Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Disco do dia: Diana - Diana Ross

11 de abr. de 2011 comentários: 2
O que é isso?



Ficha corrida da moça:
Nome completo: Diana Ernestine Earle Ross
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1959 até hoje
Estilo/Gênero: Soul, Pop, Jazz/R&B, Disco
Álbuns de estúdio (carreira solo): 24 até o momento
Site oficialwww.dianaross.com

Diana (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco:

11º da carreira solo


Line-up: Diana Ross (vocal), Alfa Anderson (vocal), Fonzi Thornton (vocal - Chic), Luci martin (vocal), Michelle Cobbs (vocal), Bernard Edwards (baixo - Chic), Nile Rodgers (guitarra - Chic), Tony Thompson (bateria - Chic), Andy Schwartz (teclado), Raymond Jones (teclado), Eddie Daniels (saxofone), Meco Monardo (trombone), Bob Milliken (trompete), The Chic Strings (Valerie Haywood, Cheryl Hong, Karen Milne)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Charts:
EUA 2º, R&B 1º (platina)
Britânico: 12º

Opinião do blog:
8 - Muito bom

Saiba mais: 


Posts relacionados:

Disco do dia: 21 at 33 - Elton John

4 de abr. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Reginald Kenneth Dwight
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1964 até hoje
Estilo/Gênero: Rock, Pop/Glam Rock, Soft Rock, R&B, Pop Rock
Álbuns de estúdio: 30 até o momento
Site oficialhttp://web.eltonjohn.com/index.jsp

21 at 33 (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco:

14º da carreira

Line-up: Elton John (vocal, piano, piano elétrico, backing vocals), Curt Becher (vocal), Byron Berline (violino), Richie Cannata (sax alto), Lenny Castro (percussão), Bill Champlin (backing vocals), Joe Chemay (vocal), Victor Feldman (percussão), Chuck Findley (trompete, trombone), Clive Franks (percussão),  Glen Frey (percussão - ex-Eagles), Venette Gloud (backing vocals), Max Gronenthal (backing vocals), Larry Hall (trompete, flugelhorn), Don Henley (backing vocals - ex-Eagles), Jerry Hey (trompete, flugelhorn), Jim Horn (piccolo, sax alto, sax tenor), James Newton Haward (piano, teclado), Jon Joyce (vocal), Steve Lukather (guitarra - Toto), Reggie McBride (baixo), Dee Murray (baixo, backing vocals), Peter Noone (backing vocals - Herman's Hermits), Nigel Olsson (bateria - Uriah Heep), Gary Osbourne (backing vocals), David Paich (órgão - Toto), Bill Reichenbach Jr. (trombone), Timothy B. Schmit (backing vocals - ex-Eagles), Stephane Spruill (backing vocals), Alvin Taylor (bateria), Toni Tennille (vocal - Capitain & Tennille), Carmen Twilli (backing vocals), Larry Williams (sax tenor), Steve Wrather (guitarra), Richie Zito (violão, guitarra).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Charts:
Britânico: 12º
Austrália: 7º
Canadá: 10º (ouro)
França: 10º
Alemanha: 21º
Nova Zelândia: 3º
Noruega: 6º
Suécia: 16º
EUA 13º (ouro)

Opinião do blog:
7 - Bom

Saiba mais:


Post relacionados:

Disco do dia: Cameosis - Cameo

24 de fev. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1974 até hoje
Estilo/Gênero: Soul/R&B, Funk, Disco, Post-Disco, Hip-Hop
Álbuns de estúdio: 17 até o momento
Site oficialhttp://www.hiphopera.biz/ (Charlie Singleton)

Cameosis (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:


Line-up: Larry Blackmon (percussão, bateria, vocal, backing vocals, trompete), Jeryl Bright (trombone, backing vocals), Thomas "TC" Campbell (teclado, piano, efeitos), Wayne Cooper (vocal, backing vocals), Tomi Jenkins (vocal, backing vocals), Gregory Johnson (teclado, vocal), Arnett Leftenant (sax tenor, backing vocals), Nathan Leftenant (trompete, backing vocals), Anthony Lockett (guitarra, backing vocals), Aaron Mills (baixo, backing vocals), Arthur Young (trompete).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4

Charts:
EUA: 25º Black

Os reis do Funk e da Soul Music do início dos anos 80 foi o pessoal do Cameo, e Cameosis liderou todas as paradas de Black Music de 1980.

