Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Disco do dia: Alien Boy [EP] - Wipers

22 de mai. de 2011 comentários

O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1977 até 2001
Estilo/Gênero: Rock/Punk
Álbuns de estúdio: 9
EPs: 1
Site oficial: http://www.zenorecords.com/wipers/wipers.htm

Alien Boy [EP] (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco:

EP da carreira (e único)

Line-up: Sam Henry (bateria), Dave Koupal (baixo), Greg Sage (vocal, guitarra)

Opinião do blog:
5 - razoável (banda muito influente para o movimento grunge)

Saiba mais: 


Post relacionado:

Disco do dia: The Blue Meaning - Toyah

17 de mai. de 2011 comentários: 3
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1977 até 1983
Estilo/Gênero: Rock/Punk, New Wave, Gothic Rock
Álbuns de estúdio: 5
Site oficialhttp://www.toyahwillcox.com/

The Blue Meaning (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco:

 da carreira

Line-up: Toyah Wilcox (vocal), Joel Bogen (guitarra), Pete Bush (trumpete, teclado), Charlie Francis (baixo), Steve Bray (bateria)

Opinião do blog:
8 - muito bom (bem melhor que o disco de estreia)

Saiba mais: 


Post relacionado

Disco do dia: Always Was Is And Always Shall Be - G. G. Allin

3 de mai. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Jesus Christ Allin
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1976 até 1993
Estilo/Gênero: Rock/Punk, Hardcore
Álbuns de estúdio: 12
Site oficialhttp://www.ggallin.com/

Always Was Is And Always Shall Be (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco:


da carreira

Line-up: G. G. Allin (vocal), Merle Allin (baixo), Allan Chaple (baixo), Ava Electrics (backing vocals), Tim Horrigan (piano), Bob Mackenzie (bateria), Jeff Penney (guitarra)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 2


Opinião do blog:
4 - mau, mas com alguns méritos

Saiba mais:

Disco do dia: Los Angeles - X

16 de mar. de 2011 comentários: 1
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1977 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Punk, Rock Alternativo, Hardcore
Álbuns de estúdio: 8 até o momento
Site oficialhttp://www.xtheband.com/

Los Angeles (1980) - Ouça aqui o disco completo



Sobre o disco:

Line-up: John Doe (baixo, vocal), Exene Cervenka (vocal), Billy Zoom (guitarra), D.J. Bonebrake (bateria), Ray Manzarek (teclado, ex-The Doors)

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 5
Robert Christgau: A-
Rolling Stone: favorável

Opinião do blog:
9 - Excelente


Saiba mais:

Disco do dia: The Second Album - Suicide

21 de fev. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1971 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/No Wave, New Wave, Art Punk, Art Rock, Industrial, Synthpunk, Punk, Synthpop, Electronic
Álbuns de estúdio: 5 até o momento
Site oficial: http://www.martinrev.com/ (Martin Rev), http://www.alanvega.com/ (Alan Vega)

The Second Album (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:


Line-up: Alan Vega (vocal), Martin Rev (teclado, bateria eletrônica, efeitos)


Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4,5


Lançado três anos após seu elogiadíssimo álbum de estreia, o segundo disco da dupla Suicide, mostrou que eles não estavam mesmo interessados em atingir a grande massa, talvez por isso a demora para lançar seu segundo trabalho. Apesar de trazer o pop em sua essência, o som da dupla era diferente de tudo o que havia na época. Alguns podem dizer que as músicas da banda tenham alguma semelhança com o trabalho dos alemães do Kraftwerk, mas acho que essa referência é bem distante.
O Debut de 1977

O fato é que Alan Vega e Martin Rev sabiam muito bem o que queriam e aparentemente não se preocupavam muito com a opinião dos outros. The Second Album exerceu tanta influência quanto seu álbum predecessor, ou seja, muita! - do Clash até o Radiohead, passando por REM, Sister of Mercy, Young Gods e outros. Muita gente deve parte sua inspiração às ideias do Suicide.

O som é todo baseado em efeitos eletrônicos e ritmos repetitivos hipnóticos. O transe só é desfeito pelas muitas intervenções abruptas do vocalista Alan Vega. Sem dúvida um disco estranho, é magia sonora, muito interessante.

Se você nunca ouviu a banda...
Som difícil de categorizar, seminal talvez, proto-alguma coisa... Frio e intenso ao mesmo tempo, contraditório portanto.

Não gravaram muitos discos e nem emplacaram sucessos, mas cada lançamento que fizeram caiu como uma bomba na cabeça de músicos e críticos. 

Underground por natureza, simples e revolucionário. Ouvir algum disco deles em alto volume e com luzes estroboscópicas será uma bela fórmula para pirar...

