Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Disco do dia: The Blues Brothers [Soundtrack] - Blues Brothers

26 de mai. de 2011 comentários: 1
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1978 até 1982; 1988 até hoje
Estilo/Gênero: Blues/Blues-Rock, Blue-Eyed Soul
Álbuns: 14 até o momento
Site oficial: não tem

The Blues Brothers [Soundtrack] (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco: 

da carreira

Line-up: Elwood J. Blues (vocal - Dan Aykroyd), Jake Blues (vocal - John Belushi), Steve Croper (guitarra), Donald "Duke" Dunn (baixo), Ray Charles, James Brown, Chaka Khan, Aretha Franklin, Cab Calloway, Patti Austin (backing vocals), Richard T. Bear (teclado), Margaret Brunch (backing vocals), Hiram Bullock (guitarra), Vivian Cherry (backing vocals), Brenda Corbett (backing vocals), Lew Del-Gato (trumpete), Arthur Dickson (bateria), Murphy Dunne (teclado, piano), Carolyn Franklin (backing vocals), Terry Fryer (teclado), Keith Ginsberg (guitarra), Willie Hall (bateria), John Hanson (teclado), Steve Jordan (bateria, backing vocals), Lou Marini (saxofones), Ullanda McCullough (backing vocals), Matt "Guitar" Murphy (guitarra), Alan Rubin (trumpete), John Springer (teclado), David Weston (baixo), Larry Willis (teclado).

Cotação:
All music Guide (0 a 5): 3

Chart:
EUA: 13º

Opinião do blog:
9 - Excelente (clássicos regravados e composições originais "inspiradas" em clássicos)

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Disco do dia: Live At The Whiskey A Go-Go, Hollywood 19th Dec [Bootleg] - Captain Beefheart

13 de mai. de 2011 comentários: 1
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Don Glen Vliet
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1964 até 1982
Estilo/Gênero: Experimental, Rock/Blues-Rock, Avant Garde, Psychedelic Rock, Rock Progressivo, Free Jazz, Protopunk
Álbuns de estúdio: 12
Site oficialhttp://www.beefheart.com/

Live At The Whiskey A Go-Go, Hollywood 19th Dec [Bootleg] (1980) - Ouça o disco completo!

 Sobre o disco:

Opinião do blog:
6 - bom, mas recomendado para fãs

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Disco do dia: Ready An' Willing - Whitesnake

25 de abr. de 2011 comentários: 2
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1977 até 1990; 2002 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Blues-Rock, Hard Rock, Heavy Metal
Álbuns de estúdio: 11 até o momento
Site oficialhttp://www.whitesnake.com/

Ready An' Willing (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco: 

da carreira

Line-up: David Coverdale (vocal - Deep Purple), Micky Moody (guitarra), Bernie Marsden (guitarra - UFO), John Lord (teclado - Deep Purple), Neil Murray (baixo), Ian Paice (bateria - Deep Purple)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Charts:
Inglaterra: 6º (ouro)
EUA: 90º
Noruega: 32º

Opinião do blog:
9 - Excelente

Disco do dia: Middle Man - Boz Scaggs

22 de mar. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: William Royce Scaggs
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1965 até hoje
Estilo/Gênero: Rock, Pop/Blues Rock, Blue-Eyed Soul
Álbuns de estúdio: 20 até o momento
Site oficialhttp://www.bozscaggs.com/home.html

Middle Man (1980) - Ouça aqui parte do disco!



Sobre o disco:

Line-up: Boz Scaggs (vocal, guitarra), Jeff Porcaro (bateria), Carlos Santana (guitarra), Lenny Castro (percussão), David Foster (teclado), Don Grolnick (piano, teclado), Joe Vitale (bateria), James Newton Howard (teclado), David Hungate (baixo), Steve Lukather (guitarra), Rick Marotta (bateria), David Paich (teclado, órgão), Ray Parker Jr. (baixo, guitarra), John Pierce (baixo), Adrian Tapia (saxofone), Backing vocals session - Bill Thedford, Julia Thielman Waters, Oren Waters, Paulette Brown, Rosemary Butler, Chuck "Fingers" Irwin, David Lasley, Bill Champlin, Charlotte Crossley, Vanetta Fields e Sharon Redd

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Chart:
EUA:


Opinião do blog:
8 - Muito bom (analisado o disco parcial)

