Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Disco do dia: God Save the Queen/Under Heavy Manners - Robert Fripp

9 de mai. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Robert Fripp
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1968 até hoje
Estilo:Gênero: Rock/Rock Progressivo, Psychedelic Rock, Fusion, Ambient, Art Rock
Álbuns de estúdio (carreira solo): 30 até o momento
Site oficialhttp://www.dgmlive.com/diaries.htm?member=3

God Save the Queen/Under Heavy Manners (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco:

 da carreira solo

Line-up: Robert Fripp (teclado, equipamentos eletrônicos - "frippertronics"), David Byrne (vocal - Talking Heads), Paul Duskin (bateria), Buster Cherry Jones (baixo)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Chart:
EUA: 110º

Opinião do blog:
5 - interessante

Saiba mais: 


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Disco do dia: Remain in Light - Talking Heads

4 de mai. de 2011 comentários: 1
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1974 até 1991
Estilo/Gênero: Rock/New Wave, Post-Punk, Art Rock
Álbuns de estúdio: 8
Site oficialhttp://www.talking-heads.nl/

Remain in Light (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco:


da carreira

Line-up: David Byrne (vocal, baixo, guitarra, percussão, teclado), Jerry Harrison (guitarra, teclado, backing vocals), Tina Weymouth (baixo, teclado, percussão, backing vocals), Chris Frantz (bateria, teclado, percussão, backing vocals), Brian Eno (teclado, baixo, percussão, backing vocals), Nona Hendryx (backing vocals), Adrian Belew (guitarra), Robert Palmer (percussão), José Rossy (percussão), Jon Hassel (trompete)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 5

Charts:
EUA: 19º (ouro)
Inglaterra: 21º (prata)
Nova Zelândia:
Noruega: 26º
Suécia: 28º

Opinião do blog:
5 - interessante

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Disco do dia: III (Melt) - Peter Gabriel

13 de abr. de 2011 comentários: 2
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Peter Brian Gabriel
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1967 até hoje
Estilo/Gênero: Rock, World/Rock Progressivo, Art Rock, Experimental, Pop Rock
Álbuns de estúdio (carreira solo): 8 até o momento
Site oficialhttp://www.petergabriel.com/

III (Melt) (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

da carreira solo


Line-up: Peter Gabriel (vocal, piano, teclado, baixo eletrônico, percussão), Kate Bush (backing vocals), Jerry Marotta (bateria, percussão), Larry Fast (teclado, efeitos, baixo eletrônico - Synergy), Robert Fripp (guitarra), John Giblin (baixo), Dave Gregory (guitarra), Tony Levin (percussão), Phil Collins (bateria, percussão), Dick Morrissey (saxofone), Morris Pert (percussão), David Rhodes (guitarra, backing vocals), Paul Weller (guitarra - The Style Coucil, The Jam)

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 5
Pop Matters: Muito favorável
Robert Christgau: B-
Rolling Stone (0 a 5): 4
Piero Scaruffi (0 a 10): 7

Charts:
Britânico 1º (ouro)
EUA 22º (ouro)

Opinião do blog:
8 - Muito bom

Saiba mais:



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Disco do dia: Empty Glass - Pete Townshend

23 de fev. de 2011 comentários: 2

O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Peter Dennis Blandford Townshend
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1962 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Hard Rock, Art Rock, Power Pop
Álbuns de estúdio (carreira solo): 12 até o momento
Site oficialhttp://www.thewho.com/ (The Who)

Empty Glass (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: Pete Townshend (vocal, guitarra, teclado), John "Rabbit" Bundrick (teclado), Mark Brzezick (bateria), James Asher (bateria), Simon Phillips (bateria), Tony Butler (baixo), Kenney Jones (bateria), Peter Hope-Evans (gaita)

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 4,5
Rolling Stone (0 a 5): 3
Robert Christigau: B-
George Starostin (0 a 15): 11

Charts:
EUA:

Lenda viva do rock por seu essencial trabalho como guitarrista e compositor de uma das mais importantes bandas da história (The Who), Pete Townshend, em 1980 presenteou o público com esse memorável disco de sua carreira solo. Apesar de Townshend ter lançado alguns anos antes uma coletânea com demos e um trabalho para seu guru Meher Baba, Empty Glass é considerado seu primeiro álbum "oficial".

