Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Disco do dia: Come Upstairs - Carly Simon

23 de mai. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da moça:
Nome completo: Carly Elisabeth Simon
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1964 até hoje
Estilo/Gênero: Pop/Soft Rock, AOR
Álbuns de estúdio: 24 até o momento
Site oficialhttp://www.carlysimon.com/

Come Upstairs (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco:

da carreira

Line-up: Carly Simon (vocal, violão, piano), James Taylor (violão, vocal), Warren Bernhardt (teclado), Don Grolnick (teclado), Billy Mernit (piano), Larry Fast (teclado - Synergy, Yes), Steve Gadd (bateria), Jerry Grossman (violoncelo), Pete Hewlett (violão, backing vocals), Ken Landrum (teclado), Tony Levin (baixo - King Crimson), Mike Mainieri (teclado, guitarra, backing vocals), Rick Marotta (bateria), Christopher Martin (vocal), Sid McGinnis (guitarra, backing vocals), Ed Walsh (teclado), Backing Vocals - Alex Taylor, Maria Aguiar, Gail Boggs, Laraine Newman, Hugh Taylor, Christine Martin e Sarah Taylor.

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Charts:
EUA: 36 (Pop)

Opinião do blog:
7 - bom

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Disco do dia: Quicksand Shoes - Streetheart

21 de abr. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: canadense
Carreira: 1977 até 1983
Estilo/Gênero: Rock, Pop/AOR, Pop Rock
Álbuns de estúdio: 8
Site oficialhttp://www.kennyshields.com/

Quicksand Shoes (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco:

Line-up: Herb Ego (bateria), Daryl Gutheil (teclado, vocal), John Hanna (guitarra, vocal), Kenny Shields (percussão, vocal), Ken "Spider" Sinaeve (baixo, saxofone)

Opinião do blog:
5 - Interessante

Saiba mais: 

Disco do dia: Marauder - Magnum

17 de mar. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1972 até 1995; 2001 até hoje
Estilo/Gênero: Rock, Pop/Hard Rock, AOR, Rock Progressivo, Glam Metal
Álbuns de estúdio: 15 até o momento
Site oficialhttp://www.magnumonline.co.uk/

Marauder (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: Tony Clarkin (guitarra), Bob Catley (vocal), Wally Lowe (baixo), Kex Gorin (bateria), Richard Bailey (teclado, flauta), Mark Stanway (teclado)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 1 - Leia nota explicativa no final do post

Chart:
Britânico: 36º

Opinião do blog:
4 - Mau, mas com alguns méritos
Saiba mais: 


Sobre as notas:

A crítica deu nota tão baixa ao disco devido a péssima qualidade do audio do lançamento original de 1980. A versão postada no blog, a que eu tive acesso para poder emitir uma opinião, apresenta um audio de ótima qualidade, o que me faz crer que trata-se de um ao vivo fake, regravado em estúdio. Apesar disso, minha avaliação também foi baixa devido às músicas em estilo "farofa" com teclados abomináveis e outras coisas arrepiantes (no mau sentido). Indicado para quem gosta de Bon Jovi, Poison e bandas similares.

Disponível no "Mundo das Coletâneas" - AQUI!

Departure - Journey

26 de jan. de 2011 comentários: 2
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1973 até 1987; 1995 até hoje
Site oficialhttp://www.journeymusic.com/
Estilo/Gênero: Rock, Pop/Hard Rock, Pop Rock, Rock Progressivo, Fusion Jazz, AOR
Álbuns de estúdio: 13 até momento


Departure (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco:

Line-up: Neal Schon (guitarra, vocal, backing vocals), Steve Perry (vocal), Gregg Rolie (teclado, gaita, vocal, backing vocals), Steve Smith (bateria, percussão), Ross Valory (baixo, backing vocals)

Produção: Geoff Workman e Kevin Elson

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 3,5
Rolling Stone: favorável

Charts:
EUA
Japão 61º
Canadá 48º

O tecladista e vocalista Gregg Rolie, cansado da vida de turnês, ensaios, gravações; resolve pular fora da banda após a turnê de divulgação desse disco (seria substituído por Jonathan Caine - ex-Babys, saiba mais nos posts relacionados).