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Disco do dia: Just One Night - Eric Clapton

15 de mar. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Eric Patrick Clapton
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1962 até hoje
Estilo/Gênero: Blues, Rock/Blues-Rock, Psychedelic Rock, Hard Rock
Álbuns de estúdio (carreira solo): 20 até o momento
Site oficialhttp://www.ericclapton.com/

Just One Night (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco:

Line-up: Eric Clapton (vocal, guitarra), Henry Spinetti (bateria), Chris Stainton (teclado), Albert Lee (guitarra, teclado, vocal), Dave Markee (baixo)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4,5

Charts:
EUA: (Ouro)
Britânico: (Prata)
Austrália: 22º
Japão: 32º
Nova Zelândia:
Noruega: 13º
Suécia: 44º

Opinião do blog:
9 - Excelente


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Disponível no Mundo das Coletâneas - AQUI!

    Disco do dia: Let The Music Do The Talking - Joe Perry Project

    16 de fev. de 2011 comentários
    O que é isso?



    Ficha corrida da banda:
    Nacionalidade: estadunidense
    Carreira: 1979 até 1984; 2009 até hoje
    Estilo/Gênero: Rock/Hard Rock, Blues Rock
    Álbuns de estúdio: 4 até o momento
    Site oficialhttp://www.joeperrymusic.com/

    Let The Music Do The Talking (1980) - Ouça aqui o disco completo!


    Sobre o disco:

    Line-up: Joe Perry (guitarra, vocal), Ralph Morman (vocal), David Hull (baixo, vocal), Ronnie Stewart (bateria, percussão)

    Cotação:
    All Music Guide (0 a 5): 4


    Chart:
    EUA - 47º


    1979 marcou a saída de Joe Perry do Aerosmith. A banda ia mal nas vendas, o guitarrista e o vocalista Steven Tyler estavam se entupindo de drogas e brigando com todo mundo. Perry resolve tomar novos ares. Na verdade nem tão novos assim, a mesma gravadora contratou a nova banda de Perry na esperança de que logo ele se cansasse e voltasse para o Aerosmith, o que realmente aconteceu, mas apenas alguns anos depois, em 1984. O que a gravadora não esperava era que o projeto do guitarrista fosse tão bem sucedido nas vendas, respeitáveis 250 mil cópias só nos Estados Unidos.

    As boas vendas foram merecidas, o disco é bom mesmo, talvez o melhor da investida individual do guitarrista. As ideias de Perry foram muito legais para as músicas. Hard Rock e Blues-Rocks inspirados que contaram com a competente banda de apoio e os vocais rasgados de Ralph Morman.

    O fato de Perry ter saído do Aerosmith, não resolveu seus problemas com drogas e por consequência, os de convivência. Logo após o lançamento do álbum, brigou com o vocalista e o demitiu. Para a turnê de divulgação do álbum foi escalado um tal de Joey Mala, que só durou até o fim da mesma turnê. O terceiro vocalista contratado foi Charlie Farren, que também é guitarrista. Com essa nova formação, gravaram o segundo álbum, lançado em 1981 que comentarei em outra oportunidade aqui no blog.

    Let The Music Do The Talking - grande pedida para os fãs de rock. Uma coisa curiosa deste álbum é que, apesar de Perry ser um cantor eventual no Aerosmith, em seu projeto independente ele não exerceu essa função, dedicando-se mais à guitarra e às composições. Enjoy!

    Se você nunca ouviu a banda...
    O guitarrista do Aerosmith provou com esse projeto que tem muito mais a mostrar do que seus trabalhos na sua banda principal, embora sempre tenha sido um dos protagonistas nela.

    Hard Rock e Blues Rock inspirados no debut e alguns fiascos nos outros discos.

    Vale a pena conhecer, principalmente se você é fã de longa data do Aerosmith. Agora, se Aerosmith para você são as baboseiras do disco Get A Grip em diante, passe longe, esse som será pesado e "underground" demais!

    Disco do dia: Crash & Burn - Pat Travers Band

    9 de fev. de 2011 comentários
    O que é isso?



    Ficha corrida da banda:
    Nacionalidade: canadense
    Carreira: 1976 até hoje
    Estilo/Gênero: Rock/Hard Rock, Blues-Rock, Heavy Metal
    Álbuns de estúdio: 24 até o momento
    Site oficial: http://www.pattravers.com/

    Crash & Burn (1980) - Ouça aqui o disco completo!