Meher Baba
O disco demorou dois anos para ser composto e gravado, o que é compreensível, pois Pete continuava trabalhando no Who, além de passar por momentos delicados devido ao vício em drogas e o falecimento de seu amigo Keith Moon. Para tentar superar as dificuldades, o músico se engajou em uma seita hinduísta. Isso tudo, de uma forma ou de outra, está presente nas faixas de Empty Glass (copo vazio - uma metáfora para dizer que todo o seu amor já foi dado para Deus ou algo equivalente).

A recepção foi muito favorável. O disco recebeu muitos elogios da crítica, teve boa vendagem e bom posicionamento nos charts, principalmente a música 'Let My Love Open The Door', que se tornou um hit. Empty Glass foi considerado melhor inclusive que o álbum contemporâneo lançado pelo Who, Face Dances, de 1981 (nem preciso dizer que certamente ouviremos esse disco por aqui). Isso causou um certo desconforto para Townshend com seus colegas de banda, pois como ele é o principal compositor, seus colegas acharam que algumas das músicas de seu trabalho solo se encaixariam perfeitamente em Face Dances.


Apesar do disco ter algumas faixas "engraçadinhas" de que não gostei, as outras músicas compensam e muito, o suficiente para que ele receba a chancela de clássico.

Se você nunca ouviu o cara...
Lenda viva do rock, guitarrista, cantor e compositor. Um dos maiores responsáveis por estabelecer os paradigmas do rock pesado e dos álbuns conceituais, através do The Who, e uma das personalidades que mais souberam tirar proveito da mídia ao invés de puramente ser explorado por ela.

Heroi.

Disco do dia: The Second Album - Suicide

21 de fev. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1971 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/No Wave, New Wave, Art Punk, Art Rock, Industrial, Synthpunk, Punk, Synthpop, Electronic
Álbuns de estúdio: 5 até o momento
Site oficial: http://www.martinrev.com/ (Martin Rev), http://www.alanvega.com/ (Alan Vega)

The Second Album (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:


Line-up: Alan Vega (vocal), Martin Rev (teclado, bateria eletrônica, efeitos)


Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4,5


Lançado três anos após seu elogiadíssimo álbum de estreia, o segundo disco da dupla Suicide, mostrou que eles não estavam mesmo interessados em atingir a grande massa, talvez por isso a demora para lançar seu segundo trabalho. Apesar de trazer o pop em sua essência, o som da dupla era diferente de tudo o que havia na época. Alguns podem dizer que as músicas da banda tenham alguma semelhança com o trabalho dos alemães do Kraftwerk, mas acho que essa referência é bem distante.
O Debut de 1977

O fato é que Alan Vega e Martin Rev sabiam muito bem o que queriam e aparentemente não se preocupavam muito com a opinião dos outros. The Second Album exerceu tanta influência quanto seu álbum predecessor, ou seja, muita! - do Clash até o Radiohead, passando por REM, Sister of Mercy, Young Gods e outros. Muita gente deve parte sua inspiração às ideias do Suicide.

O som é todo baseado em efeitos eletrônicos e ritmos repetitivos hipnóticos. O transe só é desfeito pelas muitas intervenções abruptas do vocalista Alan Vega. Sem dúvida um disco estranho, é magia sonora, muito interessante.

Se você nunca ouviu a banda...
Som difícil de categorizar, seminal talvez, proto-alguma coisa... Frio e intenso ao mesmo tempo, contraditório portanto.

Não gravaram muitos discos e nem emplacaram sucessos, mas cada lançamento que fizeram caiu como uma bomba na cabeça de músicos e críticos. 

