Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Disco do dia: The Evil One - Roky Ericson & The Aliens

28 de mai. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Roger Kynard Erickson
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1964 até hoje
Estilos/Gêneros: Rock/Psychedelic Rock, Garage Rock
Álbuns: 23 até o momento (sendo 19 solo e 4 com o 13th Floor Elevators)
Site oficial: http://www.rokyerickson.net/

The Evil One (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco:

1º da carreira solo (ou com os Aliens)

Line-up: Roky Erickson (vocal, guitarra - 13th Floor Elevators), Duane Aslaksen (guitarra), Steve Burgess (baixo), Link Davies Jr. (órgão hammond), Fuzzy Furioso (bateria), Andre Lewis (teclado - Frank Zappa), Brian Marnell (backing vocals), Scott Mathews (bateria), Bill Miller (harpa contralto)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4

Opinião do blog:
8 - muito bom (instrumental competente e letras hilárias sobre monstros)

Saiba mais: 

Disco do dia: Flush The Fashion - Alice Cooper

1 de mar. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo:  Vincent Damon Fournier
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1964 até hoje
Estilo/Gênero:  Rock/Hard Rock, Heavy Metal, Garage Rock
Álbuns de estúdio: 25 até o momento
Site oficial: http://www.alicecooper.com/

Flush The Fashion (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco: 

Line-up: Alice Cooper (vocal), Keith Allison (backing vocals), Davey Johnstone (guitarra), Dennis Conway (bateria), Howard Kaylan (backing vocals), John Cooker Lopresti (baixo), Fred Mandel (teclado, guitarra), Joe Pizzulo (backing vocals), Ricky Tierney (backing vocals), Mark Volman (backing vocals).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 2,5

Charts:
EUA: 40º
Britânico: 56º
Canadá: 19º
Noruega: 32º
Suécia: 34º

Depois de alguns anos gozando do prestígio atingido com os álbuns do início da década de 70, e do lançamento de discos razoáveis em meados desta mesma década, Alice Cooper, para desespero de muitos de seus fãs, resolve reinventar seu som. Para isso, contou com a ajuda do produtor Roy Thomas Baker (Queen, Cars, etc.). A ideia foi se adaptar à nova sonoridade trazida com a década de 80, ou seja, colocar um pouco de New Wave em seu típico Garage Rock.


O senhor Cooper relembra que nesta época não estava em seu "juízo perfeito", tanto é que nem se recorda de ter gravado alguns dos álbuns desse período. Tudo graças ao excessivo consumo de álcool, que segundo ele, estava "derretendo seu cérebro e acabando com sua memória".


Pois é caros fãs de rock, Flush The Fashion marcou a transição sonora do nosso heroi do rock do mal para um mais comportado "quase pop", com direito à frios teclados ao invés dos quentes riffs de guitarra (salvo algumas excessões). A faixa mais festejada deste disco foi o hit 'Clones (We're All)', mas cabe também ressaltar 'Pain', 'Talk Talk' e 'Grim Facts'. Vale a pena mencionar a presença célebre no line-up do tecladista  canadense Fred Mandel (Jimi Hendrix, Rolling Stones, The Who, Queen, Supertramp...) - não confundir com o monstro, também pianista, só que de Jazz,  Brad Mehldal (esse só se lançaria na carreira na década de 90).

A maior parte da crítica detestou a nova estética do artista. Muitos fãs, nos dias de hoje, se referem a esse álbum como uma "joia escondida" que precisa ser escutada com ouvidos isentos de preconceitos. Eu não gosto do álbum, e você caro leitor, qual sua opinião sobre ele?

Se você nunca ouviu o cara...
Showman - Alice Cooper foi um dos principais responsáveis pela definição do visual do rock pesado. Suas apresentações ao vivo são um mix de guitarras pesadas com teatro do terror. Suas performances no palco são memoráveis e incluem forca, guilhotina, cadeira elétrica e baldes de sangue.

No começo da carreira musical, Alice Cooper era o nome da banda, com o passar do tempo o senhor Fournier assumiu o personagem para si. Além de músico, é ator e jogador de golfe.