    Sobre o disco:

    Line-up: Pat Travers (vocal, backing vocals, guitarra, teclado), Tommy Aldridge (bateria, percussão), Peter "Mars" Cowling (baixo), Pat Thrall (guitarra, backing vocals), Dawn Shahan (backing vocals), Michael Shriev (percussão)

    Cotação:
    All Music Guide (0 a 5): 3

    Chart:
    EUA: 20º

    Esse foi o disco de maior sucesso da carreira do guitar hero canadense Pat Travers. Recheado de ótimas músicas, Crash & Burn é um álbum de tirar o chapéu. O blues se faz presente com extrema competência aliado ao peso e virtuosismo da guitarra de Pat. O hit do disco é 'Snortin' Wiskey' - um petardo! Mas os fãs de hard rock e blues-rock devem ouvir com atenção para poder apreciar a competência da grande banda de apoio de Pat.

    O álbum contém ainda três covers bem interessantes, 'Born Under a Bad Sign', '(Your Love) Can't be Right' - originalmente interpretadas por Albert King -, e 'Is This Love' de Bob Marley. Um pouco de exotismo acompanha a faixa 'The Big Event' - praticamente um rock progressivo, e vale a pena apreciar o belo refrão da cadenciada 'Love Will Make Me Strong'. Grande disco!


    Se você nunca ouviu a banda...
    Uma das maiores influências para nomes como Kirk Hammett (Metallica), Pat Travers é um dos melhores guitarristas vindos do Canadá. Em sua banda de apoio já passaram nomes como Nicko McBrain, Tommy Aldridge, Carmine Appice e outras feras.

    O som dessa banda destila o blues-rock e os arranjos são sempre competentes. O vocal de Pat, assim como sua guitarra, são poderosos e enfáticos. Grande referência para quem curte o gênero.

    Love Stinks - The J. Geils Band

    22 de nov. de 2010 comentários
    O que é isso?



    Ficha corrida da banda:
    Nacionalidade: estadunidense
    Período de atividades: 1967 até 1985
    Estilo/Gênero: Rock/Blues-Rock, R&B, New Wave
    Álbuns de estúdio: 14
    Site oficial: não tem

    Love Stinks (1980) - Ouça aqui o disco completo!


    Sobre o disco:

    Line-up: Stephen Bladd (vocal, bateria), J. Geils (guitarra), Seth Justman (vocal, teclado), Danny Klein (baixo), Magik Dick (gaita, trumpete, sax-alto), Peter Wolf (vocal).

    Cotações:
    All Music Guide (0 a 5): 3,5
    Robert Christgau: C+

    Chart:
    E.U.A.: 18º


    No final da década de 70, a J. Geils Band, que tocava um blues-rock legal mas sem conseguir muito sucesso, resolve incorporar teclados, sintetizadores e alguns elementos da new wave para tentar se inserir no mundo musical dos anos que viriam.

    A aposta só daria certo ao ponto de levar a banda a altas posições nas fms, com o disco seguinte, mas Love Stinks já sinalizava que eles chegariam lá. O álbum, apesar de nos dias de hoje soar um pouco datado, trás como principal característica a diversão. A faixa 'Come Back' é bem criativa e trás ideias inovadoras para a época, a faixa título 'Love Stinks' (algo como 'O amor fede') conseguiu boa aceitação junto ao público e até recentemente, foi aproveitada como trilha sonora de algum dos (tolos) filmes de Adam Sandler. Outro destaque é a sem-noção 'No Anchovies, Please' que é uma história hilariante narrada na forma de fala mesmo, que depois do impacto inicial causado pela surpresa de sua forma, nos faz rir com sua "moral da história". 'Night Time' é uma faixa intrigante pois anuncia a música típica das "raves", que só surgiriam muitos anos depois e a debochada e funkeada faixa que encerra o disco 'Till The Walls Come Tumblin' Down'. Vale ouvir pela bagunça.

    Se você nunca ouviu a banda...
    Eles surgiram no final da década de 60 e começaram fazendo blues-rock como outras bandas dessa época como Led Zeppelin e Deep Purple. Em seu início, a banda chamava-se The J. Geils Blues Band, mas acabou obscurecida por bandas como as citadas acima.