Lançado poucos meses após a confusa coletânea In The Beginning (confira posts relacionados), o Journey finalmente encontrou seu prumo. O vocalista recentemente contratado Steve Perry, estava mais a vontade e com mais liberdade criativa para demonstrar todo seu potencial interpretativo. Se empolgou tanto, que chegou ao exagero, executando verdadeiras pirotecnias desnecessárias com a voz, como o caro leitor poderá notar ao ouvir a faixa 'Homemade Love' por exemplo. Mas é importante ressaltar que Perry, apesar dos excessos, era um cantor excepcional, sua voz era acima da média em termos de timbre e extensão. Me admira não vê-lo com mais frequência em listas de melhores cantores do rock. O disco é dele - é o destaque absoluto!

O álbum é aberto com a impactante faixa 'Any Way You Want It' - sucesso imediato, segue com o blues-rock competente de 'Walks Like a Lady' e vai adiante com boas faixas de apelo comercial como 'Someday Soon' e baladas elegantes como 'Good Morning Girl'. As portas do sucesso estavam se abrindo para o Journey e seriam completamente arrombadas com o disco seguinte, Escape. Em Departure, o mel já se fez presente, em Escape o melaço toma conta e a banda se tornaria tão famosa que valeria até uma participação de Perry na gravação de 'We Are The World', ou seja, figuraria no clubinho restrito dos megastars!

Ouviremos Escape em breve aqui no blog, mas antes conheceremos um disco curioso da banda lançado no Japão, que reúne faixas instrumentais compostas para figurarem como trilha sonora de um filme, não perca!

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Se você nunca ouviu a banda...


É uma banda que em seu auge, explorou o expediente de criar baladas românticas açucaradas.

Os músicos são competentes e o vocalista tem uma enorme extensão vocal, que utiliza sem economia para gerar um clímax melodramático em muitos dos sucessos do grupo.

Apesar dessas características terem marcado a trajetória do Journey, há que se reconhecer alguns bons experimentalismos de prog e art rock.

Don't Fight It - Red Rider

10 de jan. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: canadense
Período de atividades: 1979 até 1989; 2002 até hoje
Estilo/Gênero: Rock, Pop/AOR
Álbuns de estúdio: 8 até o momento
Site oficialhttp://www.tomcochrane.com/

Don't Fight It (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: Tom Cochrane (vocal, guitarra), Ken Greer (guitarra), Jeff Jones (baixo), Peter Boynton (teclado), Rob Baker Bateria.

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Chart:
E.U.A. 146º

Don't Fight it é o disco de estreia desta marcante banda canadense que fez muito sucesso na década de oitenta e alavancou a carreira do carismático vocalista Tom Cochrane. O que muitos não sabem é que o Red Rider foi a segunda banda do baixista Jeff Jones, pois a primeira foi o Rush. Quando saiu foi substituído por Geddy Lee e o resto é história.

O som do Red Rider vai muito na linha do que era popular no Canadá por aqueles tempos. Foi nessa época que surgiram nomes como Bryan Adams por exemplo, mas o Red Rider tinha uma estrutura um pouco mais elaborada que a de Adams, pois misturava a veia folk de Cochrane com um lance mais progressivo do restante da banda, mas não dá para negar, trata-se de um som bem comercial.

Foi uma estreia e tanto para banda, receberam disco de ouro, se posicionaram bem nos charts e emplacou dois singles - a faixa título e 'White Hot', uma homenagem ao poeta Arthur Rimbaud e suas viagens através da África. Destaco por minha conta a bela 'Avenue A', de que gostei muito. O restante do disco apresenta bons momentos e algumas faixas que foram tentativas artificiais de agradar, forçando um pouco a barra.

No final das contas, é um disco agradável que deve cair no gosto dos fãs de AOR, dos Doobie Brothers e dos artistas conterrâneos do Red Rider, como o Bryan Adams. Depois do disco Don't Fight It, o público foi presenteado com As Far As Siam, uma obra bem mais madura, técnica e artística que em breve também ouviremos aqui no blog!

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Se você nunca ouviu a banda...

Banda canadense de rock mais leve, muito querida em seu país de origem, mas que nunca conseguiu uma grande projeção internacional, à excessão de seu vocalista Tom Cochrane que conseguiu uma bem sucedida carreira solo.

