Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Disco do dia: The Blues Brothers [Soundtrack] - Blues Brothers

26 de mai. de 2011 comentários: 1
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1978 até 1982; 1988 até hoje
Estilo/Gênero: Blues/Blues-Rock, Blue-Eyed Soul
Álbuns: 14 até o momento
Site oficial: não tem

The Blues Brothers [Soundtrack] (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco: 

da carreira

Line-up: Elwood J. Blues (vocal - Dan Aykroyd), Jake Blues (vocal - John Belushi), Steve Croper (guitarra), Donald "Duke" Dunn (baixo), Ray Charles, James Brown, Chaka Khan, Aretha Franklin, Cab Calloway, Patti Austin (backing vocals), Richard T. Bear (teclado), Margaret Brunch (backing vocals), Hiram Bullock (guitarra), Vivian Cherry (backing vocals), Brenda Corbett (backing vocals), Lew Del-Gato (trumpete), Arthur Dickson (bateria), Murphy Dunne (teclado, piano), Carolyn Franklin (backing vocals), Terry Fryer (teclado), Keith Ginsberg (guitarra), Willie Hall (bateria), John Hanson (teclado), Steve Jordan (bateria, backing vocals), Lou Marini (saxofones), Ullanda McCullough (backing vocals), Matt "Guitar" Murphy (guitarra), Alan Rubin (trumpete), John Springer (teclado), David Weston (baixo), Larry Willis (teclado).

Cotação:
All music Guide (0 a 5): 3

Chart:
EUA: 13º

Opinião do blog:
9 - Excelente (clássicos regravados e composições originais "inspiradas" em clássicos)

Saiba mais: 



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Disco do dia: Middle Man - Boz Scaggs

22 de mar. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: William Royce Scaggs
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1965 até hoje
Estilo/Gênero: Rock, Pop/Blues Rock, Blue-Eyed Soul
Álbuns de estúdio: 20 até o momento
Site oficialhttp://www.bozscaggs.com/home.html

Middle Man (1980) - Ouça aqui parte do disco!



Sobre o disco:

Line-up: Boz Scaggs (vocal, guitarra), Jeff Porcaro (bateria), Carlos Santana (guitarra), Lenny Castro (percussão), David Foster (teclado), Don Grolnick (piano, teclado), Joe Vitale (bateria), James Newton Howard (teclado), David Hungate (baixo), Steve Lukather (guitarra), Rick Marotta (bateria), David Paich (teclado, órgão), Ray Parker Jr. (baixo, guitarra), John Pierce (baixo), Adrian Tapia (saxofone), Backing vocals session - Bill Thedford, Julia Thielman Waters, Oren Waters, Paulette Brown, Rosemary Butler, Chuck "Fingers" Irwin, David Lasley, Bill Champlin, Charlotte Crossley, Vanetta Fields e Sharon Redd

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Chart:
EUA:


Opinião do blog:
8 - Muito bom (analisado o disco parcial)

Saiba mais:

Disco do dia: Sacred Songs - Daryl Hall

17 de fev. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Daryl Franklin Hohl
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1967 até hoje
Estilo/Gênero: Pop, Rock, Soul/R&B, Blue-Eyed Soul
Álbuns de estúdio (carreira solo): 5 até o momento
Site oficialhttp://www.hallandoates.com/

Sacred Songs (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco:


Line-up: Daryl Hall (vocal, teclado, mandar), Robert Fripp (guitarra, efeitos), Roger Pope (bateria), Kenny Passarelli (baixo), Caleb Quaye (guitarra), Charles DeChant (saxofone, backing vocals), David Kent (backing vocals), Brian Eno (teclado), Phil Collins (bateria), Tony Levin (baixo), Jerry Marotta (bateria), Sid McGinnes (guitarra pedal steel)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4,5


Chart:
EUA - 58º


Daryl Hall é muito mais conhecido por seu trabalho pop na banda Hall & Oates, mas também investiu em uma carreira solo mais artística, a qual foi iniciada por este disco que apresento hoje, Sacred Songs. O álbum foi uma parceria entre Hall e o guitarrista Robert Fripp (King Crimson) e apesar de ter sido lançado em 1980, havia sido gravado em 1977. A gravadora segurou o álbum pelo motivo de sempre - por não julgá-lo comercial - e não é mesmo, mas apesar disso, talvez impulsionado pelo sucesso de Hall & Oats, teve boa vendagem.