    No final da década de 70, resolvem dar uma guinada na carreira, investindo na estética new wave, aí sim conseguiram ser notados pelo grande público. Porém, uma coisa que nunca mudou foi sua irreverência e ousadia nas letras, com mensagens malucas, hippies e provocadoras.

    Há 1 Ano, nos Sons, Filmes & Afins: Rumours - Fleetwood Mac

    18 de nov. de 2010 comentários

    Série: Acervo Sons, Filmes & Afins

    Apareceram pela primeira vez no British National Jazz & Blues Festival, em 1967, com o nome de Peter Green’s Fleetwood Mac, assinando em seguida com o empresário/produtor de blues Mike Vernon, do selo Blue Horizon. Peter Green já era conhecido como cantor de blues e guitarrista, e o Fleetwood Mac, como passou logo a ser chamado, tornou-se pioneiro no movimento de blues na Inglaterra, tendo sucesso imediato.
    No final de 1968, Peter Green introduziu no grupo seu protegido, o jovem guitarrista Danny Kirwan. O Fleetwood Mac se tornou assim, a única banda com três guitarristas, sendo eles capazes de criar e tocar seu próprio repertório. Estavam entre os maiores sucesso da Grã-Bretanha, embora ainda não conseguissem atingir o mercado norte-americano.
    Em 1969, o estilo de Peter Green começou a revelar um afastamento do puro blues e, em maio de 70, num acesso de misticismo, ele resolveu deixar o grupo e a vida musical. (Leia Mais!!)
    Com sua estrutura profundamente abalada, o Fleetwood Mac se afastou por alguns meses, voltando no fim do ano com o álbum Kiln House, que seria o trampolim para seu futuro sucesso nos EUA.
    No ano seguinte, foi a vez de Jeremy Spencer: durante uma turnê pelos EUA, ele desapareceu em Los Angeles, sendo encontrado dias depois num templo da seita Meninos de Deus, disposto a ficar por lá e abandonar a carreira musical. Sua decisão fora tomada após ter sido abordado na rua por um membro da seita, e era mais surpreendente devido ao fato dele ser um verdadeiro humorista de palco, fazendo memoráveis sátiras de Elvis Presley e Buddy Holly, e normalmente alheio à religiosidade.
    Depois de novo afastamento devido a este último golpe, o grupo voltou. Mas devido também às muitas alterações ocorridas na formação e o fracasso dos LPs lançados então, chegou novamente à dissolução.
    Foi nessa época, em 1972, que o empresário Clifford Davis criou um outro Fleetwood Mac, sem nenhum dos integrantes originais, para substituí-los. Mas John McVie entrou com uma ação na justiça contra o grupo falso e ganhou.
    A partir daí, novos ventos sopraram sobre o verdadeiro grupo: o casal Nicks e Buckingham se associou ao grupo e, com nova formação (Christine McVie nos vocais e teclados, Mick Fleetwood na bateria, John McVie no baixo, Steve Nicks nos vocais e Lindsey Buckingham na guitarra), o grupo voltou a ocupar seu lugar nas paradas de sucesso e a ganhar discos de ouro e platina.

    Rumours (1977)
    rumours[1]

    CURIOSIDADES

    • Esse disco foi direto para os primeiros lugares das paradas dos EUA, onde reinou por 31 semanas, ganhou 13 vezes o disco de platina e recebeu o Grammy de 1977 como o álbum do ano.