Formado por um numeroso grupo de músicos, quase todos oriundos da Juilliard School of Music, o Cameo trás com Cameosis um trabalho pop, dançante e de grande apuro técnico. Linhas de baixo impressionantes, efeitos de sintetizadores, naipe de metais ao fundo e vários vocalistas competentes; é tudo isso que o caro ouvinte encontrará neste álbum.

O maior sucesso do disco é 'Shake Your Pants' - letra sem vergonha, mas uma faixa muito dançante. Eu prefiro faixas mais cadenciadas como 'Were Goin' Out Tonight' que trazem um trabalho vocal mais elaborado, embora ache exagerados os vários falsetes. Vale destacar também a balada 'I Care For You'

Se você gosta de funk, esse é o considerado melhor álbum do ano.

Se você nunca ouviu a banda...
Grupo na linha do Earth, Wind & Fire e Kool & The Gang, mas com uma "roupagem" mais adequada à década de 80. Além dos metais, sopros e baixo - típicos do funk e soul, conta com grande utilização de teclado e efeitos.

Os vocalistas têm grande técnica, o que proporciona interessantes arranjos vocais. Os solistas mais agudos, abusam nos falsetes.

Alguns membros do Cameo foram incorporados ao grupo de Hip Hop OutKast.

Várias de suas composições viraram hits e fizeram boa figura nos charts de Black Music dos Estados Unidos.

Disco do dia: Sacred Songs - Daryl Hall

17 de fev. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Daryl Franklin Hohl
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1967 até hoje
Estilo/Gênero: Pop, Rock, Soul/R&B, Blue-Eyed Soul
Álbuns de estúdio (carreira solo): 5 até o momento
Site oficialhttp://www.hallandoates.com/

Sacred Songs (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco:


Line-up: Daryl Hall (vocal, teclado, mandar), Robert Fripp (guitarra, efeitos), Roger Pope (bateria), Kenny Passarelli (baixo), Caleb Quaye (guitarra), Charles DeChant (saxofone, backing vocals), David Kent (backing vocals), Brian Eno (teclado), Phil Collins (bateria), Tony Levin (baixo), Jerry Marotta (bateria), Sid McGinnes (guitarra pedal steel)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4,5


Chart:
EUA - 58º


Daryl Hall é muito mais conhecido por seu trabalho pop na banda Hall & Oates, mas também investiu em uma carreira solo mais artística, a qual foi iniciada por este disco que apresento hoje, Sacred Songs. O álbum foi uma parceria entre Hall e o guitarrista Robert Fripp (King Crimson) e apesar de ter sido lançado em 1980, havia sido gravado em 1977. A gravadora segurou o álbum pelo motivo de sempre - por não julgá-lo comercial - e não é mesmo, mas apesar disso, talvez impulsionado pelo sucesso de Hall & Oats, teve boa vendagem.

A crítica celebrou este álbum e passou a considerar Hall como um dos melhores artistas de Blues-Eyes Soul de sua geração. O disco conta com as participações do próprio Fripp e de Tony Levin, da festejada banda de Rock Progressivo King Crimson; Phil Collins (Genesis) e do artista do minimalismo Brian Eno. A mistura inusitada resultou em faixas também inusitadas, nenhum hit foi produzido por esse trabalho. As letras exploram o misticismo e o exoterismo, artigos do interesse de Hall.

A experiência de ouvir esse disco foi um pouco traumática, as faixas que compoem o lado A trazem os vocais de Hall (que considero bons) sempre em tons altos e estridentes, mantendo um limite de extensão de no máximo uma oitava, quase que independentes da harmonia, como se não se importasse com ela. Algo semelhante ao método utilizado por David Byrne (Talking Heads), que confesso não me agradar. Muito diferente das melodias muito bem encaixadas das músicas de Hall & Oates. Já o lado B, apresenta faixas mais melodiosas e de mais fácil absorção.

