Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Disco do dia: Live At The Whiskey A Go-Go, Hollywood 19th Dec [Bootleg] - Captain Beefheart

13 de mai. de 2011 comentários: 1
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Don Glen Vliet
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1964 até 1982
Estilo/Gênero: Experimental, Rock/Blues-Rock, Avant Garde, Psychedelic Rock, Rock Progressivo, Free Jazz, Protopunk
Álbuns de estúdio: 12
Site oficialhttp://www.beefheart.com/

Live At The Whiskey A Go-Go, Hollywood 19th Dec [Bootleg] (1980) - Ouça o disco completo!

 Sobre o disco:

Opinião do blog:
6 - bom, mas recomendado para fãs

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Post relacionado:

Disco do dia: God Save the Queen/Under Heavy Manners - Robert Fripp

9 de mai. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Robert Fripp
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1968 até hoje
Estilo:Gênero: Rock/Rock Progressivo, Psychedelic Rock, Fusion, Ambient, Art Rock
Álbuns de estúdio (carreira solo): 30 até o momento
Site oficialhttp://www.dgmlive.com/diaries.htm?member=3

God Save the Queen/Under Heavy Manners (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco:

 da carreira solo

Line-up: Robert Fripp (teclado, equipamentos eletrônicos - "frippertronics"), David Byrne (vocal - Talking Heads), Paul Duskin (bateria), Buster Cherry Jones (baixo)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Chart:
EUA: 110º

Opinião do blog:
5 - interessante

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Disco do dia: III (Melt) - Peter Gabriel

13 de abr. de 2011 comentários: 2
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Peter Brian Gabriel
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1967 até hoje
Estilo/Gênero: Rock, World/Rock Progressivo, Art Rock, Experimental, Pop Rock
Álbuns de estúdio (carreira solo): 8 até o momento
Site oficialhttp://www.petergabriel.com/

III (Melt) (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

da carreira solo


Line-up: Peter Gabriel (vocal, piano, teclado, baixo eletrônico, percussão), Kate Bush (backing vocals), Jerry Marotta (bateria, percussão), Larry Fast (teclado, efeitos, baixo eletrônico - Synergy), Robert Fripp (guitarra), John Giblin (baixo), Dave Gregory (guitarra), Tony Levin (percussão), Phil Collins (bateria, percussão), Dick Morrissey (saxofone), Morris Pert (percussão), David Rhodes (guitarra, backing vocals), Paul Weller (guitarra - The Style Coucil, The Jam)

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 5
Pop Matters: Muito favorável
Robert Christgau: B-
Rolling Stone (0 a 5): 4
Piero Scaruffi (0 a 10): 7

Charts:
Britânico 1º (ouro)
EUA 22º (ouro)

Opinião do blog:
8 - Muito bom

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Disco do dia: Marauder - Magnum

17 de mar. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1972 até 1995; 2001 até hoje
Estilo/Gênero: Rock, Pop/Hard Rock, AOR, Rock Progressivo, Glam Metal
Álbuns de estúdio: 15 até o momento
Site oficialhttp://www.magnumonline.co.uk/

Marauder (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: Tony Clarkin (guitarra), Bob Catley (vocal), Wally Lowe (baixo), Kex Gorin (bateria), Richard Bailey (teclado, flauta), Mark Stanway (teclado)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 1 - Leia nota explicativa no final do post

Chart:
Britânico: 36º

Opinião do blog:
4 - Mau, mas com alguns méritos
Saiba mais: 


Sobre as notas:

A crítica deu nota tão baixa ao disco devido a péssima qualidade do audio do lançamento original de 1980. A versão postada no blog, a que eu tive acesso para poder emitir uma opinião, apresenta um audio de ótima qualidade, o que me faz crer que trata-se de um ao vivo fake, regravado em estúdio. Apesar disso, minha avaliação também foi baixa devido às músicas em estilo "farofa" com teclados abomináveis e outras coisas arrepiantes (no mau sentido). Indicado para quem gosta de Bon Jovi, Poison e bandas similares.

