas independentes, um belo trabalho de coordenação. 01:00 o lirismo do vocal muda para o vigor e a banda cresce em fúria, mas ainda não é o clímax, em 01:18 tudo é retomado. Depois de um super agudo de Di'Anno (02:07), o andamento muda (02:24), para mais rápido, lógico, entra o poderoso riff da guitarra base que prepara a cama para a guitarra solo. 02:55 - um novo riff é apresentado, que serve de ponte para mais um solo em 03:08. 03:37 - os arpejos do início são repetidos, assim como o vocal lírico (03:58) e toda a estrutura seguinte.

    03 - Running Free
    00:00 - A bateria abre seguida do baixo que mostra o tema. A guitarra joga acordes longos complementando o tema e em 00:27 entra um Paul Di'Anno alucinado e cheio de pegada iniciando sua parte neste hino (sensacional, e tem gente que não gosta do cara...). 00:39 - um dos refrões mais conhecidos do heavy metal! 01:13 - o solo de guitarra. 01:27 - a ponte e o refrão 01:49. Estrofes e o refrão conduzem até a cadência em 03:08.

    04 - Phantom of the Opera
    00:00 - A introdução é executada pela guitarra e pelo baixo acompanhando a melodia. 00:15 - as guitarras partem oitavadas de forma ascendente até eclodir no riff mortal em 00:21 com a bateria quebrando tudo. 00:57 - o vocal entra fazendo a melodia que foi apresentada no início pela guitarra, entremeada pelo riff. Tudo é repetido. 02:05 - o andamento muda, fica sincopado e o vocal faz um fraseado punk (não gostei dos backing vocals). 02:47 - o último acorde da frase musical possibilita nova mudança de andamento, agora fica mais lento, a guitarra sola sentida, e depois de sua última nota (em 03:19), o baixo toma conta com arpejos nas cordas mais agudas e é seguido em 03:16 pelas guitarras oitavadas. 03:39 - volta a bateria, entra mais um baixo ascendente (gravação? A outra guitarra nos graves?). 04:20 - power chords. 04:33 - de novo o andamento sincopado. 04:52 - um bela variação do tema com as guitarras oitavadas e em 05:09, finalmente o solo principal. 05:27 - a segunda guitarra assume o solo (é nítida a diferença de timbre). 05:44 - elas voltam a oitavar e trazem de volta o riff secundário (06:02), e depois o principal (06:18) com a quebradeira da bateria. 06:35 - Paul Di'Anno retorna cantando a estrofe e conduz a música ao seu fim em 07:03.

    05 - Transylvania
    00:00 - um acorde é esmirilhado na guitarra, um segundo acorde entra em  00:12, até que a banda engrossa o riff em  00:22. Tudo é retomado em 01:37. O riff principal é apresentado em 01:47 com a guitarra solo arrepiando em segundo plano. Depois de sair de cena, assume o solo a segunda guitarra em 02:49. 03:41 - início da cadência e um fim arpejado e sem distorção.

    06 - Strange World
    00:00 - no rastro da anterior, seguem os arpejos da guitarra. O clima é amenizado e em 00:42 entra um belo fraseado lento da guitarra, que entrega a música de bandeja para o vocalista (01:28). 02:59 - novamente a guitarra mostra que também sabe tocar levemente. 03:45 - o canto repete a estrofe com pequenas variações.
     
    07 - Sanctuary
    (Já comentada no disco Metal for Muthas, segue transcrição) Acelerada, pesada e com a pegada única de Paul Di'Anno. Solos frenéticos e técnicos. Bateria incendiária. Ótima para os nascentes "headbangers".

    08 - Charlotte the Harlot
    00:00 -  o riff principal já aparece de cara. 00:21 - Paul Di'Anno dispara e chega ao refrão pela primeira vez em 00:49. Em 00:56 o tema veloz é repetido. 01:26 - início da ponte que conduz a um andamento mais lento que inicia em 01:34 com uma bela melodia do canto (apesar de parecer faltar a voz em alguns momentos). 02:48 - marcação rítmica e solo poderoso da guitarra. 03:20 - o tema é repetido mas de forma mais acelerada. 03:55 - uma variação criativa (03:57), para o fim em 04:12.


    09 -  Iron Maiden
    À mil por hora a banda entra com o mais puro heavy metal. A melhor performance de Paul Di'Anno ficou para o final. Potência e intensidade: suas maiores características. Gosto muito de Bruce Dickson, mas de uma maneira diferente, também aprecio o trabalho de Di'Anno. Enquanto um é mais lírico e teatral, o outro é mais peso e contundência. E você, o que acha?