Apesar de utilizar elementos do estilo pop, achei Sacred Songs um álbum difícil de ouvir e de gostar. Convido o leitor a conhecer e deixar sua opinião sobre ele. Diga-nos como foi sua experiência de ouví-lo!

Posts relacionados...


Se você nunca ouviu o cara...
Apesar de não possuir grande técnica vocal, tem um bom timbre e grande extensão. Sua voz atinge notas altas, dignas de um tenor.

Mais conhecido por fazer parte da dupla pop Hall & Oats, Daryl Hall tem um trabalho solo respeitado artisticamente que contou com a parceria do renomado músico e produtor Robert Fripp.

Enquanto as músicas de Hall & Oates são perfeitas para cair no gosto popular através das fms, o Daryl Hall solo é mais difícil e segmentado. 

Obteve muito sucesso em sua carreira, principalmente na década de 80, o que lhe valeu a participação no célebre encontro para a gravação do hit 'We Are The World'

Let's Get Serious - Jermaine Jackson

24 de jan. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Jermaine La Jaune Jackson
Nacionalidade:  estadunidense
Carreira: 1964 até hoje
Estilo/Gênero: Soul/R&B, Disco, Dance
Álbuns de estúdio: 13 até o momento
Site oficialhttp://jermainejacksonentertainment.com/

Let's Get Serious (1980) - Jermaine Jackson


Sobre o disco:

Line-up: Jermaine Jackson (vocal, teclado, percussão, baixo), Stevie Wonder (bateria, teclado, guitarra), Dennis Davis (bateria), Ed Greene (bateria), Ollie E. Brown (bateria), Emil Radocchia (percussão), Gary Coleman (percussão), Gene Estes (percussão), Paul Jackson (percussão, guitarra), Earl DeRouen (percussão), Nathan Watts (baixo), Eddie Watkins (baixo), Scott Edwards (baixo), Gary Scott (baixo eletrônico), Greg Phillinganes (teclado), Joe Sample (teclado), Kevin Bassinson (teclado), Isaiah Sanders (clavineta), Ben Bridges (guitarra), Rick Zunigar (guitarra), Tim May (guitarra), Larry Gittens (trumpete)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4,5

Charts:
EUA , R&B
Britânico: 22º

Com a co-produção e participação nos instrumentos de Stevie Wonder, Let's Get Serious foi o sexto álbum e o mais bem sucedido da carreira solo do irmão mais velho de Michael Jackson. E isso não é pouca coisa, pois Jermaine já havia feito muito sucesso com outros singles e ganhado alguns discos de ouro por venda de álbuns de sua carreira solo, sem contar o grande êxito alcançado quando fazia parte dos Jackson 5. Esse disco também lhe rendeu a indicação ao Grammy de melhor cantor de R&B do ano de 1981 (perderia para George Benson), um ótimo posicionamento nos charts e a aclamação da crítica.

Um disco dançante e com ótimas interpretações de Jermaine - inspirado. Um prato cheio para os fãs do estilo.

Posts Relacionados:


Se você nunca ouviu o cara...
Apesar de ser mais conhecido pelo público de hoje como "o irmão mais velho de Michael Jackson", Jermaine é um excelente cantor de R&B (tão bom quanto seu irmão, diga-se) e teve uma brilhante carreira que foi dos anos 60 até quase os 90.

Após ter abandonado a religião paterna, Testemunhas de Jeová, virou muçulmano e ativista pela paz no Iraque.

Mad Love - Linda Ronstadt

11 de jan. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da moça:
Nome completo: Linda Maria Ronstadt
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1967 até hoje
Estilo/Gênero: Rock, Folk, Country, Jazz, Pop/Country Rock, R&B, Cajun Rock, Big Band, Art Rock, New Wave, Post-Punk
Álbuns de estúdio: 27 até o momento
Site oficial: não tem

Mad Love (1980) - Ouça aqui o álbum completo!