A crítica celebrou este álbum e passou a considerar Hall como um dos melhores artistas de Blues-Eyes Soul de sua geração. O disco conta com as participações do próprio Fripp e de Tony Levin, da festejada banda de Rock Progressivo King Crimson; Phil Collins (Genesis) e do artista do minimalismo Brian Eno. A mistura inusitada resultou em faixas também inusitadas, nenhum hit foi produzido por esse trabalho. As letras exploram o misticismo e o exoterismo, artigos do interesse de Hall.

A experiência de ouvir esse disco foi um pouco traumática, as faixas que compoem o lado A trazem os vocais de Hall (que considero bons) sempre em tons altos e estridentes, mantendo um limite de extensão de no máximo uma oitava, quase que independentes da harmonia, como se não se importasse com ela. Algo semelhante ao método utilizado por David Byrne (Talking Heads), que confesso não me agradar. Muito diferente das melodias muito bem encaixadas das músicas de Hall & Oates. Já o lado B, apresenta faixas mais melodiosas e de mais fácil absorção.

Apesar de utilizar elementos do estilo pop, achei Sacred Songs um álbum difícil de ouvir e de gostar. Convido o leitor a conhecer e deixar sua opinião sobre ele. Diga-nos como foi sua experiência de ouví-lo!

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Se você nunca ouviu o cara...
Apesar de não possuir grande técnica vocal, tem um bom timbre e grande extensão. Sua voz atinge notas altas, dignas de um tenor.

Mais conhecido por fazer parte da dupla pop Hall & Oats, Daryl Hall tem um trabalho solo respeitado artisticamente que contou com a parceria do renomado músico e produtor Robert Fripp.

Enquanto as músicas de Hall & Oates são perfeitas para cair no gosto popular através das fms, o Daryl Hall solo é mais difícil e segmentado. 

Obteve muito sucesso em sua carreira, principalmente na década de 80, o que lhe valeu a participação no célebre encontro para a gravação do hit 'We Are The World'

Against the Wind - Bob Seger & The Silver Bullet Band

22 de dez. de 2010 comentários

O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Robert Clark Seger
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1961 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Hartland Rock, Roots Rock, Blue-Eyed Soul, AOR
Álbuns de estúdio: 16 até o momento
Site oficialhttp://www.bobseger.com/

Against the Wind (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Grammy Award Winner


Sobre o disco:

Line up: Bob Seger (vocal, guitarra, backing vocal), Drew Abbott (guitarra), Alto Reed (trumpete, saxofone), Chris Campbell (baixo), David Teegarden (percussão, bateria), Barry Beckett (piano, teclado), Randy McCormick (órgão, teclado), Peter Carr (guitarra), Jimmy Johnson (guitarra, trumpete), David Hood (baixo), Roger Hawkins (percussão, bateria), Bill Payne (órgão, sintetizador), Dr. John (teclado), Paul Harris (órgão, piano), Doug Riley (sintetizador), Sam Clayton (percussão).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4

Chart:
E.U.A.

Bob Seger já era considerado um "old-timer" do rock já em 1980 e havia muita incerteza se ele poderia encontrar seu espaço nos "novos tempos". Após os lançamentos dos ótimos álbuns 'Night Moves' (1976) e 'Stranger in Town' (1978), a expectativa em cima do novo trabalho de Seger era muito alta, e comercialmente ele atendeu a todas elas. Against the Wind vendeu bem, atingiu o topo do chart estadunidense, levou dois Grammys e desbancou 'The Wall' do Pink Floyd.

Stranger in Town
Night Moves












Só que a crítica não julgou tão bom esse álbum quanto o público. Claro que, se tratando de Bob Seger, mesmo os álbuns razoáveis estão consideravelmente acima da média. Para muitos, Seger finalmente conseguiu atingir as massas, mas a um alto custo: precisou vender sua alma.

