Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Remorse Code - Desperate Bicycles

27 de dez de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1977 até 1981
Estilo/Gênero: Rock/Punk
Álbuns de estúdio: 1
Site oficial: não tem

Remorse Code (1980) - Ouça aqui o disco completo


Sobre o disco:

Line-up: Nicky Stephens (teclado), Roger Stephens (baixo), Marky Wigley Danny (vocal), Mel Oxer (bateria), Paul Leclerc (guitarra).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4

Chart:
Britânico (Indie Rock): 10º

Único disco "profissional" da banda que optou por permanecer no amadorismo durante sua breve vida. O som é intuitivo e sem "frescuras", entretanto, ao contrário do que o rótulo "punk" pode sugerir, as músicas não são pesadas nem distorcidas, provavelmente devido à falta de recursos (em todos os sentidos) dos Bicycles.

As músicas têm atitude e vigor. Contam com boas ideias e algumas experimentações, principalmente com o uso de um precário teclado. O baixo brilha mais que a guitarra quase que em todas as músicas, o canto é até comportado se comparado ao de outras bandas punks.

Um disco raro e interessante - seminal. Os Desperate Bicycles influenciaram muito a garotada interessada em fazer música, pois nunca usaram desculpas como pouco dinheiro, falta de instrumentos de qualidade ou de gravadoras interessadas; meteram as caras e conseguiram fazer o que realmente importa: sua música!

Se você nunca ouviu a banda...
Influenciaram muito mais por sua atitude do que por sua música, mas ainda assim influenciaram muito!

Insistiam até conseguirem apresentações; gravavam demos com instrumentos emprestados; se não houvesse instrumentos, improvisavam (uma vez chegaram a usar uma bateria feita de papelão), nos estúdios que davam chance de gravar, usavam os instrumentos e recursos disponíveis no local; ou seja, davam as caras à tapa sem medo e o resultado foi um grande reconhecimento no cenário independente britânico, uma boa visibilidade entre a molecada. Serviram para abrir espaço para muita gente que sabia que para fazer música, o fundamental era tomar atitudes sem medo, nem que fosse necessário fazer tudo você mesmo, o que é o espírito do punk.

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