Lema da Central Musical: Anos 80

Não é necessário gostar de tudo, mas por que não conhecer? - Uma audição crítica de todos os álbuns lançados na década de 80.

Disco do dia: Saved - Bob Dylan

2 de jun. de 2011 comentários: 2
Junho
Mês de Aniversário!!
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Robert Allen Zimmerman
Nacionalidade: estadunidense
Carreira: 1959 até hoje
Estilos/Gêneros: Folk, Rock, Country, Blues/Folk Rock, Gospel
Álbuns de estúdio: 34 até o momento
Site oficialhttp://www.bobdylan.com/

Saved (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco:

20º da carreira

Line-up: Bob Dylan (guitarra, gaita, vocal, teclado), Carolyn Dennis (vocal), Tim Drummond (baixo), Regina Havis (vocal), Jim Keltner (bateria), Clydie King (vocal), Spooner Oldham (teclado), Fred Tackett (guitarra), Monalisa Young (vocal), Terry Young (teclado, vocal)

Cotações:
All Music Guide (0 a 5): 2
Robert Christgau: C+
Enterteinment Weekly: C-
Rolling Stone (0 a 5): 3

Charts:
EUA: 24º
Austrália: 13º
Nova Zelândia: 3º 

Opinião do blog:
8 - muito bom (um belo disco gospel apesar da voz terrível de Dylan)

Saiba mais:  

Debut - Willie Nile

18 de jan. de 2011 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Robert Anthony Noonan
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1976 até hoje
Estilo/Gênero: Folk, Rock/Rock Alternativo, Folk Rock
Álbuns de estúdio: 7 até o momento
Site oficialhttp://www.willienile.com/

Debut (1980) - Ouça aqui o disco completo!


Sobre o disco:

Line-up: Willie Nile (guitarra, violão, vocal, piano), Clay Barnes (guitarra, backing vocals), Peter Hoffman (guitarra), Tom Ethridge (baixo), Jay Dee Daugherty (bateria, percussão), Mark Johnson (backing vocals)

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4

Nile começou pelos bares de Nova Iorque e foi visto pelo renomado crítico Robert Palmer, que disse que ele era a melhor revelação que havia surgido no cenário rockeiro da cidade em muitos anos. Em seguida, diversos outros críticos se interessaram pelo artista e fizeram coro aos elogios de Palmer, o que despertou o interesse de muitas gravadoras. A escolhida de Willie foi a Arista e o seu "debut", eu tenho o orgulho de apresentar hoje aos meus ecléticos leitores.

Contando com a produção de Roy Halee (Simon & Garfunkel, The Byrds, Journey, etc.) e com o famoso baterista Jay Dee Daugherty (ex-Patti Smith), foi gerado um álbum clássico do folk rock, o melhor desde os Byrds. A crítica adorou, colocou Willie Nile em evidência e a revista Stereo Review elegeu este debut como o melhor álbum de rock do ano, empatado com London Calling do Clash (N.R. este álbum foi lançado em 1979, saiba mais sobre ele nos posts relacionados abaixo). Pete Townshend (The Who) gostou tanto que convidou Nile para excursionar junto com sua banda.

Passado o oba-oba da época, analisando o disco hoje, nota-se um bom trabalho com ótimas letras, arranjos simples e uma produção deficitária, mas trata-se de uma ótima estreia de um artista que merecia um melhor reconhecimento.

Post Relacionado:


Se você nunca ouviu o cara...
Ótimo compositor de folk rock que consegue imprimir grande paixão em suas composições e interpretações.

Teve um início de carreira brilhante no começo da década de 80 com dois grandes álbuns, mas passou um bom tempo sumido devido a uma serie de problemas judiciais. Retornou a ativa em 1987 e continua na estrada até hoje, apesar de não ter o reconhecimento merecido por seu talento.

Earth & Sky - Graham Nash

14 de dez. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida do cara:
Nome completo: Graham William Nash
Nacionalidade: inglesa
Período de atividades: 1960 até hoje
Estilo/Gênero: Pop/Folk Rock
Álbuns de estúdio: 6 até o momento [gravou vários discos como membro do The Hollies e outros tantos com o Crosby, Stills & Nash (Young)]
Site oficialhttp://www.grahamnash.com/

Earth & Sky (1980) - Ouça aqui o disco completo!