    • As gravações aconteceram enquanto o casal McVie e Fleetwood viviam processos dolorosos de divórcio. Buckingham e Nicks também estavam se separando.
    OUÇA AS FAIXAS E COMPARE COM A ANÁLISE MUSICAL:
    Destaques em vermelho
    01 - Second Hand News
    00:00 – começa com o violão sendo tocado próximo ao cavalete, para que em 00:06 entrar toda a banda em ritmo de cavalgada; 00:54 – até aqui, é apresentada toda a estrutura da música para depois ser retomada. O ritmo predominante é o country; 01:59 – variação do tema com a repetição do título da faixa resolvido no agudo em nota longa, acompanhado de backing vocals; 02:30 – solo de guitarra com distorção imitando som de violino e a faixa termina em 02:46.
    02 - Dreams
    00:00 – a bateria repica e o baixo dá o tom pop; 00:17 – o vocal feminino  apresenta a primeira parte da música, recebendo o contracanto da guitarra; 00:33 – início da segunda parte, com belo trabalho de backing vocals feito pela própria cantora (gravado separadamente, é óbvio), que anuncia o refrão em 01:12, onde recebe mais um back, só que masculino; 01:44 – leve solo de guitarra, embasado pelo baixo; 02:00 – a bateria dá a deixa e a estrutura é retomada; 03:59 – início da cadência e a finalização da faixa em 04:17.
    03 - Never Going Back Again
    00:00 – o violão com cordas de aço abre o country de forma ponteada, quando em 00:11 – volta o vocal masculino gravado de forma dobrada e o ponteio segue fazendo um dueto; 00:34 – o refrão é apresentado e as notas se elevam; 00:46 – entra o back feminino trazendo conforto à harmonia até 00:51, quando fica apenas o violão repetindo a estrutura da música; 01:25 – a voz principal retorna para repetir o tema até 02:06 – onde devolve a música para o violão, que a encerra em 02:14 com um acorde na tônica uma oitava acima.
    04 - Don’t Stop
    00:00 – segurando com acordes em timbre strings na mão esquerda batendo acordes com timbre de piano com a mão direita, o teclado dá início a mais uma faixa pop, seguido da deixa da bateria para a guitarra e em seguida o vocal; 00:33 – primeira aparição do refrão, sem alterar a estrutura musical, que segue linear; 00:49 – volta do teclado para anunciar o retorno do tema em 00:59; 01:13 – refrão novamente, seguido em 01:34 do solo de guitarra; 01:54 – novamente o tema, quando em 02:16 há o breque + ponte + refrão, a bateria dá um inflamada e em 02:42 inicia a cadência com o vocal em falsete, finalizando a música em 03:13.

    05 - Go Your Own Way
    00:00 – batidas sequenciais de acordes na região grave da guitarra seguidas da entrada do baixo e do violão de cordas de aço e logo após o vocal. Depois do primeiro verso, a bateria; os versos vão num crescendo até chegar ao grudento refrão, recheado de backing vocals em 00:32; 00:53 – retorna a estrutura básica mas a guitarra fica mais incisiva nos contracantos; 01:21 – temos o delicioso refrão novamente; 01:42 – o violão e a bateria preparam a cama para o despretensioso solo de guitarra que soa mais como uma preparação para o refrão em 02:11; 02:37 – a guitarra retoma o solo, só que agora com força e acompanhada de outra, revezando nas partes; 03:15 – o refrão aparece mais leve para conduzir essa gostosa música ao seu final em 03:39 com o fade.
    06 – Songbird
    00:00 – o piano dá o tom da balada; 00:15 – o vocal  entra agudo e limpo entoando os primeiros versos, acompanhado, além do piano, por um violão e só. 01:50 – vocal se ausenta deixando o piano e o violão fazendo suavemente a base até 02:14; 02:54 – cadência e singelo fim em 03:21.
    07 - The Chain
    00:00 – a bateria marca o compasso e o banjo introduz seguido da guitarra; 00:27 – breque seguido da entrada dos vocais; 00:53 – mudança de andamento e entrada do refrão com o teclado fazendo um fundo; 01:20 – prevalece o banjo fazendo dueto com a guitarra, sustentados por uma nota do teclado; 01:34 – retorna o vocal; 02:09 – refrão com vocal fazendo pergunta e resposta; 02:49 – preaparação para o fraseado do baixo em 03:04, com a bateria criando um suspense para que em 03:19 tenhamos uma acelerada no andamento proporcionando uma guitarra mais agressiva e empolgante; 03:54 – o vocal decide participar e novamente temos o fade em 04:15 e o final em 04:30. 
    08 - You Make Loving Fun
    00:00 – chipô anuncia, caixa, baixaria funkeada e teclado seguem, guitarra manda a melodia, entra a vocalista e a guitarra pula para o contracanto; 00:48 – mais um belo refrão do Fleetwood Mac; 01:17 – a guitarra manda brasa no solo; 01:48 – refrão; 02:19 – volta ao primeiro tema; 02:49 – variação do refrão seguido de mais um solo de guitarra que termina num fade em 03:37.
    09 - I Don’t Want To Know
    00:00 – o violão introduz com acordes desse agradável folk; 00:07 – o baixo se apresenta; 00:14 – a bateria e vocal em dueto mostra a primeira estrofe; 00:41 – refrão entremeado de palmas; 01:13 – é retomada a estrofe; 01:41 – novamente o refrão e na sequência tudo é retomado; 02:28 – solinho simples de guitarra; 02:57 – cadência e fim em 03:16.
    10 - Oh Daddy
    Um lamento folk feito com a qualidade típica do Fleetwood Mac.
    11 - Gold Dust Woman
    Balada country que fecha esse álbum especial, com destaque para a sonoridade de cítara aplicada na guitarra e o belo trabalho vocal no refrão.