Disco do Dia: Frantic City - Teenage Head

10 de fev. de 2011 comentários

O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: canadense
Carreira: 1975 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Punk, Garage Rock, Rockabilly
Álbuns de estúdio: 8 até o momento
Site oficialhttp://www.teenagehead.ca/

Frantic City (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco: 

Chart:
Canadá: 28º

Frantic City foi o terceiro álbum e o que trouxe o sucesso para essa interessante banda punk canadense. Os singles 'Let's Shake' e 'Something on my mind' foram bem-sucedidos na América do Norte e o Teenage Head passou a fazer shows nas casas mais populares do Canadá, como o Toronto Ontario's Place, onde em junho de 1980 botaram literalmente a casa abaixo. Os fãs fizeram a maior quebradeira incitados pelo show da banda. O estrago foi tão grande que os donos do local decidiram não trazer mais shows de rock. A casa passou anos fechada para esse estilo musical.

Pouco antes de começarem a excursionar pelos Estados Unidos, o guitarrista Gord Lewis sofreu um acidente de carro. Em seu lugar, foi convidado David Bendeth para assumir as seis cordas da banda, mas o estrago já estava feito, a turnê foi cancelada.

Apesar de não ser um adepto do punk, gostei muito desse trabalho do Teenage Head. Seu som despretensioso e regado à rockabilly, como 'Wild One' e 'Something on my mind' (que tem até um sax!) são  muito divertidos. As faixas mais punks têm cara de hits, e apresentam nítidas influências das músicas mais acessíveis dos Sex Pistols e do Clash, mas a influência mais marcante é a dos Ramones. É uma bela porta de entrada para quem quer começar a ouvir punk, mas tem medo de muita agressividade.

Post relacionado:


Se você nunca ouviu a banda...
Uma das bandas mais populares no Canadá na década de 80, o Teenage Head mostra aquele punk meio rockabilly, com performances ao vivo de agitar e tumultuar o ambiente.

A maioria das músicas são formadas pelos típicos três acordes do estilo, mas são sempre vibrantes, sem exagerar na agressividade.

Nobody's Heroes - Stiff Little Fingers

19 de jan. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: britânica (Irlanda do Norte)
Período de atividades: 1977 até 1983; 1987 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Punk
Álbuns de estúdio: 9 até o momento
Site oficialhttp://www.slf.com/homebase.cfm

Nobody's Heroes (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco: 

Line-up: Jake Burns (vocal, guitarra), Jim Reilly (bateria), Henry Cluney (guitarra), Ali McMordie (baixo)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4,5

Chart:
Britânico:

Este foi o primeiro disco lançado pela gravadora Crysalis e o segundo da banda. Graças aos álbuns Inflammable Material e Nobody's Heroes, os irlandeses do Stiff Little Fingers foram considerados a melhor banda punk da segunda geração.


O sucesso nos charts veio com esse segundo álbum, que ficou em 8º lugar na inglaterra e posicionou bem os singles 'Straw Dogs' (44º), 'At The Edge' (15º), 'Nobody's Hero' (36º) e 'Tin Soldiers' (36º). O álbum é composto de duas partes bem definidas, na primeira temos o punk cru e barulhento e na segunda, é incorporado o reggae e o ska, o que deu um toque todo especial e influenciou um grande número de bandas punk da segunda geração e post-punk, que passaram a tocar o reggae também. A faixa 'Doesn't Make It All Right' é um cover da banda de 2 Tone The Specials (veja mais no post relacionado).

Post Relacionado:

Se você nunca ouviu a banda...
Banda formada em 1977, que começou tocando covers do Deep Purple até se apaixonarem pelo punk e se tornar a banda mais importante do cenário da segunda geração.

Teve vida curta - seu final se deu ainda em 1983. Retornaram em 1987, mas apenas o vocalista teve presença constante durante todos os períodos de vida da banda, que dura até hoje.

Remorse Code - Desperate Bicycles

27 de dez. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1977 até 1981
Estilo/Gênero: Rock/Punk
Álbuns de estúdio: 1
Site oficial: não tem

Remorse Code (1980) - Ouça aqui o disco completo


Sobre o disco:

Line-up: Nicky Stephens (teclado), Roger Stephens (baixo), Marky Wigley Danny (vocal), Mel Oxer (bateria), Paul Leclerc (guitarra).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4

Chart:
Britânico (Indie Rock): 10º

Único disco "profissional" da banda que optou por permanecer no amadorismo durante sua breve vida. O som é intuitivo e sem "frescuras", entretanto, ao contrário do que o rótulo "punk" pode sugerir, as músicas não são pesadas nem distorcidas, provavelmente devido à falta de recursos (em todos os sentidos) dos Bicycles.

As músicas têm atitude e vigor. Contam com boas ideias e algumas experimentações, principalmente com o uso de um precário teclado. O baixo brilha mais que a guitarra quase que em todas as músicas, o canto é até comportado se comparado ao de outras bandas punks.