Underground por natureza, simples e revolucionário. Ouvir algum disco deles em alto volume e com luzes estroboscópicas será uma bela fórmula para pirar...

Disco do dia: Look Hear? - 10cc

3 de fev. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1972 até 1983; 1992 até 1995; 1999 até hoje
Estilo/Gênero: Rock, Pop/Art Rock, Soft Rock
Álbuns de estúdio: 11 até o momento
Site oficialhttp://www.myspace.com/tencc

Look Hear? (1980) - Ouça aqui o álbum completo!


Sobre o disco:

Line-up: Eric Stewart (vocal, guitarra, piano elétrico, percussão), Graham Gouldman (vocal, baixo, guitarra, percussão), Paul Burgees (bateria, percussão), Duncan McCkay (teclado, órgão, piano elétrico, percussão), Rick Fenn (vocal, guitarra), Stuart Tosh (backing vocals, percussão).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Charts:
Britânico: 39º
Canadá: 72º
EUA: 180º

Primeiro e último disco lançado pela gravadora Warner, Look Hear? é o sétimo álbum da banda inglesa, que mantém em seu "cast" duas equipes de compositores: uma para o experimentalismos e outra para o pop. Devido a um acidente sofrido por Eric Stewart que o deixou fora de combate, o 10cc estava há dois anos sem lançar material inédito. O último disco havia sido o fraco Bloody Tourists (1978), que foi responsável pelo fim do contrato da banda com a Mercury. 

Bloody Tourists

O 10cc é uma banda esquisita, ao mesmo tempo que faz um art rock interessante, mescla no mesmo álbum, material descartável. É uma fórmula que nunca deu muito certo, apesar da banda ter durado bastante, em nenhum momento conseguiu se firmar nem no cenário artístico e nem no comercial, e Look Hear? é mais um exemplo dessa "confusão". Todos os integrantes são multi-instrumentistas competentes e o álbum contém diversos bons momentos, por outro lado, apresentam alguns temas apelativos, chegando até a serem bregas.

Ouvindo o disco hoje, ele soa datado. Para mim, as faixas causaram reações diversas, algumas foram prazerosas e outras altamente irritantes. Talvez seja esse o maior mérito dessa banda, causar emoções diversas no mesmo trabalho, não sei...

Apesar do disco ter conseguido um bom posicionamento no chart britânico, a Warner rescindiu o contrato com o 10cc, que voltou para a Mercury.

Se você nunca ouviu a banda...
Banda que teve seu auge criativo na década de 70, através do cenário progressivo e do art rock. Seu maior sucesso comercial foi a balada 'I'm Not In Love', de 1975.

Formada por músicos muito competentes e por duas equipes de compositores, uma artística e outra comercial, o que faz com que seus álbuns sejam "indefinidos". 

Talvez a melhor referência de seu trabalho seja o disco Sheet Music, de 1974.

The Return Of The Durutti Column - Durutti Column

13 de jan. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1978 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Post-Punk, Art Rock, Ambient
Álbuns de estúdio: 24 até o momento
Site oficialhttp://www.thedurutticolumn.com/

The Return Of The Durutti Column (1980) - Ouça o disco completo aqui!


Sobe o disco: 


Line-up: Vini Reilly (guitarra), Pete Crooks (baixo), Toby (bateria), Martin Hannett (eletrônicos, efeitos)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4,5

Projeto solo do guitarrista vanguardista Vini Reilly, que fazia parte do cenário post-punk inglês e conseguiu colocar em prática suas ideias a partir de uma associação com a gravadora Factory, que incentivava a criatividade e dava total liberdade para seus artistas. Vini partiu para uma linha mais experimental, mas sem choques, seu som é leve e limpo, acrescido de efeitos eletrônicos que simulam sons ambientes.

Apesar do nome The Return of The Durutti Column (o retorno da coluna Durutti, saiba mais na observação do final do artigo), trata-se do álbum de estreia do projeto. O disco contou com a produção e os efeitos eletrônicos de Martin Hannett que soube ressaltar com maestria a delicadeza do toque da guitarra de Reilly. Todas as faixas são interessantes e conseguem, com muita simplicidade e feeling, arrebatar o ouvinte e mostrar que apesar do barulho das distorções tão em evidência naquela época, a guitarra poderia também mostrar seu lado sublime.