    Análise musical: Rodrigo Nogueira
    Fonte histórica: Wikipedia
    Curiosidades: Livro 1001 discos para ouvir antes de morrer
    té mais!

    Abre-te Sésamo - Raul Seixas

    13 de nov. de 2010 comentários





    Ficha corrida do cara:
    Nome completo: Raul Santos Seixas
    Nacionalidade: brasileira
    Período de atividades: 1963 até 1989
    Estilo/Gênero: Rock, MPB/Rockabilly, Baião, Blues-Rock, Psychedelic Rock, BRock
    Álbuns de estúdio: 27

    Abre-te Sésamo (1980) - Ouça aqui o disco completo!


    Sobre o disco:

    Pouco tempo antes de lançá-lo, Raul passava por maus bocados. Havia se separado de sua terceira esposa; por causa do consumo excessivo de álcool, precisou retirar 1/3 de seu pâncreas; estava sem contrato com gravadora e a parceria com Paulo Coelho já havia terminado há tempos.

    Kika Seixas
    Entretanto, logo conhece sua quarta esposa: Kika e assina com a major CBS, consegue assim lançar o clássico álbum Abre-te Sésamo.

    O disco é uma mistura de rock 'n' roll das antigas com o baião, country, forró e moda de violão. Fazem parte dele os hits Aluga-se (recentemente regravada pelos Titãs) e o Rock das Aranhas, sucessos até hoje. Mas a maré de sorte de Raul logo acabou graças à ditadura militar vigente no Brasil da época. Principalmente por causa da letra lasciva do Rock das Aranhas, o álbum Abre-te Sésamo foi censurado e o contrato de Raul com a gravadora, rescindido. Deprimido, Raul passa a beber cada vez mais e encaminhar-se para a morte que estava cada vez mais próxima.

    Abre-te Sésamo foi relançado no Brasil em 1985 (após a queda da ditadura) e em 1995 no exterior.


    Se você nunca ouviu o cara...


    Raulzito é considerado o Pai do Rock nacional. Não por ser o primeiro, mas por ser o mais influente.

    Além de ser um apaixonado por música, sempre teve interesse em alguns ramos da filosofia e do misticismo. Todas essas influências estão registradas em suas composições.

    Mantém até hoje uma legião fiel de fãs que não se cansam de pedir em todos os shows que vão, desde rock até de axé music para que os artistas, profissionais ou amadores TOQUEM RAUL!

    Emotional Rescue - Rolling Stones

    9 de nov. de 2010 comentários
    O que é isso?



    Ficha corrida da banda:
    Nacionalidade: inglesa
    Período de atividades: 1962 até hoje
    Site oficialhttp://www.rollingstones.com/
    Estilo/Gênero: Rock, Blues, Pop/Blues-Rock, R&B
    Álbuns de estúdio: 29 até o momento

    Emotional Rescue (1980) - Ouça aqui o disco completo!



    Sobre o disco:

    Line-up: Mick Jagger (vocal, backing vocals, guitarra, teclado, piano), Keith Richards (guitarra, violão, baixo, piano, backing vocals), Charlie Watts (bateria), Ronnie Wood (guitarra, violão, pedal steel, slide, baixo, backing vocals), Bill Wyman (baixo, sintetizador), Sugar Blue (gaita de boca), Nicky Hopkins (piano, xilofone), Bobby Keys (saxofone), Max Romeo (backing vocals), Michael Shrieve (percussão), Ian Stewart (piano, teclado, percussão).

    Cotações:
    All Music Guide (0 a 5): 3
    Blender (0 a 5): 4
    Robert Christigau: B+

    Charts:
    Grã-Bretanha:
    EUA: (categoria Pop)

    Ainda recolhendo os louros do sucesso do disco anterior Some Girls (1978), os Stones "deitaram nas cordas" e para gravar este disco, resolveram aproveitar "sobras" dos discos anteriores, ou seja, ideias surgidas há tempos, mas que não foram aproveitadas. Outra razão para essa reciclagem foi o fato do guitarrista Keith Richards estar seriamente envolvido com drogas e com a polícia.