Sobre o disco: 

Line-up: Graham Nash (violão, guitarra, piano elétrico, vocal, gaita), Tim Barr (cordas), Joel Bernstein (violão, backing vocals), John Brennan (guitarra), Jackson Browne (backing vocals), Cece Bullard (backing vocals), Gloria Coleman (backing vocals), David Crosby (violão, backing vocals), Craig Doerge (piano, piano elétrico, órgão), Tim Drummond (baixo), Brenda Eager (backing vocals), Wayne Goodwin (regência, cordas), Rhonni Hallman (cordas), Jean Hugo (cordas), Armando Hurley (backing vocals), Ruth Kahn (cordas), Cleo Kennedy (backing vocals), Peter Kent (cordas), Danny Kortchmar (guitarra), Leah Kunkel (backing vocals), Russell Kunkel (bateria, percussão), Joe Lala (percussão), Nicolette Larson (backing vocals), David Lindley (guitarra, guitarra hawaiana), Steve Lukather (guitarra), Jackson Nash (gaita), Sid Page (cordas), Debra Pearson (cordas), George Perry (baixo), Debra Price (cordas), Julie Rosenfeld (cordas), Carol Shive (cordas), Daniel Smith (cordas), Stephen Stills (guitarra), Vicky Silvester (cordas), Kevan Torfeh (cordas), Joe Vitale (bateria, percussão, órgão, flauta, sintetizador, piano), Joe Walsh (guitarra), Margaret Wooten (cordas), Deborah Yamak (cordas). 

Cotação:
All Music Guide (0 a 5): 4

Chart:
E.U.A. 117º

Em 1980, Graham Nash dá sequência a sua carreira solo após sete anos do lançamento de seu último disco, Wild Tales. Nash, que construiu uma sólida carreira como membro dos Hollies e do trio Crosby, Stills & Nash, sempre que encontrava condições, lançava um disco solo, e Earth & Sky mostra um trabalho maduro de um grande artista.

Wild Tales

Uma verdadeira constelação de músicos fez parte da gravação deste álbum, entre eles, seus parceiros David Crosby e Stephen Stills. Destaque absoluto é a deliciosa guitarra de Joe Walsh, que é reconfortante e muitas vezes intimista, concedendo uma atmosfera extremamente agradável.

Earth & Sky é um ótimo disco, é daqueles que após sua audição você entende perfeitamente porque o mundo musical é tão gratificante.

Se você nunca ouviu o cara...
Cantor, guitarrista, gaitista e baterista de folk rock. Começou a carreira na Inglaterra como membro do grupo de rock psicodélico The Hollies. Abandonou tudo em 1968 e foi para os EUA fazer folk ao lado de David Crosby (ex-The Byrds) e Stephen Stills (ex_Bufallo Springfield). A trinca formava fantásticas harmonias vocais e, tempos depois se tornou um quarteto com a entrada do canadense Neil Young - timaço!

Há 1 Ano, nos Sons, Filmes & Afins: One World - John Martyn

16 de nov. de 2010 comentários

Série: Acervo Sons, Filmes & Afins

John Martyn nasceu em 11 de setembro de 1948 e faleceu em 29 de janeiro de 2009. Seu nome verdadeiro era Iain David McGeachy, foi um cantor britânico, compositor e guitarrista.
Ao longo de quarenta anos de carreira, lançou vinte álbuns de estúdio, trabalhando com artistas como Eric Clapton, David Gilmor e Phil Collins. Foi descrito como “um guitarrista eletrizante e cantor cuja música atravessava as fronteiras entre o folk, jazz, rock e blues.

John Martyn disse:

"Every record I've made - bad, good, or indifferent - is totally autobiographical. I can look back when I hear a record and recall exactly what was going on. That's how I write. That's the only way I can write ! Some people keep diaries, I make records." "Cada disco que eu fiz - ruim, bom ou indiferente - é totalmente autobiográfico. Eu posso olhar para trás quando ouvir um disco e lembrar exatamente o que estava acontecendo. É assim que eu escrevo. Essa é a única maneira que eu posso escrever! Algumas pessoas mantêm diários, eu vou fazer discos ".
One World (1977)
0381[1]
OUÇA AS FAIXAS E COMPARE COM A ANÁLISE MUSICAL:
01 – Dealer
00:00 – a guitarra de Martyn se apresenta dedilhada, acompanhada de bateria, um oboé (teclado imitando o som?), e da percussão, seguidos logo depois pelo baixo e teclado, anunciando a complexidade do trabalho; 00:27 – aparece o vocal sussurrado e rasgado de Martyn interpretando a primeira estrofe; 01:04 – segunda parte da música, destaque para a variedade do arranjo que tem o ritmo elaborado e o acompanhamento de teclado e guitarra quase que se digladiando; 01:59 – o baixo anuncia a sequência de efeitos do teclado enquanto a percussão trabalha com propriedade; 02:17 – a harmonia segue mas agora conta com a presença do vocal; 02:54 – uma mudança de tom preparatória para o solo de teclado que inicia em 03:13 e é sucedido por poucas e bem colocadas notas da guitarra para logo retornar o vocal na estrofe + refrão; 04:18 – a harmonia fica livre para seguir com improvisos até que em 04:58 a música só acaba por causa do efeito fade (aquele que vai diminuindo o volume) – imagine só o que acontecia ao vivo!
02 – One World
00:00 – teclado sugere o tema acompanhado de arpegios da guitarra e de uma bateria eletrônica, tudo em andamento lento, quando o vocal se apresenta com uma nota longa e segue entoando a balada acompanhado também de uma suave flauta; 01:37 – a guitarra, em segundo plano, ganha distorção e entra uma beleza de baixo fretless completando o clima; 02:06 – a guitarra distorcida sola suavemente com notas longas e em 02:46 o canto retorna por cima e tudo é conduzido suavemente até o final em 04:09.
03 – Smiling Stranger
00:00 – o baixo, cheio de distorção, indica a mudança de espírito para essa música. A guitarra ataca no meio dos compassos e o ritmo é ditado pela tabla indiana e pelos pratos da bateria; 01:50 – entra um arranjo orquestrado ao fundo em cima da swingada levada, com um tema oriental; 02:50 – aqui a música recebe a participação inusitada de um sax alto que vai até o final em 03:30. Grande criatividade!!
04 – Big Muff
00:00 – guitarra entra dedilhando notas graves com o efeito de um pedal wah wah e o baixo vai para as agudas, tudo sendo conduzido pelo prato e leves toques do surdo da bateria, com uma levada jazzística; 04:50 – guitarra brinca em cima da base harmônica sem grande alarde até o fim em 06:30.
05 – Couldn’t Love You More
O violão com cordas de aço acompanha a melodia do xilofone  enquanto soam notas graves e longas ao fundo. O vocal apresenta uma bela e suplicante melodia.
06 – Certain Surprise

00:00 – em ritmo de bossa-nova, John Martyn nos presenteia com mais uma bela melodia, tudo bem embalado por um suave arranjo orquestral; 02:02 – a grata surpresa de um solo de trombone com surdina que complementa  o clima agradável. Uma delícia.
07 – Dancing
Um leve e agradável rock, bem praiano, certamente influenciado pela Jamaica, local onde ele compôs o disco. Lembra um pouco som do The Police.
08 – Small Hours
Continuamos na praia, final de tarde. A guitarra com notas longas (slide), sob efeito de ecos e muito som ambiente, como o do mar. Efeitos “aquáticos” de teclado. 04:55 – solo de guitarra à lá Pink Floyd. Música quase toda instrumental. Climão relaxante!



Análise musical: Rodrigo Nogueira
Fonte histórica: Wikipedia e site oficial
‘té mais!

Eagles Live - Eagles

12 de out. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1971 até 1980; 1994 até hoje
Site oficialhttp://www.eaglesband.com/
Estilo/Gênero: Rock, Pop/Country Rock, Folk Rock
Álbuns de estúdio: 7 até o momento
Line-up do disco: Don Felder (guitarra, vocal), Glenn Frey (guitarra, teclado, vocal), Joe Walsh (guitarra, teclado, vocal), Don Henley (bateria, percussão, vocal), Randy Meisner (baixo, vocal), Timothy B. Schmit (baixo, vocal), Jage Jackson (guitarra, percussão), Phil Kenzie (saxofones), Vince Melamed (teclado, piano elétrico), The Monstertones (backing vocals), Albhy Galuten (sintetizador), J.D. Souther (guitarra, piano), Joe Vitale (bateria, percussão, teclado, piano elétrico, órgão), Jim Ed Norman (piano).

Eagles Live (1980) - Ouça aqui o disco completo!





Cotações da crítica especializada
All Music Guide (0 a 5): 3
Robert Christgau: C-

Sobre o disco:

Uma das bandas mais populares da década de 70, os Eagles tinham vários hits de sucesso mundial, principalmente a conhecidíssima Hotel California. Em 1980, após a turnê de divulgação do álbum 'The Long Run', que fez os hits The Long Run, I Can't Tell You Why, Heartache Tonight e In The City (apenas a última não consta no álbum de hoje), a banda acabou e todos os integrantes seguiram para carreiras solo.