Sobre o disco:


Line up: Linda Ronstadt (vocal, backing vocals), Dan Dugmore (guitarra), Waddy Wachtel (guitarra, backing vocals), Mark Goldenberg (guitarra, backing vocals), Bob Glaub (baixo), Russell Kunkel (bateria), Bill Payne (teclado), Danny Kortchmar (guitarra), Peter Bernstein (violão), Peter Asher (percussão), Steve Forman (percussão), Michael Boddicker (sintetizador), Rosemary Butler (backing vocals), Kenny Edwards (backing vocals), Andrew Gold (backing vocals), Nicolette Larson (backing vocals)

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 3
Robert Christgau: B-

Chart:
EUA
Canadá 11º

Artista extremamente versátil, Linda até este momento da carreira já tinha se aventurado em diversos estilos musicais e se destacado em todos. Dona de uma ótima voz e interpretações acima da média, ela já era um grande sucesso nos Estados Unidos e tida por muitos críticos como uma das mais importantes artistas do país. Sua popularidade era enorme e ficou ainda maior com o lançamento de Mad Love.

O disco de hoje foi o ápice de sua investida no rock New Wave e Post-Punk que havia começado nos dois discos anteriores. Linda é tão competente que lançou sua fase rockeira logo após atingir grande êxito em outros gêneros musicais, como o Country e o Folk, e mostrou tanta intimidade com os estilos mais pesados que ao ouvir Mad Love, chegamos a conclusão que ela nascera para isso. Tanto é que, por esse período de sua carreira, foi alçada ao status de "rainha do rock". Pat Benatar, surpresa ao ter vencido Linda no Grammy de 1981 como melhor cantora de rock, afirmou ser um absurdo alguma cantora viva desse gênero poder ser considerada melhor que Linda Ronstadt.

O disco conta com composições de grandes nomes como Elvis Costello, como 'Party Girl', 'Girls Tank' e 'Talking In The Dark', e Neil Young, como 'Look Out For My Love'. As faixas 'Mad Love e 'I Can't Let Go' (minha favorita) viraram super hits e até hoje tocam nas rádios.

Depois de concluir este trabalho, Linda deu vazão mais uma vez à sua versatilidade: seguiu para a Broadway e novamente mudou de estilo com sucesso, mas isso são outras histórias que conheceremos mais adiante.

Indicado ao Grammy e vencedor de discos de platina, Mad Love até hoje encontra-se dentro dos catálogos. Uma obra atemporal e referência de New Wave e Post-Punk - um clássico!

Posts relacionados:



Se você nunca ouviu a moça...

Vencedora de 10 Grammys e diversos outros prêmios importantes, campeã de vendas de discos, é uma das cantoras mais versáteis e bem sucedidas comercialmente dos Estados Unidos.

Além de cantora, é produtora e já colaborou com um grande número de artistas de diversos estilos como Billy Eckestine, Frank Zappa, Phillip Glass, Rosemary Clooney, Gram Parsons, etc.

É conhecida como ativista política engajada em causas humanitárias e incentivadora da arte. Uma musa e uma lenda viva da música.

Warm Thoughts - Smokey Robinson

23 de dez. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: William Robinson Jr.
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1955 até 1972 com os Miracles; 1972 até hoje - carreira solo
Estilo/Gênero: Soul, R&B
Álbuns de estúdio: 23 até o momento
Site oficialhttp://www.smokeyrobinson.com/

Warm Thoughts (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Charts:
E.U.A. 14º - R&B:

Acabada a febre da disco music, Smokey Robinson pode retornar ao seu estilo característico de baladas R&B. Respaldado pelo enorme sucesso de seu disco anterior que fez o mega-hit Cruisin (ouça essa faixa nos programas da rádio Polaina com as músicas nº1 da Billboard e Cashbox!), o que o artista da Motown lançasse, seria campeão de venda.

'Warm Thoughts' vendeu como água e tornou Robinson ainda maior do que já era. As faixas são suaves e contam com a bela voz do artista quase sempre em caráter intimista e comedido. Os arranjos são muito competentes e dão um brilho às músicas e um balanço sem excessos.

O álbum é homogênio mantendo assim o mesmo clima do início ao fim de sua audição, entretanto cabe destacar a faixa Melody Man, que foi co-produzida por Stevie Wonder, outro grande nome da Motown.

Não se engane com a capa ridícula e ecologicamente incorreta do álbum, trata-se de um bom trabalho e uma boa pedida para relaxar ou deixar como som ambiente.


