Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Debut - A Divina Increnca

28 de ago de 2010 comentários






O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: brasileira
Período de atividades: 1979 a 1980 (mais alguns encontros esporádicos)
Estilo/Gênero: MPB/Instrumental Brasileiro
Álbuns de estúdio: 0 (esse é ao vivo e é o único do grupo)
Line-up do disco: Rodolfo Stroeter (baixo, percussão), Felix Wagner (piano,clarinete, vibrafone, percussão, flauta), Azael Rodrigues (bateria, vibrafone, tabla, percussão), Mauro Senise (saxofone alto e soprano) e Klaus Erik Petersen (flauta).

A Divina Increnca (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco:

Antes que peguem no meu pé, quero deixar claro que não escrevi errado o nome da banda, é Divina Increnca mesmo (com i), esse grupo é tão obscuro que nem no dicionário Albin consegui informações sobre ele. O que dá para afirmar com certeza são os integrantes, e ouvindo o disco se conclui o resto.

Gravado ao vivo na Funarte (sala Guiomar Novaes) em São Paulo, esse disco é uma verdadeira maravilha instrumental. Os músicos são fenomenais - extremamente técnicos - utilizam elementos do folclore brasileiro agregado às dificílimas teoria e execução jazzística.

Sobre os integrantes, posso dizer:
  • Rodolfo Stroeter - exímio baixista e compositor, fez parte dos cultuadíssimos Grupo Um e Pau Brasil; tocou nas bandas de grandes artistas como Milton Nascimento, Chico Buarque, Gilberto Gil, Carlinhos Brown e etc. e foi o compositor da ópera comemorativa aos 500 anos de descobrimento da América (em 1992).
  • Félix Wagner - pianista alemão radicado no Brasil, também fez parte do Grupo Um além da Sabor de Veneno.
  • Azael Rodrigues - referência para os bateristas brasileiros, tocou no Pau Brasil e com Cézar Camargo Mariano.
Se você nunca ouviu a banda...

Dificilmente ouvidos iniciantes irão conseguir apreciar na primeira ouvida, se isso acontecer com você, não se preocupe, é normal. Dê uma chance para o disco! Procure ouví-lo em algum momento de completa tranquilidade, ou seja, sem distrações. É importante também dedicar atenção exclusiva ao som: procure observar as nuances, nada de ouvir enquanto conversa ou lê alguma coisa.

Minha sugestão é que o disco seja ouvido inteiro pelo menos três vezes e, em cada uma delas, dedique-se a apenas um instrumento - a primeira vez ao piano, a segunda à bateria e a terceira ao baixo (que exigirá um ouvido mais apurado).

Acredito que exista 2 maneiras para se apreciar música: com o coração e com a mente, as duas são válidas e importantes, mas para esse disco, é necessário ouvir primeiro com a mente para que depois seja possível ouvir também com o coração. Para entender melhor essa teoria, leia o artigo linkado abaixo que escrevi há um tempo atrás em meu outro blog; dedique uma atenção também aos comentários, pois vários músicos e apreciadores de música debateram comigo o assunto.
Consegui achar esse vídeo da Divina Increnca com a participação especial do saxofonista e maestro Roberto Sion, confira!

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