Disponível no "Mundo das Coletâneas" - AQUI!

Disco do dia: Outubro - Azymuth

12 de mar. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: brasileira
Carreira: 1970 até hoje
Estilo/Gênero: Funk, Samba, Jazz, Fusion, Rock Progressivo, Instrumental Brasileiro
Álbuns: 26 até o momento
Site oficialhttp://www.azymuth.net/

Outubro (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco:

Line-up: José Roberto Bertrami (teclado, percussão, órgão, vocoder, piano elétrico), Alex Malheiros (baixo, percussão, guitarra, vocal, violão), Ivan "Mamão" Conti (bateria, percussão, teclado), Aleuda (percussão, vocal), Gordinho (percussão), Dotó (percussão)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Chart:
EUA (Jazz): 26º

Opinião do blog:
7 - Bom


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Disco do dia: Duke - Genesis

2 de fev. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1967 até 1999; 2006 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Rock Progressivo, Pop Rock
Álbuns de estúdio: 15 até o momento
Site oficialhttp://www.genesis-music.com/


Duke (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: Phil Collins (bateria, vocal, percussão, bateria eletrônica), Tony Banks (teclado, vocal, backing vocals, violão 12 cordas), Mike Rutherford (baixo, guitarra, backing vocals), David Hentschel (vocal, backing vocals)

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 4
Blender (0 a 5): 3
Q (0 a 5): 3

Charts:
EUA 11º
Britânico
Austrália 14º
Itália
Alemanha
Nova Zelândia
Noruega
Suécia

Após a saída de Steve Hackett (Peter Gabriel já havia saído há tempos), a banda decide continuar como trio e manter alguns convidados esporádicos. Dessa forma lançaram o álbum que pela primeira vez foi um sucesso em vendas nos EUA, ...And Then Three Were Three...(1978). Após a turnê de divulgação deste álbum, Phil Collins estava enfrentando sérios problemas com a esposa, assim, propõe a seus colegas uma pausa com a banda, caso eles não concordassem, deveriam seguir sem ele - então Tony Banks e Mike Rutherford concordaram e seguiram nesse período fazendo trabalhos solo.

...And Then Three Were Three...

O casamento de Collins de qualquer forma foi arruinado e ele voltou a ativa junto com seus colegas de Genesis. Então, passaram a compor para Duke, o décimo álbum do grupo, que marcou a passagem do rock progressivo da banda, feito na década de 70, para o pop dos anos 80, com direito a bateria eletrônica e tudo o mais.

As faixas 'Behind The Lines', 'Duchess', 'Guide Vocal', 'Turn It On Again', 'Duke's Travels' e 'Duke's End' foram concebidas como uma suíte, ou seja, uma sequência musical onde as faixas contam uma história completa, funcionando como partes de um todo, conceitual portanto. A história trata de um personagem fictício chamado Albert. A banda decidiu separar as faixas no álbum para evitar comparações com trabalhos anteriores.

A crítica aprovou o trabalho do Genesis e o público também. A faixa mais famosa é 'Turn It On Again'. Apesar de mostrar uma clara tendência da banda em direção ao pop, Duke é mais um trabalho rico desta histórica banda. Para mim, o último. O que veio depois tornou-se irrelevante perto da brilhante discografia do grupo.

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Se você nunca ouviu a banda...

Uma das mais conhecidas e mais importantes bandas de rock progressivo de todos os tempos. Teve seu auge na década de 70 quando foi responsável, junto com  outras bandas de renome no rock progressivo, a desenvolver uma série de novidades em termos de conceitos estéticos, usos da tecnologia para o mundo musical e também na confecção dos shows, que se tornaram cada vez mais teatrais e grandiosos. Após o início da década de 80, voltaram-se para o pop e  entraram em uma decadência artística, que culminou com desgaste e o término da banda em 1999.

Sua fase de ouro contou com o espetacular line-up composto por Peter Gabriel, Steve Hackett, Phil Collins, Mike Rutherford, Tony Banks e Anthony Phillips.