Se você nunca ouviu o cara...
Cantor de primeira linha, Smokey começou como integrante do grupo vocal The Miracles ainda nos anos 50. Além de ter tido a sorte de nascer com uma bela e potente voz de tenor, ainda a aperfeiçou com muita técnica.

Um dos grandes ícones da gravdora Motown, foi influência para um grande número de cantores. Seu estilo típico são as baladas soul e R&B, embora atue com competência em outros gêneros.

Como quase todos os artistas de R&B estadunidenses da época, passou pela década de 70 gravando disco music, mas seus trabalhos mais relevantes de R&B são clássicos do gênero.

Posts relacionados:

Sit Down and Talk to Me - Lou Rawls

1 de dez. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Louis Allen Rawls
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1955 até 2006
Estilo/Gênero: Soul, R&B, Blues, Jazz
Álbuns de estúdio: 55
Site oficialhttp://www.lourawls.com/

Sit Down and Talk to Me (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Charts:
E.U.A. 19º (R&B), 81º (Pop)

Na época em que lançou esse álbum, Low Rawls era um grande nome do R&B que havia aproveitado a onda disco dos anos 70 para adquirir sucesso internacional e lançar alguns trabalhos com boa aceitação popular. Só que no final da década, a disco music havia sofrido um grande baque com os movimentos liderados principalmente pelos rockeiros, que colaboraram para a quase total extinção da moda das discotecas.

Sempre atento ao gosto popular, o experiente Low Rawls resolve retornar ao R&B e lança Sit Down And Talk To me, um disco que explora o belo timbre do cantor em melodias simples, quase grudentas, uma espécie de aposta na "fórmula do sucesso". 

A proposta quase dá certo, o disco teve uma boa recepção entre os fãs do estilo, mas passa meio desapercebido do público em geral. Nenhuma das faixas se destaca do todo tornando o álbum regular. Longe de ser uma má experiência auditiva, apenas indiferente.


Se você nunca ouviu o cara...
Um excelente cantor do tipo "vozeirão". Intérprete de grandes sucessos românticos, disco, R&B e até de jazz.


Apesar de ter grande talento para enveredar por caminhos musicais mais "sérios", resolve dedicar a maior parte de sua carreira para a música popular das fms.


Crooner gabaritado, Rawls era sempre uma excelente escolha para bailes da alta sociedade, onde esbanjava categoria e elegância.

Love Stinks - The J. Geils Band

22 de nov. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1967 até 1985
Estilo/Gênero: Rock/Blues-Rock, R&B, New Wave
Álbuns de estúdio: 14
Site oficial: não tem

Love Stinks (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: Stephen Bladd (vocal, bateria), J. Geils (guitarra), Seth Justman (vocal, teclado), Danny Klein (baixo), Magik Dick (gaita, trumpete, sax-alto), Peter Wolf (vocal).

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 3,5
Robert Christgau: C+

Chart:
E.U.A.: 18º


No final da década de 70, a J. Geils Band, que tocava um blues-rock legal mas sem conseguir muito sucesso, resolve incorporar teclados, sintetizadores e alguns elementos da new wave para tentar se inserir no mundo musical dos anos que viriam.

A aposta só daria certo ao ponto de levar a banda a altas posições nas fms, com o disco seguinte, mas Love Stinks já sinalizava que eles chegariam lá. O álbum, apesar de nos dias de hoje soar um pouco datado, trás como principal característica a diversão. A faixa 'Come Back' é bem criativa e trás ideias inovadoras para a época, a faixa título 'Love Stinks' (algo como 'O amor fede') conseguiu boa aceitação junto ao público e até recentemente, foi aproveitada como trilha sonora de algum dos (tolos) filmes de Adam Sandler. Outro destaque é a sem-noção 'No Anchovies, Please' que é uma história hilariante narrada na forma de fala mesmo, que depois do impacto inicial causado pela surpresa de sua forma, nos faz rir com sua "moral da história". 'Night Time' é uma faixa intrigante pois anuncia a música típica das "raves", que só surgiriam muitos anos depois e a debochada e funkeada faixa que encerra o disco 'Till The Walls Come Tumblin' Down'. Vale ouvir pela bagunça.

