Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Disco do dia: III (Melt) - Peter Gabriel

13 de abr. de 2011 comentários: 2
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Peter Brian Gabriel
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1967 até hoje
Estilo/Gênero: Rock, World/Rock Progressivo, Art Rock, Experimental, Pop Rock
Álbuns de estúdio (carreira solo): 8 até o momento
Site oficialhttp://www.petergabriel.com/

III (Melt) (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

da carreira solo


Line-up: Peter Gabriel (vocal, piano, teclado, baixo eletrônico, percussão), Kate Bush (backing vocals), Jerry Marotta (bateria, percussão), Larry Fast (teclado, efeitos, baixo eletrônico - Synergy), Robert Fripp (guitarra), John Giblin (baixo), Dave Gregory (guitarra), Tony Levin (percussão), Phil Collins (bateria, percussão), Dick Morrissey (saxofone), Morris Pert (percussão), David Rhodes (guitarra, backing vocals), Paul Weller (guitarra - The Style Coucil, The Jam)

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 5
Pop Matters: Muito favorável
Robert Christgau: B-
Rolling Stone (0 a 5): 4
Piero Scaruffi (0 a 10): 7

Charts:
Britânico 1º (ouro)
EUA 22º (ouro)

Opinião do blog:
8 - Muito bom

Saiba mais:



Posts relacionados:

Disco do dia: Sacred Songs - Daryl Hall

17 de fev. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Daryl Franklin Hohl
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1967 até hoje
Estilo/Gênero: Pop, Rock, Soul/R&B, Blue-Eyed Soul
Álbuns de estúdio (carreira solo): 5 até o momento
Site oficialhttp://www.hallandoates.com/

Sacred Songs (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco:


Line-up: Daryl Hall (vocal, teclado, mandar), Robert Fripp (guitarra, efeitos), Roger Pope (bateria), Kenny Passarelli (baixo), Caleb Quaye (guitarra), Charles DeChant (saxofone, backing vocals), David Kent (backing vocals), Brian Eno (teclado), Phil Collins (bateria), Tony Levin (baixo), Jerry Marotta (bateria), Sid McGinnes (guitarra pedal steel)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4,5


Chart:
EUA - 58º


Daryl Hall é muito mais conhecido por seu trabalho pop na banda Hall & Oates, mas também investiu em uma carreira solo mais artística, a qual foi iniciada por este disco que apresento hoje, Sacred Songs. O álbum foi uma parceria entre Hall e o guitarrista Robert Fripp (King Crimson) e apesar de ter sido lançado em 1980, havia sido gravado em 1977. A gravadora segurou o álbum pelo motivo de sempre - por não julgá-lo comercial - e não é mesmo, mas apesar disso, talvez impulsionado pelo sucesso de Hall & Oats, teve boa vendagem.

A crítica celebrou este álbum e passou a considerar Hall como um dos melhores artistas de Blues-Eyes Soul de sua geração. O disco conta com as participações do próprio Fripp e de Tony Levin, da festejada banda de Rock Progressivo King Crimson; Phil Collins (Genesis) e do artista do minimalismo Brian Eno. A mistura inusitada resultou em faixas também inusitadas, nenhum hit foi produzido por esse trabalho. As letras exploram o misticismo e o exoterismo, artigos do interesse de Hall.

A experiência de ouvir esse disco foi um pouco traumática, as faixas que compoem o lado A trazem os vocais de Hall (que considero bons) sempre em tons altos e estridentes, mantendo um limite de extensão de no máximo uma oitava, quase que independentes da harmonia, como se não se importasse com ela. Algo semelhante ao método utilizado por David Byrne (Talking Heads), que confesso não me agradar. Muito diferente das melodias muito bem encaixadas das músicas de Hall & Oates. Já o lado B, apresenta faixas mais melodiosas e de mais fácil absorção.

Apesar de utilizar elementos do estilo pop, achei Sacred Songs um álbum difícil de ouvir e de gostar. Convido o leitor a conhecer e deixar sua opinião sobre ele. Diga-nos como foi sua experiência de ouví-lo!