Departure - Journey

26 de jan. de 2011 comentários: 2
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1973 até 1987; 1995 até hoje
Site oficialhttp://www.journeymusic.com/
Estilo/Gênero: Rock, Pop/Hard Rock, Pop Rock, Rock Progressivo, Fusion Jazz, AOR
Álbuns de estúdio: 13 até momento


Departure (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco:

Line-up: Neal Schon (guitarra, vocal, backing vocals), Steve Perry (vocal), Gregg Rolie (teclado, gaita, vocal, backing vocals), Steve Smith (bateria, percussão), Ross Valory (baixo, backing vocals)

Produção: Geoff Workman e Kevin Elson

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 3,5
Rolling Stone: favorável

Charts:
EUA
Japão 61º
Canadá 48º

O tecladista e vocalista Gregg Rolie, cansado da vida de turnês, ensaios, gravações; resolve pular fora da banda após a turnê de divulgação desse disco (seria substituído por Jonathan Caine - ex-Babys, saiba mais nos posts relacionados).

Lançado poucos meses após a confusa coletânea In The Beginning (confira posts relacionados), o Journey finalmente encontrou seu prumo. O vocalista recentemente contratado Steve Perry, estava mais a vontade e com mais liberdade criativa para demonstrar todo seu potencial interpretativo. Se empolgou tanto, que chegou ao exagero, executando verdadeiras pirotecnias desnecessárias com a voz, como o caro leitor poderá notar ao ouvir a faixa 'Homemade Love' por exemplo. Mas é importante ressaltar que Perry, apesar dos excessos, era um cantor excepcional, sua voz era acima da média em termos de timbre e extensão. Me admira não vê-lo com mais frequência em listas de melhores cantores do rock. O disco é dele - é o destaque absoluto!

O álbum é aberto com a impactante faixa 'Any Way You Want It' - sucesso imediato, segue com o blues-rock competente de 'Walks Like a Lady' e vai adiante com boas faixas de apelo comercial como 'Someday Soon' e baladas elegantes como 'Good Morning Girl'. As portas do sucesso estavam se abrindo para o Journey e seriam completamente arrombadas com o disco seguinte, Escape. Em Departure, o mel já se fez presente, em Escape o melaço toma conta e a banda se tornaria tão famosa que valeria até uma participação de Perry na gravação de 'We Are The World', ou seja, figuraria no clubinho restrito dos megastars!

Ouviremos Escape em breve aqui no blog, mas antes conheceremos um disco curioso da banda lançado no Japão, que reúne faixas instrumentais compostas para figurarem como trilha sonora de um filme, não perca!

Posts relacionados:

Se você nunca ouviu a banda...


É uma banda que em seu auge, explorou o expediente de criar baladas românticas açucaradas.

Os músicos são competentes e o vocalista tem uma enorme extensão vocal, que utiliza sem economia para gerar um clímax melodramático em muitos dos sucessos do grupo.

Apesar dessas características terem marcado a trajetória do Journey, há que se reconhecer alguns bons experimentalismos de prog e art rock.

Conquest - Uriah Heep

6 de jan. de 2011 comentários: 1
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1969 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Hard Rock, Heavy Metal, Rock Progressivo, AOR
Álbuns de estúdio: 22 até o momento
Site oficial: http://www.uriah-heep.com/newa/index.php

Conquest (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: John Sloman (vocal, piano), Mick Box (guitarra), Ken Hensley (guitarra, teclado, backing vocals), Trevor Bolder (baixo), Chris Slade (bateria)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3,5

Chart:
Britânico: 37º

O auge do Uriah Heep foi na década de 70. Devido a vários problemas de relacionamentos entre os integrantes da banda, o line-up mudou constantemente no final dos anos setenta e início dos oitenta. Por causa de tudo isso, a banda perdeu sua identidade e partiu para diversos conceitos estéticos no decorrer deste período, o que ocasionou uma grande perda de fãs e o declínio da banda na década de 80.