Se você nunca ouviu a banda...
Eles surgiram no final da década de 60 e começaram fazendo blues-rock como outras bandas dessa época como Led Zeppelin e Deep Purple. Em seu início, a banda chamava-se The J. Geils Blues Band, mas acabou obscurecida por bandas como as citadas acima.

No final da década de 70, resolvem dar uma guinada na carreira, investindo na estética new wave, aí sim conseguiram ser notados pelo grande público. Porém, uma coisa que nunca mudou foi sua irreverência e ousadia nas letras, com mensagens malucas, hippies e provocadoras.

Emotional Rescue - Rolling Stones

9 de nov. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1962 até hoje
Site oficialhttp://www.rollingstones.com/
Estilo/Gênero: Rock, Blues, Pop/Blues-Rock, R&B
Álbuns de estúdio: 29 até o momento

Emotional Rescue (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco:

Line-up: Mick Jagger (vocal, backing vocals, guitarra, teclado, piano), Keith Richards (guitarra, violão, baixo, piano, backing vocals), Charlie Watts (bateria), Ronnie Wood (guitarra, violão, pedal steel, slide, baixo, backing vocals), Bill Wyman (baixo, sintetizador), Sugar Blue (gaita de boca), Nicky Hopkins (piano, xilofone), Bobby Keys (saxofone), Max Romeo (backing vocals), Michael Shrieve (percussão), Ian Stewart (piano, teclado, percussão).

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 3
Blender (0 a 5): 4
Robert Christigau: B+

Charts:
Grã-Bretanha:
EUA: (categoria Pop)

Ainda recolhendo os louros do sucesso do disco anterior Some Girls (1978), os Stones "deitaram nas cordas" e para gravar este disco, resolveram aproveitar "sobras" dos discos anteriores, ou seja, ideias surgidas há tempos, mas que não foram aproveitadas. Outra razão para essa reciclagem foi o fato do guitarrista Keith Richards estar seriamente envolvido com drogas e com a polícia.

Some Girls
Lendo as linhas anteriores, é possível que sua conclusão possa ser a de que esse disco é um trabalho oportunista - grande engano! Jagger e cia abusaram na criatividade para dar vida nova às faixas apresentadas nesse disco, que contou com músicas próprias da banda e a releitura de She's So Cold do Chuck Berry. Os arranjos são muito criativos e as faixas fazem fusões com diversos gêneros musicais. Sempre cortando os excessos, o material ficou na medida e teve a colaboração de todo o line-up nas composições. Sem dúvida um "quase-clássico" que modernizou o som dos eternos Rolling Stones, além de levá-los novamente ao topo das paradas.

Se você nunca ouviu a banda...

Histórica! Uma das melhores de todos os tempos, graças a eles e a mais uma meia dúzia de bandas que o rock evoluiu para o que é hoje.

Rock tradicional, o irmão pesado dos Beatles. Aberta às diversas influências e influenciou praticamente todo mundo. Banda obrigatória.

Splendido Hotel - Al Di Meola

14 de out. de 2010 comentários

O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Al Di Meola
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1974 até hoje
Site oficialhttp://www.aldimeola.com/new-site/index.php
Estilo/Gênero: Jazz, Soul, Rock/Jazz Fusion, Gypsy Jazz, Latin Jazz, Funk, R&B, Rock Progressivo
Álbuns (carreira solo): 31 até o momento
Line-up do disco: Al Di Meola (guitarra, violão, mandocello, percussão, teclado, bateria, vocais), Les Paul (guitarra), Anthony Jackson (baixo), Tim Landers (baixo), Chick Corea (piano), Philippe Saisse (teclado, marimba, vocal), Peter Cannarozzi (sintetizador), Jan Hammer (sintetizador Moog), Robbie Gonzales (bateria), Steve Gadd (bateria), Mingo Lewis (percussão), Eddie Colon (percussão), David Campbell (violino), Carol Shive (viola), Dennis Carmzyn (violoncelo), Raymond Kelley (violoncelo), The Columbus Boychoir (backing vocals)

Splendido Hotel (1980) - Ouça aqui o disco completo!