O álbum todo dura pouco menos de meia hora, mas é perfeito, sem excessos ou gordura. Reily não é nenhum "guitar hero", mas conseguiu mostrar um caminho alternativo e interessante para o uso do instrumento. Vale a pena conferir!

Observação: O nome do projeto: The Durutti Column, é derivado de um erro de grafia do nome de Buonaventura Durrutti, homem que liderou uma coluna anarquista durante a guerra civil espanhola (a Coluna Durrutti). The Return of The Durrutti Column eram os dizeres dos cartazes ostentados pelos integrantes da Internacional Situacionista.

Se você nunca ouviu a banda...
Mais um brilhante trabalho disponibilizado pela histórica gravadora Factory (Joy Division, New Order, etc.).

Basicamente as ideias do guitarrista Vini Reilly com valiosas colaborações de artistas convidados. Foge um pouco da febre do post-punk britânico para uma abordagem do tipo ambiente.

Apesar de não ter produzido muitos álbuns, encontra-se ativa até hoje.

Mad Love - Linda Ronstadt

11 de jan. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da moça:
Nome completo: Linda Maria Ronstadt
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1967 até hoje
Estilo/Gênero: Rock, Folk, Country, Jazz, Pop/Country Rock, R&B, Cajun Rock, Big Band, Art Rock, New Wave, Post-Punk
Álbuns de estúdio: 27 até o momento
Site oficial: não tem

Mad Love (1980) - Ouça aqui o álbum completo!


Sobre o disco:


Line up: Linda Ronstadt (vocal, backing vocals), Dan Dugmore (guitarra), Waddy Wachtel (guitarra, backing vocals), Mark Goldenberg (guitarra, backing vocals), Bob Glaub (baixo), Russell Kunkel (bateria), Bill Payne (teclado), Danny Kortchmar (guitarra), Peter Bernstein (violão), Peter Asher (percussão), Steve Forman (percussão), Michael Boddicker (sintetizador), Rosemary Butler (backing vocals), Kenny Edwards (backing vocals), Andrew Gold (backing vocals), Nicolette Larson (backing vocals)

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 3
Robert Christgau: B-

Chart:
EUA
Canadá 11º

Artista extremamente versátil, Linda até este momento da carreira já tinha se aventurado em diversos estilos musicais e se destacado em todos. Dona de uma ótima voz e interpretações acima da média, ela já era um grande sucesso nos Estados Unidos e tida por muitos críticos como uma das mais importantes artistas do país. Sua popularidade era enorme e ficou ainda maior com o lançamento de Mad Love.

O disco de hoje foi o ápice de sua investida no rock New Wave e Post-Punk que havia começado nos dois discos anteriores. Linda é tão competente que lançou sua fase rockeira logo após atingir grande êxito em outros gêneros musicais, como o Country e o Folk, e mostrou tanta intimidade com os estilos mais pesados que ao ouvir Mad Love, chegamos a conclusão que ela nascera para isso. Tanto é que, por esse período de sua carreira, foi alçada ao status de "rainha do rock". Pat Benatar, surpresa ao ter vencido Linda no Grammy de 1981 como melhor cantora de rock, afirmou ser um absurdo alguma cantora viva desse gênero poder ser considerada melhor que Linda Ronstadt.

O disco conta com composições de grandes nomes como Elvis Costello, como 'Party Girl', 'Girls Tank' e 'Talking In The Dark', e Neil Young, como 'Look Out For My Love'. As faixas 'Mad Love e 'I Can't Let Go' (minha favorita) viraram super hits e até hoje tocam nas rádios.

Depois de concluir este trabalho, Linda deu vazão mais uma vez à sua versatilidade: seguiu para a Broadway e novamente mudou de estilo com sucesso, mas isso são outras histórias que conheceremos mais adiante.