    Opinião de minha filha Ravena, uma legítima representante da geração séc. XXI
     
    "Iron Maiden é minha banda favorita! Sério, amo de paixão. Eu gosto de quase todas as músicas do Iron Maiden, mas sempre tem as favoritas, no caso desse álbum são quatro delas: Running free, Phanton of the Opera, Sactuary e claro, Iron Maiden. Eu particurlamente não gosto de Paul Di'Anno (primeiro vocalista) prefiro o vocalista atual (Bruce Dickinson). Quanto a Harris, adoro-o não só como baixista, mas também suas composições. Adoro também a dupla Murray e o atual guitarrista Adrian Smith."


    Esse é apenas o primeiro artigo especial em comemoração ao DIA DO ROCK. Aguarde mais clássicos durante a semana!

    Não esqueça de comentar!

    Metal for Muthas

    23 de jun. de 2010 comentários: 4
    Paul Di'Anno à frente do Iron Maiden

    O heavy metal veio ao mundo na década de 1970 através do som "demoníaco" do 'Black Sabbath', isso quase todos sabem. Durante praticamente dez anos, esse gênero musical ficou nos guetos da Inglaterra à sombra do punk, mas crescia saudável e cada vez mais forte.

    Algumas bandas resolveram inserir novos elementos aos utilizados pelo Sabbath e assim surgiu o que ficou conhecido como a New Wave of  British Heavy Metal, ou simplesmente NWOBH. Os nomes mais conhecidos desse movimento são 'Judas Priest' e 'Iron Maiden'.

    Enquanto o punk perdia suas forças, o heavy metal se firmava cada vez mais com a juventude inglesa, fazendo com que as gravadoras começassem a se interessar pelos barulhentos e cabeludos rapazes e seus jeans, roupas de couro e tachinhas. Como as grandes tiveram receio de apostar nesse som, coube à Sanctuary Records o papel visionário de apostar em alguns conjuntos de moleques que faziam algum sucesso no underground. A ideia foi reunir as bandas em um mesmo álbum fazendo assim uma coletânea de músicas que simbolizassem o movimento NWOBHM e torcer para a coisa dar certo - estou falando de 'Metal for Muthas'

    E deu!O 12º lugar nas paradas britânicas motivou uma turnê com as bandas que compuseram o álbum, um futuro volume 2, e mostrou ao mundo bandas históricas como Iron Maiden, Samson (antiga banda de Bruce Dickson) e Angel Witch.

    Hoje tenho o orgulho de apresentar aos leitores e ouvintes 'Metal for Muthas'!

    METAL FOR MUTHAS (1980)


    Cotação da crítica especializada
    All Music Guide (0 a 5): 3 

    Audição comentada


    Faixas/Destaques:

    01 - Baphomet - Angel Witch
    Peso sombrio, mudanças de andamento. Angel Witch, nesse álbum, foi o que melhor soube incorporar a influência do Black Sabbath. Ótima!

    02 - Fighting for Rock'n' Roll - E.F. Band
    Mais para punk que para heavy metal, não fosse o solo de guitarra. Vibratos engraçados do vocal.

    03 - Fight Back - Ethel the Frog
    Apesar de acelerada, muito comportadinha para heavy metal.

    04 - Sanctuary - Iron Maiden
    Acelerada, pesada e com a pegada única de Paul Di'Anno. Solos frenéticos e técnicos. Bateria incendiária. Ótima para os nascentes "headbangers".

    05 - Wrathchild - Iron Maiden
    Apesar de estar em um andamento mais lento de como a conhecemos, trata-se de uma das grandes obras do heavy metal. Paul Di'Anno sem seu poder característico (mais comedido por gravar em estúdio), ainda assim é poderoso como o restante dessa que se tornaria uma das maiores bandas do mundo.

    06 - Bootligers - Nutz
    Acordes de blues para abrir, stacatto, riff e vocal poderoso.

    07 - Captured City - Praying Mantis
    A música abre com um solo bem feito de guitarra. O vocal é medíocre, porém o trabalho com os backing vocals dá uma enriquecida, assim como os riffs. O instrumental é elaborado com algumas quebras de andamento.

    08 - Tomorrow or Yesterday - Samson
    Destaque para o piano, baladinha. Bruce Bruce (como era conhecido Bruce Dickinson) irreconhecível, mas não mau. No meio da faixa as guitarras ganham mais peso, o ritmo acelera e entre um solo psicodélico de teclado, depois, tudo volta à calmaria.

    09 - Sledgehammer - Sledgehammer
    Guitarras com efeito de eco e ritmo acelerado, o vocal é comum mas leva bem.

    10 - Blues in A - Toad the Wet Sprocket
    Efetivamente um blues. Bom trabalho da guitarra e do vocal. Tem até um piano. Nada de heavy metal. Boa faixa, tem até umas viradinhas de bateria. Entrou de gaiato na coletânea.


    Mundo das Coletâneas: Metal for Muthas (baixar)
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