Porém, havia uma pendência contratual com a gravadora Elektra: faltava a banda produzir mais um álbum. Diante disso, o grupo selecionou material da turnê de 1980 e mais alguns trechos da de 1976 e montou este disco que apresento hoje, que originalmente foi lançado como um duplo. A compilação, trás duas faixas da carreira solo de Joe Walsh: Life's Been Good e All Night Long, entretanto, os hits dos Eagles The Best of My Love, Lying Eyes e One of These Nights, infelizmente ficaram de fora. Isso não tira o brilho deste disco muito bem produzido, apesar da crítica ter observado que os músicos não pareciam muito empolgados para uma gravação ao vivo.

Na minha opinião, o disco pode até não ter uma interpretação tão empolgante, mas é evidente o profissionalismo e competência dos integrantes que executaram as canções de forma impecável. Há de se dar um desconto pelo fato de que as coisas não estavam bem com a banda e eles estavam na iminência de se separarem. Vale mencionar que este foi o primeiro disco ao vivo lançado pelos Eagles.

Se você nunca ouviu a banda...

Rock, folk e country são misturados de forma brilhante por essa banda que marcou época.

Todos os integrantes cantam e tocam. São ótimos músicos e montam arranjos vocais muito interessantes.

Em geral, as músicas são tranquilas, há baladas e countries mais dançantes. São animadas e aparentemente despretensiosas, porém os arranjos são muito competentes e ricos. É difícil achar alguém que não goste de pelo menos uma música dos Eagles.

Feliz dia das Crianças!!

Bebe le Strange - Heart

28 de set. de 2010 comentários
O que é isso?



Ficha corrida da banda:
Nacionalidade: estadunidense
Período de atividades: 1973 até hoje
Site oficialhttp://www.heart-music.com/
Estilo/Gênero: Rock, Pop/Hard Rock, Folk Rock
Álbuns de estúdio: 13 até o momento
Line-up do disco: Ann Wilson (vocal, backing vocals, baixo, bateria, flauta, violão, tamborim, piano), Nancy Wilson (vocal, backing vocals, guitarra, piano, baixo, órgão Mellotron), Howard Leese (guitarra, teclado, backing vocals), Mike DeRosier (bateria, percussão), Steve Fossen (baixo), Sue Ennis (guitarra, piano), Greg Adams (sopros), Emilio Castillo (sopros), Steve Kupka (sopros), Lenny Pickett (sopros), Mic Gillette (sopros), Chrissy Shefts (guitarra), Gary Humphrey (backing vocals) e Don Wilhelm (backing vocals).

Bebe le Strange (1980) - Ouça aqui o disco completo!



Sobre o disco:

Depois do enorme sucesso dos discos anteriores 'Little Queen' (que tem o hit Barracuda) e 'Magazine', o guitarrista Roger Fischer deixa a banda e sua ausência é muito sentida nos trabalhos posteriores da banda como 'Bebe le Strange', mas o Heart manteve o sucesso conseguindo ficar em 5º lugar nos charts estadunidenses, principalmente por causa das músicas Even it Up e Sweet Darling.

Esse disco marcou uma mudança considerável na carreira do Heart, que passou a produzir um número maior de baladas românticas ao invés de hard rocks, também demonstra uma tentativa, pouco feliz, devo dizer, de atualizar o som da banda, tentando trazer elementos do punk e do new wave, entretanto, tempos depois, a banda retomaria sua pegada mais pesada e seu estilo característico.

Cotações da crítica especializada

All Music Guide (0 a 5): 3
Robert Christgau: B+

Se você nunca ouviu a banda...
Capitaneado pelas irmãs Ann e Nancy Wilson, é um grupo que explora bastante o pop e o folk, paralelamente ao hard rock. Figurou com grande sucesso nos charts estadunidenses no decorrer da década de 1970 e um pouco menos na década de 1980.

Roger Fischer foi um membro destacado pois muitos dos riffs famosos da banda foram criados por ele, inclusive seu toque mais refinado ao violão sempre deu um pouco mais de categoria aos arranjos da banda.

As duas irmãs cantam (as vozes são tão parecidas que é difícil distinguir uma da outra), sua técnica é muito boa e seus timbres são belos. Em algumas faixas desse disco em particular, há uma tentativa de soar como Janis Joplin.
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