Indicado ao Grammy e vencedor de discos de platina, Mad Love até hoje encontra-se dentro dos catálogos. Uma obra atemporal e referência de New Wave e Post-Punk - um clássico!

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Se você nunca ouviu a moça...

Vencedora de 10 Grammys e diversos outros prêmios importantes, campeã de vendas de discos, é uma das cantoras mais versáteis e bem sucedidas comercialmente dos Estados Unidos.

Além de cantora, é produtora e já colaborou com um grande número de artistas de diversos estilos como Billy Eckestine, Frank Zappa, Phillip Glass, Rosemary Clooney, Gram Parsons, etc.

É conhecida como ativista política engajada em causas humanitárias e incentivadora da arte. Uma musa e uma lenda viva da música.

Bad Luck Streak in Dancing School - Warren Zevon

30 de dez. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Warren William Zevon
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1965 até 2003
Estilo/Gênero: Rock
Álbuns de estúdio: 13
Site oficialhttp://www.warrenzevon.com/

Bad Luck Streak in Dancing School (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: Warren Zevon (órgão, teclado, baixo, guitarra, gaita, piano, vocal), Jorge Calderón (guitarra, vocal), David Lindley (violino, guitarra, steel guitar), Rick Marotta (percussão, bateria), The Sid Sharp Strings (conjunto de cordas), Jackson Browne (guitarra, backing vocals, guitarra havaiana), Don Felder (guitarra), Glen Frey (guitarra, backing vocals), Don Henley (guitarra, backing vocals), Ben Keith (pedal steel guitar), Linda Ronstadt (vocal, backing vocals), Leland Sklar (baixo), J. D. Souther (backing vocals), Waddy Wachtel (guitarra, vocal), Joe Walsh (guitarra).

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 4,5
Robert Christgau: B-

Charts:
E.U.A. 20º

Este álbum é repleto de homenagens e de colaboradores ilustres. O disco foi dedicado a Ken Millar, um dos escritores favoritos de Zevon e amigo pessoal que o auxiliou a largar o alcoolismo. A faixa 'Jeannie Needs a Shooter' contou com a colaboração de Bruce Springsteen; a cantora country Linda Ronstadt ajudou na balada 'Empty-Handed Heart' que trás em sua letra um histórico sobre a separação recente de Zevon e sua esposa Crystal. 'Play it All Night Long' é uma homenagem/sátira à banda Lynyrd Skynyrd.

Apesar de ter obtido sucesso com alguns singles (o mais bem sucedido deste disco foi 'Certain Girl), o trabalho de Zevon não era muito comercial. O artista era ambicioso e ácido em suas músicas. Porém, este disco de hoje peca pela irregularidade e por uma certa confusão de ideias, mas o caráter artístico continua impecável.

Se você nunca ouviu o cara...
Cantor e multi-instrumentista, Zevon era um artista pouco convencional. Não em termos de técnica, mas de estética.

Suas músicas têm um alto teor satírico e os temas são diversos, vão desde a política até a história; na maioria das vezes a abordagem é bem-humorada.

O artista faleceu em 2003 por causa de um câncer chamado mesotelioma que ocorre devido a grande exposição ao amianto (já trocou sua caixa d'água?). Ele era muito considerado entre os músicos estadunidenses, havia uma verdadeira legião de fãs no meio artístico, já entre a população em geral, seu sucesso foi moderado, provavelmente a maioria não entendia as "tiradas" desse brilhante artista.

True Colors - Split Enz

18 de nov. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: neozelandeza
Período de atividades: 1972 até 1984
Estilo/Gênero: Pop, Rock/New Wave, Art Rock
Álbuns de estúdio: 9
Site oficialhttp://www.frenz.com/splitenz/

True Colors (1980) - Ouça o disco completo aqui!