Exageros à parte, os pontos altos de 'Against the Wind' são as baladas que nos remetem aos seus discos anteriores como You'll Accomp'ny Me, Against the Wind e Fire Lake; as faixas mais rockeiras carecem de pegada e o resultado final foi um álbum irregular, mas de forte apelo comercial. Para o ouvinte comum, este álbum acertou em cheio, para os mais atentos e conhecedores do trabalho de Seger, trata-se de um trabalho menor deste grande artista.

Se você nunca ouviu o cara...
Bob Seger é um grande compositor estadunidense, influenciado por nomes como Little Richard e Elvis Presley, que está na estrada desde a década de 60. Consegue ser eficiente e muitas vezes brilhante, autor de verdadeiros clássicos do rock embebido de folk, country e R&B.

Dono de uma voz rouca e de muita musicalidade, passou a ser acompanhado a partir da década de 70 da competente Silver Bullet Band, que emoldura com eficiência as obras do artista.

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Get Happy! - Elvis Costello & The Attractions

15 de dez. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Declan Patrick MacManus
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1970 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Pub Rock, Punk, New Wave, 2 Tone, Blue-Eyed Soul
Álbuns de estúdio: 33 até o momento
Site oficialhttp://www.elviscostello.com/micro/national-ransom/

Get Happy! (1980) - Ouça aqui o álbum completo!



Sobre o disco: 

Line-up:  Elvis Costello (vocal, guitarra, órgão), Steve Nieve (piano, órgão), Bruce Thomas (baixo, gaita), Pete Thomas (bateria)

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 5
Robert Christgau: B
Stylus Magazine: favorável
Rolling Stone (0 a 5): 4,5

Charts:
E.U.A. 11º
Inglaterra:

Quarto álbum de estúdio lançado por Costello, Get Happy!, graças a enorme vendagem nos países de língua inglesa (2º lugar na Inglaterra e disco de ouro nos EUA e Canadá) e a ótima acolhida dada pela crítica, rapidamente foi alçado ao patamar de clássico!

Entretanto, antes de gravá-lo, Costello, com seu jeito rebelde, passou por alguns problemas quando em turnê pelos EUA (para saber mais, leia os posts relacionados abaixo) e o último foi a publicação de uma conversa de bar que teve completamente bêbado com um jornalista chato. Nela, Costello teria declarado que James Brown "é um negro de merda", e que Ray Charles "um crioulo cego e ignorante". A repercussão foi a pior possível.

Quando entrevistado, Costello afirmou que teria dito aquelas coisas não porque pensasse daquela forma, mas na tentativa de encerrar logo a conversa com aquele jornalista que o pressionava em seu momento de lazer. Uma espécie de cala-boca no sujeito.

Para fugir da confusão, Elvis Costello e os Attractions foram gravar Get Happy! na Holanda. O curioso é que as músicas deste álbum são todas elas enraizadas no R&B, estilo musical dos artistas "ofendidos". A imprensa questionou se Costello havia gravado um disco de R&B para se retratar, e ele respondeu o seguinte:
Seria tentador afirmar que eu tinha um motivo nobre, mas a verdade é que antes de cometer aquela infâmia, já tinha composto a maioria das músicas, afinal, é um estilo musical que sempre gostei...
Bacharach, the hit maker
O álbum compreende incríveis 20 faixas, um número absurdo de ser registrado em vinil - alguns ajustes técnicos foram necessários causando a alegria dos colecionadores. Outra característica relevante foi o primeiro flerte de Costello com a música de Burt Bacharach, de quem sempre foi fã declarado e com quem comporia tempos depois. Trata-se da faixa 'Just a Memory'.

Em seu relançamento em CD, Get Happy! ganhou um disco bônus com mais 30 faixas, portanto ficou com um total de inacreditáveis 50 músicas!

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Se você nunca ouviu o cara...
Ícone da música pop, Costello é um dos nomes mais festejados da música inglesa. Criativo, inovador e apesar disso, popular!

No começo, sua música era instintiva e calcada no rock, do tradicional ao punk. Depois incorporou outros ritmos como a soul, R&B, a new wave e outros.

Até hoje enriquece o cenário musical com suas composições e produções.

Casado com a cantora e pianista de jazz Diana Krall.

Diana Krall

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