    Some Girls
    Lendo as linhas anteriores, é possível que sua conclusão possa ser a de que esse disco é um trabalho oportunista - grande engano! Jagger e cia abusaram na criatividade para dar vida nova às faixas apresentadas nesse disco, que contou com músicas próprias da banda e a releitura de She's So Cold do Chuck Berry. Os arranjos são muito criativos e as faixas fazem fusões com diversos gêneros musicais. Sempre cortando os excessos, o material ficou na medida e teve a colaboração de todo o line-up nas composições. Sem dúvida um "quase-clássico" que modernizou o som dos eternos Rolling Stones, além de levá-los novamente ao topo das paradas.

    Se você nunca ouviu a banda...

    Histórica! Uma das melhores de todos os tempos, graças a eles e a mais uma meia dúzia de bandas que o rock evoluiu para o que é hoje.

    Rock tradicional, o irmão pesado dos Beatles. Aberta às diversas influências e influenciou praticamente todo mundo. Banda obrigatória.

    Live at Hammersmith - Whitesnake

    2 de set. de 2010 comentários: 5
    O que é isso?



    Ficha corrida da banda:
    Nacionalidade: inglesa
    Período de atividades: 1977 até 1991; 2002 até hoje
    Site oficialhttp://www.whitesnake.com/
    Estilo/Gênero: Rock/Hard Rock, Heavy Metal, Blues-Rock
    Álbuns de estúdio: 11 até o momento
    Line-up do disco: David Coverdale (vocal), Micky Moody (guitarra), Bernie Marsden (guitarra), John Lord (teclado), Neil Murray (baixo) e Ian Paice (bateria)

    Live at Hammersmith (1980) - Ouça aqui o disco completo!



    Sobre o disco:

    O Whitesnake iniciou como banda de apoio para os shows solo de David Coverdale, ainda na época em que ele fazia parte do Deep Purple. Depois que ele ficou desempregado (veja na leitura relacionada abaixo), assumiu o Whitesnake como sua banda e iniciou um grande trabalho que foi referência na década de 80. Primeiramente, o som do grupo era um blues-rock na linha de bandas como Led Zeppelin, depois caiu de cabeça no hard rock e adquiriu um estilo próprio.

    Álbum de estreia Snakebite (1978)

    Os primeiros discos vieram no final da década de 70 e, em 1980 lançaram seu primeiro gravado ao vivo e os shows foram na Inglaterra, na reverenciada casa Hammersmith. É com esse primeiro material da banda que é composto o álbum de hoje. Como o grupo ainda não tinha maturidade estilística, a crítica não gostou muito do álbum, mas independente disso, ele contém boa pegada e mostra que o Whitesnake realmente tinha potencial para crescer muito mais. Não posso deixar de mencionar as ilustres presenças de John Lord nos teclados e Ian Paice na bateria, dois ex-integrantes do já nessa época lendário Deep Purple.


    Uma curiosidade é que esse disco foi lançado apenas para o público japonês, que concentrava uma grande quantidade de fãs. Para o restante do mundo, foi relançado no mesmo ano de 1980, mas meses depois, fazendo parte do duplo 'In The Heart of the City', que em breve também marcará presença aqui no blog.





    Cotação da crítica:
    All Music Guide (0 a 5): 2

    Se você nunca ouviu a banda...

    A banda já teve diversas formações, já contou com grandes nomes do rock como John Lord, Ian Paice (ambos ex-Deep Purple), Steve Vai, etc., mas a mente que sempre esteve por trás de tudo é a de David Coverdale.

    O Whitesnake passou por três fazes sonoras distintas: blues-rock, hard rock e uma de rock "rebolante", mas em todas elas, nunca abandonou nenhum desses sub-gêneros, apenas houve momentos em que um teve maior papel que os outros. Nunca foi considerada uma banda fundamental, mas soube dosar com sabedoria peso, pegada e levadas comerciais, conseguindo atingir um grande público.

    Coverdale é dotado de um grande talento vocal. Seu timbre grave é belíssimo e tem boa técnica de falsete e driver, além de grande versatilidade no canto. Sem dúvida um dos maiores cantores de rock pesado de todos os tempos.
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