John Sloman
O álbum Conquest, foi o primeiro com o vocalista John Sloman (ex- Trapper, Pulsar e Lone Star) e sem os compositores John Lawton (vocal) e Kerslake Lee (bateria). Os fãs tradicionais foram reticentes, ou seja, o álbum não foi bem recebido por eles, porém novos fãs surgiram e o álbum até vendeu bem - graças a algumas estratégias bem sucedidas de marketing.

Apesar de ter recebido críticas moderadas, os seguidores da banda afirmam que Conquest é o pior disco do Uriah Heep. Bem, uma coisa é certa: é o disco mais comercial, muito do experimentalismo e vanguardismo foram deixados de lado em favor de fórmulas mais manjadas. Diante de tanta polêmica, a gravadora nem quis se arriscar em lançar o álbum na América, com isso, o público americano (inclusive o brasileiro) teve muita dificuldade para o importar, de modo que o sucesso do disco não pode ser medido apropriadamente na época.

Independente de toda essa polêmica, faixas como 'Imagination", 'No Return', 'Carry On', 'Won't Have to Wait Too Long' e a balada 'Feelings' são bem legais! Acho que uma audição nos dias de hoje, livre dos preconceitos existentes na época do lançamento de Conquest, podem nos levar a discordar das avaliações feitas na época. Qual sua opinião? Deixe um comentário!


Pouco depois do lançamento desse disco, a dança das cadeiras continuou e alguns integrantes foram novamente substituídos.


Se você nunca ouviu a banda...
Banda clássica. Hard Rock e Rock Progressivo na maior parte de sua existência. O nome da banda é uma homenagem ao escritor Charles Dickens, especialmente ao livro 'David Copperfield', onde o termo é utilizado. Foi a primeira banda ocidental a tocar na Rússia após sua abertura para o mundo. Já venderam mais de 30 milhões de discos mundo afora e estão na ativa de forma ininterrupta desde 1969, apesar de já ter mudado inúmeras vezes seu line-up.

Adventures in Utopia - Utopia

23 de nov. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1973 até 1986
Estilo/Gênero: Rock/Rock Progressivo, Hard Rock, Soft Rock
Álbuns de estúdio: 12
Site oficial: não tem

Adventures in Utopia (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco:

Line-up: Todd Rundgren, Kasim Sulton, Roger Powell

Cotação:
All Music Guide: 3,5


Chart:
E.U.A. 27º

Diferente do que geralmente acontece, o vocalista do Utopia, Todd Rundgren, tinha uma carreira solo bem sucedida e resolve formar uma banda de rock progressivo. O disco de hoje foi um dos maiores responsáveis para trazer visibilidade para a banda, assim como a MTV (que surgiria no ano de 1981), que divulgou diversos vídeo-clipes do grupo.

O álbum não é perfeito, mas está muito próximo do que poderia ser chamado de um clássico do art pop rock. Faixas como 'Set Me Free', 'You Make Me Crazy', 'The Very Last Time' e 'Second Nature' são destaques indiscutíveis e exemplificam muito bem o que de melhor era feito na época em termos de progressivo, ou seja, totalmente influenciado pela new wave.

Se você nunca ouviu a banda...
No começo, a banda viajava no som com músicas enormes e cheias de efeitos. Com o passar do tempo, "enxugou" bastante seus elementos e aos poucos foi deixando de lado as influências das bandas setentistas e partindo para uma musicalidade mais característica dos anos oitenta, ou seja, mais superficial, porém direta e mais assimilável para o público. 

Utopia foi uma das primeiras bandas a enxergar o potencial da produção de  vídeos para a tv como forma eficiente de exposição de sua música.

In The Beginning - Journey

28 de out. de 2010 comentários
O que é isso?




Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1973 até 1987; 1995 até hoje
Site oficialhttp://www.journeymusic.com/
Estilo/Gênero: Rock, Pop/Hard Rock, Pop Rock, Rock Progressivo, Fusion Jazz, AOR
Álbuns de estúdio: 13 até momento

In The Beginning (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco:

Line-up: Neal Schon (guitarra, violão vocal), Steve Perry (vocal), Gregg Rolie (teclado, vocal), Steve Smith (bateria e percussão), Ross Valory (baixo, vocal), Aynsley Dunbar (bateria, percussão), George Tickner (guitarra)
Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 2
Chart:
EUA: 152º


O Journey, em seus primeiros anos, era uma banda pretensiosa. Ela tentou ir por caminhos que exigiam muito talento como o jazz rock e o art rock, o que não trouxe bons resultados. Entretanto, quando enveredou pelos caminhos do pop e do AOR, obteve maiores êxitos.

A coletânea lançada como um álbum duplo em 1980, foi a primeira da banda, e trás o melhor do repertório do grupo, produzido entre os anos de 1975 a 1977. Nela dá para perceber claramente que o som do conjunto ainda não estava definido, devido a grande variedade de estilos que vão sendo expostos conforme passamos as faixas. Sem dúvida há bons momentos e outros nem tanto, mas os integrantes mostram bastante perícia em seus instrumentos e alguma criatividade.

Com o passar do tempo, o Journey provou que podia produzir hits e teve uma longa carreira exitosa comercialmente, embora nunca conseguisse atingir o status de "banda essencial".

Se você nunca ouviu a banda...
É uma banda que em seu auge, explorou o expediente de criar baladas românticas açucaradas.

Os músicos são competentes e o vocalista tem uma enorme extensão vocal, que utiliza sem economia para gerar um clímax melodramático em muitos dos sucessos do grupo.

Apesar dessas características terem marcado a trajetória do Journey, há que se reconhecer alguns bons experimentalismos de prog e art rock.

Mundo das Coletâneas: In The Beginning - Journey

Just Testing - Wishbone Ash

19 de out. de 2010 comentários: 1
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: britânica
Período de atividades: 1969 até hoje
Site oficialhttp://wishboneash.com/
Estilo/Gênero: Rock/Hard Rock, Rock Progressivo
Álbuns de estúdio: 22 até o momento

Just Testing (1980) - Ouça aqui o disco completo!






Sobre o disco:

Line-up do disco: Martin Turner (vocal, baixo, violão, backing vocals), Andy Powell (guitarra, violão, backing vocals), Laurie Wisefield (violão, guitarra, backing vocals), Steve Upton (bateria e percussão).

Cotação da crítica especializada:
All Music Guide (0 a 5): 2

A veterana banda Wishbone Ash foi super-importante para o desenvolvimento do hard rock e do prog. Na década de 1970, lançou alguns álbuns experimentais que elevaram as técnicas de se tocar estes estilos e ajudaram a consolidar a formação com dois guitarristas no rock pesado.

Martin Turner
Entre 1977 e 1979, a banda lançou dois discos visando resgatar o som original da banda que havia sido perdido devido as inúmeras experiências realizadas nos anos anteriores. Entretanto, devido a baixa vendagem, os caras da gravadora convocaram o líder e fundador Martin Turner para exigir que o próximo material fosse mais comercial. Turner acatou e suas próximas composições foram nesse sentido. O resultado está registrado nesse álbum, que recebeu o nome irônico de "Just Testing" (apenas testando). Claro que a crítica odiou, acusou a banda de se auto-parodiar e de utilizar fórmulas manjadas.

Depois da banda "se vender", Turner, que compôs todas estas músicas, se sentiu muito desconfortável e sua presença na banda ficou insustentável. Após a turnê de divulgação deste disco, que precipitou o lançamento de um álbum ao vivo (que ouviremos em breve aqui no blog), ele saiu do Wishbone Ash, para o choque de seus fãs. Apenas no final da década de 1980, mais precisamente em 1987, ele retornaria a banda para a gravação do álbum instrumental "Noveau Calls".

Ok, podemos dizer que este álbum foi prejudicado artisticamente, porém, nunca é um sacrifício curtir o som do Wishbone Ash, e quem liga se eles estão se repetindo, afinal, é mais do mesmo e o mesmo não é ótimo?