Um disco raro e interessante - seminal. Os Desperate Bicycles influenciaram muito a garotada interessada em fazer música, pois nunca usaram desculpas como pouco dinheiro, falta de instrumentos de qualidade ou de gravadoras interessadas; meteram as caras e conseguiram fazer o que realmente importa: sua música!

Se você nunca ouviu a banda...
Influenciaram muito mais por sua atitude do que por sua música, mas ainda assim influenciaram muito!

Insistiam até conseguirem apresentações; gravavam demos com instrumentos emprestados; se não houvesse instrumentos, improvisavam (uma vez chegaram a usar uma bateria feita de papelão), nos estúdios que davam chance de gravar, usavam os instrumentos e recursos disponíveis no local; ou seja, davam as caras à tapa sem medo e o resultado foi um grande reconhecimento no cenário independente britânico, uma boa visibilidade entre a molecada. Serviram para abrir espaço para muita gente que sabia que para fazer música, o fundamental era tomar atitudes sem medo, nem que fosse necessário fazer tudo você mesmo, o que é o espírito do punk.

Sheep Farming in Barnet -Toyah

20 de dez. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1977 até 1983
Estilo/Gênero: Rock/Punk, New Wave, Gothic Rock
Álbuns de estúdio: 5
Site oficialhttp://www.toyahwillcox.com/

Sheep Farming in Barnet (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: Toyah Willcox (vocal), Joel Bogen (guitarra), Mark Henry (baixo), Steve Bray (bateria), Peter Bush (teclado), Keith Hale (teclado).

O disco de estreia da Toyah foi lançado originalmente como um EP de seis faixas em 1979, e em 1980 foi relançado como LP com a inclusão de mais quatro músicas que faziam parte de uma demo anterior do grupo. O som pouco ortodoxo, principalmente no que se refere aos vocais, é mérito da cantora e dublê de atriz Toyah Wilcox e do guitarrista Joel Bogen, que foram os únicos membros constantes no decorrer da curta história da banda - a partir de 1983, Wilcox seguiria em carreira solo.

As faixas são difíceis, principalmente por causa de sua estética, pois contam com um teor de dramaticidade, principalmente nas melodias, que tornaram o trabalho "exótico". A cantora Toyah é extravagante na forma de cantar tanto quanto com seu visual de maquiagens pesadas e cabelos "furta-cor". Embora as harmonias sejam simples, exploram um mundo musical underground, com punk, new wave e gótico em sua receita, cozinhados de forma original, mas de difícil paladar. Um disco interessante para conhecer, mas que dificilmente será executado novamente em meu aparelho de som.

Se você nunca ouviu a banda...
Por ser também atriz, Toyah Wilcox inclui grande dramaticidade em suas execuções, o que inclui gritos, agudos e grandes intervalos nas melodias.

Os arranjos não trazem nada de excepcional em termos técnicos, mas inovam com combinações inusitadas e interessantes.

O grupo não durou muito e teve uma aceitação apenas razoável do público; mais pelo carisma e performances "chocantes" da vocalista, que depois de perceber seu enorme potencial, decide seguir em carreira solo, que das músicas que compunham.

Get Happy! - Elvis Costello & The Attractions

15 de dez. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Declan Patrick MacManus
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1970 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Pub Rock, Punk, New Wave, 2 Tone, Blue-Eyed Soul
Álbuns de estúdio: 33 até o momento
Site oficialhttp://www.elviscostello.com/micro/national-ransom/

Get Happy! (1980) - Ouça aqui o álbum completo!



Sobre o disco: 

Line-up:  Elvis Costello (vocal, guitarra, órgão), Steve Nieve (piano, órgão), Bruce Thomas (baixo, gaita), Pete Thomas (bateria)

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 5
Robert Christgau: B
Stylus Magazine: favorável
Rolling Stone (0 a 5): 4,5

Charts:
E.U.A. 11º
Inglaterra:

Quarto álbum de estúdio lançado por Costello, Get Happy!, graças a enorme vendagem nos países de língua inglesa (2º lugar na Inglaterra e disco de ouro nos EUA e Canadá) e a ótima acolhida dada pela crítica, rapidamente foi alçado ao patamar de clássico!

Entretanto, antes de gravá-lo, Costello, com seu jeito rebelde, passou por alguns problemas quando em turnê pelos EUA (para saber mais, leia os posts relacionados abaixo) e o último foi a publicação de uma conversa de bar que teve completamente bêbado com um jornalista chato. Nela, Costello teria declarado que James Brown "é um negro de merda", e que Ray Charles "um crioulo cego e ignorante". A repercussão foi a pior possível.

Quando entrevistado, Costello afirmou que teria dito aquelas coisas não porque pensasse daquela forma, mas na tentativa de encerrar logo a conversa com aquele jornalista que o pressionava em seu momento de lazer. Uma espécie de cala-boca no sujeito.