Sobre o disco:

Line-up: Tim Finn (vocal, violão), Neil Finn (vocal, guitarra), Noel Crombie (vocal, percussão), Malcolm Green (bateria), Nigel Griggs (baixo), Eddie Rayner (teclado).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4

Charts:
Austrália: 1º
Nova Zelândia: 1º
EUA: 40º
Reino Unido: 38º


Apesar de já ser o quinto álbum lançado pelo grupo neozelandês, True Colors foi o disco que finalmente trouxe o sucesso. E não apenas em seu país natal, mas na Austrália, EUA e Reino Unido. Tudo isso, graças principalmente ao hit I Got You.

Curiosamente o grupo havia apostado na faixa Missing Person e, no começo, não tinham noção do tamanho que a banda alcançaria com I Got You.

A diferença deste álbum para os anteriores é que neste, apesar de haver experimentações, o Split Enz conseguiu descobrir uma maneira de cair no gosto popular utilizando mais elementos do pop, deixando de lado a maioria de suas ideias "excêntricas" de compor. O resultado é memorável e o grupo conseguiu angariar seu lugar na história da música.


Na tentativa de aumentar as vendas do disco, a equipe de marketing da gravadora resolveu lançá-lo com diferentes capas, na verdade diferentes cores de capas, o que foi um prato cheio, principalmente para os colecionadores. Outro atrativo foi a gravação de figuras feitas a laser no vinil.

Se você nunca ouviu a banda...
É uma daquelas bandas que podemos chamar de cult. Suas influências vão do art rock ao vaudeville, passando pelo new wave e o pop.

Eram criativos no som e em suas apresentações, usavam roupas extravagantes, penteados estranhos e seus discos costumavam apresentar surpresas estéticas.

Seu trabalho sempre foi original apesar de se aproveitarem do movimento new wave crescente na época.

Shadows & Light - Joni Mitchell

11 de nov. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da moça:
Nome completo: Roberta Joan Anderson
Nacionalidade: canadense
Período de atividades: 1965 até hoje
Estilo/Gênero: Folk, Jazz, World/Folk-Jazz, Art-Rock, Fusion
Álbuns de estúdio: 19 até o momento
Site oficialhttp://www.jonimitchell.com/

Shadows & Light (1980) - Ouça o disco completo aqui!




Sobre o disco:

Line-up: Joni Mitchell (vocal, guitarra), Pat Metheny (guitarra), Jaco Pastorius (baixo), Don Alias (bateria), Lyle Mays (teclado), Michael Brecker (saxofone), The Persuasions (backing vocals).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Charts:
Canadá: 73º
EUA: 38º
Reino Unido: 63º
Noruega: 20º
Austrália: 70º
Nova Zelândia: 45º

Joni Mitchell teve duas fazes bem distintas em sua carreira até este momento, no início dela, em meados da década de 60, compunha folks que cativaram uma legião de fãs; a partirar dos anos 70, sob influência de Jaco Pastorius e principalmente de Charles Mingus, adentrou o universo jazzístico, principalmente do fusion. É esta segunda fase que é apresentada neste segundo disco ao vivo da ótima cantora e compositora-mor da língua inglesa.

Para quem não é familiarizado com o trabalho da artista, talvez esse álbum seja um ótimo apanhado das composições da segunda fase dela, proporcionando um belo cartão de visitas para sua obra.

Acompanhada de músicos de gabarito como o já citado Pastorius, Michael Brecker e Pat Metheny, a pegada ao vivo chega a ser melhor que as gravações em estúdio, e o disco só não levou cotações maiores da crítica porque, tratando-se de Mitchell, sempre se espera arte em seu maior grau, e aqui ela "apenas" mantém seu altíssimo nível.

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Se você nunca ouviu a moça...


Sem nenhum exagero, ela é, junto com Bob Dylan e Leonard Cohen, a maior letrista da língua inglesa, só que com uma diferença com relação aos seus colegas de panteão: também sabe cantar.

Seu som costuma ser delicado e profundo, mas não tem medo de ousar nas composições, e não raro, combina complexidade com simplicidade.

É um monstro sagrado da música.
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