Disco do Dia: Frantic City - Teenage Head

10 de fev. de 2011 comentários

O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: canadense
Carreira: 1975 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Punk, Garage Rock, Rockabilly
Álbuns de estúdio: 8 até o momento
Site oficial: http://www.teenagehead.ca/

Frantic City (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco: 

Chart:
Canadá: 28º

Frantic City foi o terceiro álbum e o que trouxe o sucesso para essa interessante banda punk canadense. Os singles 'Let's Shake' e 'Something on my mind' foram bem-sucedidos na América do Norte e o Teenage Head passou a fazer shows nas casas mais populares do Canadá, como o Toronto Ontario's Place, onde em junho de 1980 botaram literalmente a casa abaixo. Os fãs fizeram a maior quebradeira incitados pelo show da banda. O estrago foi tão grande que os donos do local decidiram não trazer mais shows de rock. A casa passou anos fechada para esse estilo musical.

Pouco antes de começarem a excursionar pelos Estados Unidos, o guitarrista Gord Lewis sofreu um acidente de carro. Em seu lugar, foi convidado David Bendeth para assumir as seis cordas da banda, mas o estrago já estava feito, a turnê foi cancelada.

Apesar de não ser um adepto do punk, gostei muito desse trabalho do Teenage Head. Seu som despretensioso e regado à rockabilly, como 'Wild One' e 'Something on my mind' (que tem até um sax!) são  muito divertidos. As faixas mais punks têm cara de hits, e apresentam nítidas influências das músicas mais acessíveis dos Sex Pistols e do Clash, mas a influência mais marcante é a dos Ramones. É uma bela porta de entrada para quem quer começar a ouvir punk, mas tem medo de muita agressividade.

Post relacionado:


Se você nunca ouviu a banda...
Uma das bandas mais populares no Canadá na década de 80, o Teenage Head mostra aquele punk meio rockabilly, com performances ao vivo de agitar e tumultuar o ambiente.

A maioria das músicas são formadas pelos típicos três acordes do estilo, mas são sempre vibrantes, sem exagerar na agressividade.

Soldier - Iggy Pop

13 de dez. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: James Newell Österberg Jr.
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1967 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Post-Punk, Garage Rock, Hard Rock, Glam Rock
Álbuns de estúdio: 20 até o momento (3 com os Stooges)
Site oficial: http://www.iggyandthestoogesmusic.com/us/news

Soldier (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: Iggy Pop (vocal), Glen Matlock (baixo, backing vocals), Ivan Kral (guitarra, teclado), Klaus Kruger (bateria), Steve New (bateria), Barry Andrews (teclado), Simple Minds (backing vocals), David Bowie (backing vocals), Henry McGroggan (backing vocals).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Chart
E.U.A. 125º

O disco contaria com a produção de seu amigo e ex-colega de Stooges, James Williamson, pois os últimos trabalhos de Iggy, haviam sido com ele, mas devido a divergências de ideias, principalmente com David Bowie (sempre parceiro), Williamson é mandado embora. A questão principal era que Williamson queria um trabalho grandioso a lá Phill Spector, com forte papel desempenhado pelas guitarras, e Bowie queria um negócio mais cru com destaque para o violão e o teclado. Bowie ganhou.

O problema é que o disco foi um verdadeiro fracasso de vendas, tanto que Pop foi demitido da gravadora. Ela se justificou responsabilizando o vício em drogas do artista.

Para participar das gravações, os músicos convidados formam uma verdadeira seleção de astros do punk e pós-punk: Glen Mathlock (Sex Pistols), Barry Andrews (XTC), Steve New e Ivan Kral (Patti Smith), além do próprio Bowie e dos caras do Simple Minds. Nem assim a coisa decolou.

As letras de Iggy, que haviam dado um salto de qualidade nos discos anteriores, aqui quase todas são tolas e insignificantes, mesmo as que tentam abordar uma temática mais séria. Em contrapartida, ele está cantando muito bem na maioria das faixas.

Apesar de ter bons momentos, esse disco para mim é um saco. E para você amigo leitor, que achou dele?

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Se você nunca ouviu o cara...
Admirado por artistas de vanguarda como David Bowie e Andy Warholl, Iggy Pop começou a carreira musical com a banda escolar The Iguanas (daí vem o apelido "Iggy"). O sucesso veio como vocalista da histórica banda The Stooges que mandava um garage rock diferenciado, um som seminal que ficaria rotulado como proto-punk,  sendo uma das principais influências para o surgimento do punk no mundo. Depois, em carreira solo, inovou de novo e foi um dos "pais" do pós-punk e do glam rock.
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