Acabou junto com a década de oitenta e algumas de suas músicas ficaram guardadas em um grande número de corações canadenses.

Conquest - Uriah Heep

6 de jan. de 2011 comentários: 1
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1969 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Hard Rock, Heavy Metal, Rock Progressivo, AOR
Álbuns de estúdio: 22 até o momento
Site oficial: http://www.uriah-heep.com/newa/index.php

Conquest (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: John Sloman (vocal, piano), Mick Box (guitarra), Ken Hensley (guitarra, teclado, backing vocals), Trevor Bolder (baixo), Chris Slade (bateria)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3,5

Chart:
Britânico: 37º

O auge do Uriah Heep foi na década de 70. Devido a vários problemas de relacionamentos entre os integrantes da banda, o line-up mudou constantemente no final dos anos setenta e início dos oitenta. Por causa de tudo isso, a banda perdeu sua identidade e partiu para diversos conceitos estéticos no decorrer deste período, o que ocasionou uma grande perda de fãs e o declínio da banda na década de 80.

John Sloman
O álbum Conquest, foi o primeiro com o vocalista John Sloman (ex- Trapper, Pulsar e Lone Star) e sem os compositores John Lawton (vocal) e Kerslake Lee (bateria). Os fãs tradicionais foram reticentes, ou seja, o álbum não foi bem recebido por eles, porém novos fãs surgiram e o álbum até vendeu bem - graças a algumas estratégias bem sucedidas de marketing.

Apesar de ter recebido críticas moderadas, os seguidores da banda afirmam que Conquest é o pior disco do Uriah Heep. Bem, uma coisa é certa: é o disco mais comercial, muito do experimentalismo e vanguardismo foram deixados de lado em favor de fórmulas mais manjadas. Diante de tanta polêmica, a gravadora nem quis se arriscar em lançar o álbum na América, com isso, o público americano (inclusive o brasileiro) teve muita dificuldade para o importar, de modo que o sucesso do disco não pode ser medido apropriadamente na época.

Independente de toda essa polêmica, faixas como 'Imagination", 'No Return', 'Carry On', 'Won't Have to Wait Too Long' e a balada 'Feelings' são bem legais! Acho que uma audição nos dias de hoje, livre dos preconceitos existentes na época do lançamento de Conquest, podem nos levar a discordar das avaliações feitas na época. Qual sua opinião? Deixe um comentário!


Pouco depois do lançamento desse disco, a dança das cadeiras continuou e alguns integrantes foram novamente substituídos.


Se você nunca ouviu a banda...
Banda clássica. Hard Rock e Rock Progressivo na maior parte de sua existência. O nome da banda é uma homenagem ao escritor Charles Dickens, especialmente ao livro 'David Copperfield', onde o termo é utilizado. Foi a primeira banda ocidental a tocar na Rússia após sua abertura para o mundo. Já venderam mais de 30 milhões de discos mundo afora e estão na ativa de forma ininterrupta desde 1969, apesar de já ter mudado inúmeras vezes seu line-up.

Debut - Bryan Adams

4 de jan. de 2011 comentários: 3
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Bryan Guy Adams
Nacionalidade: canadense
Período de atividades: 1977 até hoje
Estilo/Gênero: Rock, Pop/AOR
Álbuns de estúdio: 10 até o momento
Site oficialhttp://bryanadams.com/

Debut (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 2,5
The Daily Vault: A


Chart:
Canadá: 69º


O filho de diplomatas canadenses Bryan Adams, depois de rodar boa parte do mundo em companhia de seus pais, resolve ser músico. Em 1978 assina com uma gravadora e em 1980, consegue lançar seu debut, que conta com composições suas e em parceria com Jim Vallance (ex-Prism) - parceria essa que durou muitos anos.


Logo no primeiro disco já ficou evidente a promissora carreira como artista popular, pois caiu rapidamente nas graças do público, o que lhe rendeu um disco de ouro logo no álbum de estreia. As músicas lançadas como singles foram: 'Hidin' From Love', 'Remember' e 'Give Me Your Love'. Apesar do grande sucesso no Canadá, nos Estados Unidos foi praticamente ignorado. Como sabemos, logo isso iria mudar e Adams se tornaria um sucesso mundial.