Para fugir da confusão, Elvis Costello e os Attractions foram gravar Get Happy! na Holanda. O curioso é que as músicas deste álbum são todas elas enraizadas no R&B, estilo musical dos artistas "ofendidos". A imprensa questionou se Costello havia gravado um disco de R&B para se retratar, e ele respondeu o seguinte:
Seria tentador afirmar que eu tinha um motivo nobre, mas a verdade é que antes de cometer aquela infâmia, já tinha composto a maioria das músicas, afinal, é um estilo musical que sempre gostei...
Bacharach, the hit maker
O álbum compreende incríveis 20 faixas, um número absurdo de ser registrado em vinil - alguns ajustes técnicos foram necessários causando a alegria dos colecionadores. Outra característica relevante foi o primeiro flerte de Costello com a música de Burt Bacharach, de quem sempre foi fã declarado e com quem comporia tempos depois. Trata-se da faixa 'Just a Memory'.

Em seu relançamento em CD, Get Happy! ganhou um disco bônus com mais 30 faixas, portanto ficou com um total de inacreditáveis 50 músicas!

Posts relacionados:



Se você nunca ouviu o cara...
Ícone da música pop, Costello é um dos nomes mais festejados da música inglesa. Criativo, inovador e apesar disso, popular!

No começo, sua música era instintiva e calcada no rock, do tradicional ao punk. Depois incorporou outros ritmos como a soul, R&B, a new wave e outros.

Até hoje enriquece o cenário musical com suas composições e produções.

Casado com a cantora e pianista de jazz Diana Krall.

Diana Krall

End of the Century - Ramones

8 de dez. de 2010 comentários

O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1974 até 1996
Estilo/Gênero: Rock/Punk Rock
Álbuns de estúdio: 14
Site oficial: http://ramonesworld.com/site/nav.html

End of the Century (1980) - Ouça aqui o álbum completo!



Sobre o disco:

Line-up: Joey Ramone (vocal), Dee Dee Ramone (baixo, backing vocals), Johnny Ramone (guitarra), Marky Ramone (bateria), Steve Douglas (saxofone), Barry Goldberg (piano, órgão), Jim Keltner (bateria).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4
Robert Christgau: B+

Charts:
E.U.A.: 44º
Britânico: 14º

Com esse disco, os Ramones inauguraram a parceria com o renomado produtor (e maluco de plantão) Phil Spector (Beatles, precisa citar mais alguém?), só que a bagagem mais pop de Spector acaba diluindo o peso dos Ramones e este álbum ficou bem mais leve que os anteriores, tanto é que Joe Ramone, ao ser perguntado sobre o trabalho de Spector respondeu o seguinte: "em músicas mais lentas como 'Danny Says', até que funcionou..." Apesar de alguma descaracterização da banda ter ocorrido, faixas como 'Do You Remember Rock 'n' Roll Radio', 'Rock 'n' Roll High School' e 'Baby I Love You' ficaram bem legais, e o som ainda é claramente Ramones.

Phil Spector
Phil é famoso por ser maluco, mas também por ser um excelente produtor, que consegue tirar o máximo dos artistas com quem trabalha, além de perfeccionista. É interessante ver um cara com esse perfil tendo que lidar com uma banda visceral e crua como os Ramones. O trabalho conjunto acabou gerando situações inusitadas como quando Spector exigia que os integrantes repetissem seus (simples) fraseados inúmeras vezes até atingir o resultado desejado. Em uma dessas repetições, Dee Dee se indignou e falou que não iria tocar mais nenhuma vez o trecho exigido e que iria embora do estúdio. Imediatamente Spector saca uma arma e obriga o músico a voltar a tocar. Dee Dee reassume o posto rapidinho e toca mais algumas vezes seu fraseado com o revolver de Spector a poucos centímetros de seu peito.

Apesar dos pesares, esse disco foi o que melhor se posicionou nos charts dos EUA e da Inglaterra, nunca mais a banda alcançaria tão alta posição com um álbum, e muitos críticos o consideram um dos melhores feitos na década de 80.

Leituras relacionadas:


Se você nunca ouviu a banda...
Precursores do movimento punk, os Ramones nunca souberam tocar nenhum instrumento direito. A maioria das músicas é composta em tom maior e com 2 ou 3 acordes na harmonia, apesar disso, mostraram que para fazer boa música, o importante não era o refino técnico, mas sim a paixão interpretativa e a atitude.

Influenciaram uma infinidade de jovens amantes de música, que queriam vivê-la, mas que nunca tiveram oportunidade de estudá-la.

Apesar de fazer uso do instinto nas composições, fica nítida a influência do rock 'n' Roll das décadas de 50 e 60.
Banda histórica, goste você dela ou não.
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