Ouça aqui o disco e deixe sua opinião nos comentários!

Se você nunca ouviu a banda...

Essa é uma banda das antigas, ou seja, faz o bom e velho hard rock da década de 70, hoje conhecido como "classic rock". Mas eles não ficaram parados no tempo; no decorrer de sua trajetória, exploraram também o universo prog e contribuíram para o seu fortalecimento.

Na década de 80, tentaram resgatar sua "identidade perdida" e incorreram em alguns erros artísticos, mas nada que tire o prazer de todo fã de hard rock de curtir o som das famosas twin guitars!

Splendido Hotel - Al Di Meola

14 de out. de 2010 comentários

O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Al Di Meola
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1974 até hoje
Site oficialhttp://www.aldimeola.com/new-site/index.php
Estilo/Gênero: Jazz, Soul, Rock/Jazz Fusion, Gypsy Jazz, Latin Jazz, Funk, R&B, Rock Progressivo
Álbuns (carreira solo): 31 até o momento
Line-up do disco: Al Di Meola (guitarra, violão, mandocello, percussão, teclado, bateria, vocais), Les Paul (guitarra), Anthony Jackson (baixo), Tim Landers (baixo), Chick Corea (piano), Philippe Saisse (teclado, marimba, vocal), Peter Cannarozzi (sintetizador), Jan Hammer (sintetizador Moog), Robbie Gonzales (bateria), Steve Gadd (bateria), Mingo Lewis (percussão), Eddie Colon (percussão), David Campbell (violino), Carol Shive (viola), Dennis Carmzyn (violoncelo), Raymond Kelley (violoncelo), The Columbus Boychoir (backing vocals)

Splendido Hotel (1980) - Ouça aqui o disco completo!




Cotação da crítica especializada:
All Music Guide (0 a 5): 5

Sobre o disco:


Depois de ser severamente criticado por seus primeiros álbuns solo, Al Di Meola resolveu se reciclar e aprofundou o estudo musical para a música latina e o rock, dessa forma, aperfeiçoou suas técnicas de fusion jazz e tornou-se um dos músicos mais influentes desse gênero. É bom que se diga que o senhor Di Meola sempre foi reconhecido como um exímio guitarrista, as críticas incorriam ao fato de ele ser extremamente técnico e virtuoso em detrimento da expressividade e interpretação.

O disco que ouvimos hoje teria tudo para ser considerado uma colcha de retalhos, pois cada faixa trás um ritmo diferente, as vezes vai ao flamenco, outras ao rock progressivo, jazz fuision, baladas, etc. Porém, a desenvoltura com que cada faixa é composta e executada, nos faz notar quanta intimidade tem esse grande músico com essa rica diversidade. É um disco pretensioso e arriscado, mas o resultado final é grandemente satisfatório, serve como referência para compositores e guitarristas de fusion e rock progressivo até hoje, um clássico!

Guitarra modelo Les Paul
Ressalto as colaborações no álbum do veterano guitarrista Les Paul (sim, foi ele que inventou aquela guitarra...) e de seu ex-colega da banda Return to Forever, o considerado por muitos o melhor tecladista de todos os tempos, Chick Corea (saiba mais sobre ele nas leituras relacionadas), além de uma prestigiada seleção de músicos de estúdio.

O disco nos remete a uma verdadeira viagem sonora que passa por diversas formas musicais, beira a genialidade - recebeu cotação máxima da crítica. Minha aposta é que sua audição agradará principalmente aos guitarristas e aos fãs de rock progressivo.

Leitura relacionada:



Se você nunca ouviu o cara...


Um virtuose da guitarra, um dos caras mais rápidos do mundo, considerado o quarto melhor guitarrista do planeta pela revista Guitar Player.

De formação acadêmica, é muito mais que um monstro da guitarra: é um grande compositor que consegue transitar com eficiência e arte em vários estilos musicais. Uma das referências para quem gosta de guitarra, rock progressivo e fusion jazz.
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