O álbum em si, não tem nada de especial, ao contrário, utiliza fórmulas simples de pop music, Adams com um vocal quase infantil e faixas divertidas e descompromissadas. A crítica torceu um pouco o nariz, mas tudo levava a crer que o artista seria um grande sucesso nas rádios pelo mundo.


Se você nunca ouviu o cara...
Cantor de voz rouca e marcante, baixista, guitarrista, compositor e fotógrafo (muito conceituado, diga-se), Adams faz sucesso no mundo inteiro com seus rocks "me-engana-que-eu-gosto", mas principalmente por causa de suas baladas românticas - muitas delas fizeram parte da trilha sonora de filmes populares, o que lhe rendeu uma série de nomeações ao Oscar. Em geral suas músicas caem fácil no gosto popular, principalmente por causa de sua simplicidade e apelo emotivo. Tem uma longeva e sólida carreira.

Against the Wind - Bob Seger & The Silver Bullet Band

22 de dez. de 2010 comentários

O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Robert Clark Seger
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1961 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Hartland Rock, Roots Rock, Blue-Eyed Soul, AOR
Álbuns de estúdio: 16 até o momento
Site oficialhttp://www.bobseger.com/

Against the Wind (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Grammy Award Winner


Sobre o disco:

Line up: Bob Seger (vocal, guitarra, backing vocal), Drew Abbott (guitarra), Alto Reed (trumpete, saxofone), Chris Campbell (baixo), David Teegarden (percussão, bateria), Barry Beckett (piano, teclado), Randy McCormick (órgão, teclado), Peter Carr (guitarra), Jimmy Johnson (guitarra, trumpete), David Hood (baixo), Roger Hawkins (percussão, bateria), Bill Payne (órgão, sintetizador), Dr. John (teclado), Paul Harris (órgão, piano), Doug Riley (sintetizador), Sam Clayton (percussão).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4

Chart:
E.U.A.

Bob Seger já era considerado um "old-timer" do rock já em 1980 e havia muita incerteza se ele poderia encontrar seu espaço nos "novos tempos". Após os lançamentos dos ótimos álbuns 'Night Moves' (1976) e 'Stranger in Town' (1978), a expectativa em cima do novo trabalho de Seger era muito alta, e comercialmente ele atendeu a todas elas. Against the Wind vendeu bem, atingiu o topo do chart estadunidense, levou dois Grammys e desbancou 'The Wall' do Pink Floyd.

Stranger in Town
Night Moves












Só que a crítica não julgou tão bom esse álbum quanto o público. Claro que, se tratando de Bob Seger, mesmo os álbuns razoáveis estão consideravelmente acima da média. Para muitos, Seger finalmente conseguiu atingir as massas, mas a um alto custo: precisou vender sua alma.

Exageros à parte, os pontos altos de 'Against the Wind' são as baladas que nos remetem aos seus discos anteriores como You'll Accomp'ny Me, Against the Wind e Fire Lake; as faixas mais rockeiras carecem de pegada e o resultado final foi um álbum irregular, mas de forte apelo comercial. Para o ouvinte comum, este álbum acertou em cheio, para os mais atentos e conhecedores do trabalho de Seger, trata-se de um trabalho menor deste grande artista.

Se você nunca ouviu o cara...
Bob Seger é um grande compositor estadunidense, influenciado por nomes como Little Richard e Elvis Presley, que está na estrada desde a década de 60. Consegue ser eficiente e muitas vezes brilhante, autor de verdadeiros clássicos do rock embebido de folk, country e R&B.

Dono de uma voz rouca e de muita musicalidade, passou a ser acompanhado a partir da década de 70 da competente Silver Bullet Band, que emoldura com eficiência as obras do artista.

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Union Jacks - The Babys

6 de dez. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: britânica
Período de atividades: 1976 até 1980
Estilo/Gênero: Rock/Hard Rock, AOR, New Wave
Álbuns de estúdio: 5
Site oficialhttp://www.myspace.com/thebabysofficial

Union Jacks (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: John Waite (vocal), Wally Stocker (guitarra), Ricky Phillips (baixo), Jonathan Caine (teclado), Tony Brock (bateria).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 2

Chart:
E.U.A.: 42º


Depois do grande sucesso atingido com o disco anterior Head First (1978), que continha o hit 'Everytime I Think Of You', os Babys brigaram feio. Trocaram alguns integrantes, produtores, estúdios, país... Rumaram para os EUA, contrataram o conhecido produtor Keith Olsen (Pat Benatar, Fleetwood Mac, etc.) e mudaram bastante seu som. As orquestrações exageradas foram retiradas e foram substituídas por sonoridades new wave - as músicas ficaram sob medida para as necessidades das rádios da época.