Cotação da crítica especializada:
All Music Guide (0 a 5): 5

Sobre o disco:


Depois de ser severamente criticado por seus primeiros álbuns solo, Al Di Meola resolveu se reciclar e aprofundou o estudo musical para a música latina e o rock, dessa forma, aperfeiçoou suas técnicas de fusion jazz e tornou-se um dos músicos mais influentes desse gênero. É bom que se diga que o senhor Di Meola sempre foi reconhecido como um exímio guitarrista, as críticas incorriam ao fato de ele ser extremamente técnico e virtuoso em detrimento da expressividade e interpretação.

O disco que ouvimos hoje teria tudo para ser considerado uma colcha de retalhos, pois cada faixa trás um ritmo diferente, as vezes vai ao flamenco, outras ao rock progressivo, jazz fuision, baladas, etc. Porém, a desenvoltura com que cada faixa é composta e executada, nos faz notar quanta intimidade tem esse grande músico com essa rica diversidade. É um disco pretensioso e arriscado, mas o resultado final é grandemente satisfatório, serve como referência para compositores e guitarristas de fusion e rock progressivo até hoje, um clássico!

Guitarra modelo Les Paul
Ressalto as colaborações no álbum do veterano guitarrista Les Paul (sim, foi ele que inventou aquela guitarra...) e de seu ex-colega da banda Return to Forever, o considerado por muitos o melhor tecladista de todos os tempos, Chick Corea (saiba mais sobre ele nas leituras relacionadas), além de uma prestigiada seleção de músicos de estúdio.

O disco nos remete a uma verdadeira viagem sonora que passa por diversas formas musicais, beira a genialidade - recebeu cotação máxima da crítica. Minha aposta é que sua audição agradará principalmente aos guitarristas e aos fãs de rock progressivo.

Leitura relacionada:



Se você nunca ouviu o cara...


Um virtuose da guitarra, um dos caras mais rápidos do mundo, considerado o quarto melhor guitarrista do planeta pela revista Guitar Player.

De formação acadêmica, é muito mais que um monstro da guitarra: é um grande compositor que consegue transitar com eficiência e arte em vários estilos musicais. Uma das referências para quem gosta de guitarra, rock progressivo e fusion jazz.

After Midnight - The Manhattans

30 de set. de 2010 comentários: 3
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1962 até hoje
Site oficialhttp://www.themanhattans.net/
Estilo/Gênero: Soul/R&B
Álbuns de estúdio: 19 até o momento
Line-up do disco: Edward "Sonny" Bivins, Winfred Lovett "Blue", George Smith "Smithy", Kenny "Wally" Kelley e Richard Taylor "Ricky"

After Midnight (1980) - Ouça aqui o disco inteiro!



 Grammy Award Winner

Sobre o disco:

Nessa época, início da década de 1980, o Manhattans já era um grupo consolidado no mundo todo pela qualidade de seu R&B recheado de doo-wop em seus arranjos vocais. Depois de enfrentar uma turbulência no que diz respeito ao convívio entre seus integrantes e a morte de seu líder, alguns saíram, outros entraram, e este álbum é considerado o melhor trabalho da segunda geração do grupo.

No decorrer dos anos, foram aperfeiçoando sua maneira de compor, principalmente nas baladas românticas e atingiram o ápice de sofisticação com After Midnight. O disco foi um sucesso e rendeu ao grupo inúmeros prêmios como o Grammy de melhor grupo vocal de R&B (veja leitura relacionada abaixo). Faixas como Shining Star (esta já tocou na rádio Polaina, no programa 3 - Especial Grammy 1981, para ouvir, clique aqui) e Girl of My Dream são verdadeiras obras-primas do estilo.

No geral, o disco é relaxante e romântico, além de oferecer uma boa experiência sonora para ouvidos mais exigentes.

Cotação da crítica especializada:

All Music Guide (0 a 5): 4,5

Leitura relacionada:


Se você nunca ouviu o grupo...


Formação típica de quinteto vocal estadunidense de influência afro-americana. Altíssima qualidade vocal. O líder canta em falsete, enqunto temos mais um tenor, dois barítonos e um baixo incrível e incomum.
Os Manhattans emplacaram um grande número de sucessos no decorrer de sua longa carreira que se tornaram standarts do R&B.
A partir de sua segunda formação que ocorreu em meados da década de 70, priorizaram as composições mais românticas.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...