Posts relacionados...


Se você nunca ouviu o cara...
Apesar de não possuir grande técnica vocal, tem um bom timbre e grande extensão. Sua voz atinge notas altas, dignas de um tenor.

Mais conhecido por fazer parte da dupla pop Hall & Oats, Daryl Hall tem um trabalho solo respeitado artisticamente que contou com a parceria do renomado músico e produtor Robert Fripp.

Enquanto as músicas de Hall & Oates são perfeitas para cair no gosto popular através das fms, o Daryl Hall solo é mais difícil e segmentado. 

Obteve muito sucesso em sua carreira, principalmente na década de 80, o que lhe valeu a participação no célebre encontro para a gravação do hit 'We Are The World'

Disco do dia: Duke - Genesis

2 de fev. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: inglesa
Carreira: 1967 até 1999; 2006 até hoje
Estilo/Gênero: Rock/Rock Progressivo, Pop Rock
Álbuns de estúdio: 15 até o momento
Site oficialhttp://www.genesis-music.com/


Duke (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: Phil Collins (bateria, vocal, percussão, bateria eletrônica), Tony Banks (teclado, vocal, backing vocals, violão 12 cordas), Mike Rutherford (baixo, guitarra, backing vocals), David Hentschel (vocal, backing vocals)

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 4
Blender (0 a 5): 3
Q (0 a 5): 3

Charts:
EUA 11º
Britânico
Austrália 14º
Itália
Alemanha
Nova Zelândia
Noruega
Suécia

Após a saída de Steve Hackett (Peter Gabriel já havia saído há tempos), a banda decide continuar como trio e manter alguns convidados esporádicos. Dessa forma lançaram o álbum que pela primeira vez foi um sucesso em vendas nos EUA, ...And Then Three Were Three...(1978). Após a turnê de divulgação deste álbum, Phil Collins estava enfrentando sérios problemas com a esposa, assim, propõe a seus colegas uma pausa com a banda, caso eles não concordassem, deveriam seguir sem ele - então Tony Banks e Mike Rutherford concordaram e seguiram nesse período fazendo trabalhos solo.

...And Then Three Were Three...

O casamento de Collins de qualquer forma foi arruinado e ele voltou a ativa junto com seus colegas de Genesis. Então, passaram a compor para Duke, o décimo álbum do grupo, que marcou a passagem do rock progressivo da banda, feito na década de 70, para o pop dos anos 80, com direito a bateria eletrônica e tudo o mais.

As faixas 'Behind The Lines', 'Duchess', 'Guide Vocal', 'Turn It On Again', 'Duke's Travels' e 'Duke's End' foram concebidas como uma suíte, ou seja, uma sequência musical onde as faixas contam uma história completa, funcionando como partes de um todo, conceitual portanto. A história trata de um personagem fictício chamado Albert. A banda decidiu separar as faixas no álbum para evitar comparações com trabalhos anteriores.

A crítica aprovou o trabalho do Genesis e o público também. A faixa mais famosa é 'Turn It On Again'. Apesar de mostrar uma clara tendência da banda em direção ao pop, Duke é mais um trabalho rico desta histórica banda. Para mim, o último. O que veio depois tornou-se irrelevante perto da brilhante discografia do grupo.

Post Relacionado:


Se você nunca ouviu a banda...

Uma das mais conhecidas e mais importantes bandas de rock progressivo de todos os tempos. Teve seu auge na década de 70 quando foi responsável, junto com  outras bandas de renome no rock progressivo, a desenvolver uma série de novidades em termos de conceitos estéticos, usos da tecnologia para o mundo musical e também na confecção dos shows, que se tornaram cada vez mais teatrais e grandiosos. Após o início da década de 80, voltaram-se para o pop e  entraram em uma decadência artística, que culminou com desgaste e o término da banda em 1999.

Sua fase de ouro contou com o espetacular line-up composto por Peter Gabriel, Steve Hackett, Phil Collins, Mike Rutherford, Tony Banks e Anthony Phillips.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...