Head First

Muitos fãs consideram Union Jacks o melhor trabalho da banda, mas a crítica o achou inconsistente e descaracterístico - em resumo, um material "fabricado" para fazer sucesso, simples assim.

O mix com o new wave deu certo em algumas faixas como o hit 'Back on my Feet Again' (este seria o último hit da banda) e 'Midnight Rendevouz', mas foi um desastre em 'Jesus, Are You There?' - patético.

Acredito que este disco seja agradável apenas para os fãs de AOR e da banda, para os outros, dispensável.

The Babys teve vida curta e terminou após lançar no mesmo ano de 1980 o disco On The Edge, que também ouviremos por aqui.

Se você nunca ouviu a banda...
Os primeiros discos trazem um som pretensioso, meio ópera-rock; os dois últimos misturam rock com new wave.

Apesar das músicas serem até agradáveis e de fácil assimilação, esta banda efêmera fez seus sucessos, ganhou algum dinheiro e sumiu do mapa. Sua herança não é relevante, vale como curiosidade, pois é um retrato da estética musical apreciada pelas massas no início da década de 80.

Debut - Survivor

2 de dez. de 2010 comentários

O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1978 até 1989; 1993 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/AOR, Melodic Rock, Hard Rock
Álbuns de estúdio: 8 até o momento
Site oficial: http://www.survivormusic.com/

Debut (1980) - Ouça aqui o disco completo!




Sobre o disco:

Line-up: Dave Bikler (vocal, teclado), Frankie Sullivan (guitarra), Jim Peterik (guitarra, teclado), Dennis Johnson (baixo, sintetizador), Gary Smith (bateria, percussão).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 3

Chart:
E.U.A. - 169º


Poucos anos antes do sucesso mundial da música 'Eye of the Tiger' (tema do lutador Rocky Balboa), alguns amigos de Chicago, que estavam na estrada há algum tempo, resolvem (conseguem) gravar seu primeiro álbum.

O processo não foi fácil, conflitos criativos, trocas de produtores e de estúdios, fizeram com que o debut só entrasse no mercado oito meses após o início das gravações. Este disco marcou a estreia dos integrantes e a despedida do baixista Dennis Johnson e do baterista Gary Smith, que abandonaram a banda após o lançamento do disco alegando conflitos de horários. A verdade é que o disco não emplacou, ficando apenas com uma posição razoável nos charts, será que se tivesse sido um estouro, os dois dariam uma justificativa dessas para sair? De qualquer forma, foram substituídos por Stephen Ellis e Marc Droubay.

Apesar de não ter gerado nenhum single super famoso, esse disco provavelmente agradará aos amantes do AOR e talvez do hard rock também. A faixa 'Somewere in America' é um destaque e 'Youngblood' já mostrava os primeiros sinais do que viria à seguir, pois tem características similares a 'Eye of the Tiger'.

Uma boa estreia, mas que não impressionou.


Curiosidades: 

  1. A música 'Rockin Into The Night' foi recusada pela banda de Chicago por ser considerada de forte sonoridade sulista, então ela foi dada para os caras do 38 Special que a transformaram em um grande e muito rentável hit - ironias da vida... Uma versão desta música tocada pelo Survivor acabou fazendo parte da coletânea lançada em 2004, Ultimate Survivor.
  2. A bonitinha da capa do disco é ninguém menos que a futura deusa da década de 80, Kim Basinger, em começo de carreira.

Veja mais fotos de Kim Basinger no post das Musas do Cinema da Década de 80 - P.3

Se você nunca ouviu a banda...
Nem tão pesado, nem tão leve: AOR. Fizeram muito sucesso na década de 80 com os hits 'Eye of the Tiger' e 'Burning Heart', que foram tocados à exaustão nas rádios e tvs.

O vocal é poderoso, rasgado e consegue atingir notas bem altas. A banda manda um "arroz-com-feijão" e eventualmente cria alguns riffs interessantes.

Malice in Wonderland - Nazareth

24 de nov. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: escocesa
Período de atividades: 1968 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Hard Rock, Heavy Metal, AOR
Álbuns de estúdio: 23 até o momento
Site oficialhttp://www.nazarethdirect.co.uk/nazareth/

Malice in Wonderland (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco

Line-up: Dan McCafferty (vocal), Manny Charlton (guitarra), Zal Cleminson (guitarra, teclado), Pete Agnew (vocal, baixo), Darrell Sweet (bateria), Jeff Baxter (teclado), Paulinho da Costa (percussão, vibrafone), Alan Estes (vibrafone), Vanetta Fields (backing vocals), Sherlie Matthews (backing vocals), Paulette Brown (backing vocals), Terry & The Semiconductors (backing vocals).

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4

O décimo primeiro álbum da banda escocesa Nazareth contou com a contribuição efetiva do novo membro Zal Cleminson e do novo produtor Jeff "Skunk" Baxter. Considerado um dos melhores álbuns do Nazareh, as músicas combinam o hard rock duro que era praticado pela banda até então, com um pegajoso AOR, especialidade de Skunk.

A balada 'Harts Grows Cold' foi um grande sucesso nas rádios e contou com um arranjo elaborado com tudo que um bom AOR necessita. Mas o disco também contém faixas mais cruas com pegadas mais viris para os fãs do hard rock. 'Holiday' também foi bem nos charts.

Se você nunca ouviu a banda...
Há muito tempo no mercado, o Nazareth, apesar de fazer um hard rock clássico, é mais reconhecido pelo grande público por suas baladinhas açucaradas, sendo a sua regravação da música 'Love Hurts', seu hit mais famoso. Por causa disso, alguns fãs de rock desconsideram injustamente o trabalho dos caras, mas afirmo que vale a pena uma audição mais cuidadosa da grande discografia da banda, muitas boas surpresas poderão ser encontradas por um curioso interessado e sem preconceitos.

In The Beginning - Journey

28 de out. de 2010 comentários
O que é isso?




Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1973 até 1987; 1995 até hoje
Site oficialhttp://www.journeymusic.com/
Estilo/Gênero: Rock, Pop/Hard Rock, Pop Rock, Rock Progressivo, Fusion Jazz, AOR
Álbuns de estúdio: 13 até momento

In The Beginning (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco:

Line-up: Neal Schon (guitarra, violão vocal), Steve Perry (vocal), Gregg Rolie (teclado, vocal), Steve Smith (bateria e percussão), Ross Valory (baixo, vocal), Aynsley Dunbar (bateria, percussão), George Tickner (guitarra)
Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 2
Chart:
EUA: 152º


O Journey, em seus primeiros anos, era uma banda pretensiosa. Ela tentou ir por caminhos que exigiam muito talento como o jazz rock e o art rock, o que não trouxe bons resultados. Entretanto, quando enveredou pelos caminhos do pop e do AOR, obteve maiores êxitos.

A coletânea lançada como um álbum duplo em 1980, foi a primeira da banda, e trás o melhor do repertório do grupo, produzido entre os anos de 1975 a 1977. Nela dá para perceber claramente que o som do conjunto ainda não estava definido, devido a grande variedade de estilos que vão sendo expostos conforme passamos as faixas. Sem dúvida há bons momentos e outros nem tanto, mas os integrantes mostram bastante perícia em seus instrumentos e alguma criatividade.

Com o passar do tempo, o Journey provou que podia produzir hits e teve uma longa carreira exitosa comercialmente, embora nunca conseguisse atingir o status de "banda essencial".

Se você nunca ouviu a banda...
É uma banda que em seu auge, explorou o expediente de criar baladas românticas açucaradas.

Os músicos são competentes e o vocalista tem uma enorme extensão vocal, que utiliza sem economia para gerar um clímax melodramático em muitos dos sucessos do grupo.

Apesar dessas características terem marcado a trajetória do Journey, há que se reconhecer alguns bons experimentalismos de prog e art rock.

Mundo das Coletâneas: In The Beginning - Journey
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